O Governo Federal ampliou o limite de crédito do programa Acredita no Primeiro Passo para até R$ 21 mil, com condições especiais voltadas a microempreendedores inscritos no Cadastro Único, especialmente os beneficiários do Bolsa Família. Lançada em 2024 e agora regulamentada pela Lei nº 14.995/2024, a iniciativa já beneficiou milhares de brasileiros, com destaque para regiões Norte e Nordeste, onde o programa tem promovido inclusão financeira e geração de renda em comunidades historicamente vulneráveis.
Crédito do programa Acredita para empreendedores do Bolsa Família sobe para até R$ 21 mil
Microcrédito do Acredita no Primeiro Passo atinge até R$ 21 mil com juros baixos para beneficiários do Bolsa Família. Entenda como funciona.
O programa integra acesso a crédito com apoio técnico, atuando em parceria com Banco do Brasil, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia, além de eliminar barreiras como a exigência de garantias, utilizando o Fundo Garantidor de Operações (FGO).
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Como funciona o Acredita no Primeiro Passo

O objetivo do programa é claro: fomentar o empreendedorismo popular entre os que vivem em situação de vulnerabilidade. Os interessados não precisam apresentar grandes estruturas ou projetos complexos. Basta estarem com o Cadastro Único atualizado e terem uma proposta básica de negócio — como comprar ferramentas, matéria-prima ou ampliar seu pequeno comércio.
A estrutura do Acredita é simples, mas robusta:
- Cadastro simplificado: Estar no Cadastro Único com informações atualizadas;
- Plano de negócio acessível: Proposta básica de uso do crédito, como compra de equipamentos;
- Apoio técnico gratuito: Acompanhamento de agentes estruturadores de negócios;
- Sem garantias exigidas: O FGO cobre até 100% das operações;
- Atendimento prioritário a mulheres e grupos vulneráveis: Metade dos recursos vai para mulheres, com prioridade também para jovens, pessoas com deficiência e comunidades tradicionais.
O programa é uma alternativa segura e desburocratizada para brasileiros que antes não tinham acesso ao crédito bancário.
Resultados expressivos em menos de um ano
Desde sua criação, o Acredita já liberou mais de R$ 700 milhões em crédito, alcançando aproximadamente 87 mil empreendedores em todo o país. O impacto é mais visível no Norte e Nordeste, regiões que concentram grande parte dos beneficiários do Bolsa Família.
As mulheres representam 60% dos atendidos, refletindo uma política de inclusão direcionada. Além disso, o índice de inadimplência está abaixo de 0,05%, confirmando que as famílias de baixa renda, quando apoiadas adequadamente, honram seus compromissos.
Exemplo de sucesso: o ateliê de Josyane
A costureira Josyane, moradora de Fortaleza (CE), representa o sucesso do programa. Com um empréstimo de R$ 5 mil, ela comprou uma máquina de bordar e insumos para ampliar seu ateliê. O suporte técnico oferecido ajudou na elaboração de um plano de negócios simples, mas eficaz, que permitiu aumentar sua produção e conquistar novos clientes.
Histórias como a de Josyane se repetem em diferentes regiões do Brasil, especialmente onde a informalidade ainda domina as atividades econômicas locais.
Condições atrativas para quem mais precisa
Um dos principais diferenciais do Acredita está nas condições financeiras. Os empréstimos variam entre R$ 3 mil e R$ 21 mil, podendo chegar a até R$ 80 mil para MEIs formalizados. As taxas de juros são muito inferiores às do mercado, ficando em média em 8,75% ao ano, contra os mais de 40% normalmente cobrados por instituições financeiras convencionais.
Outro ponto positivo é a flexibilidade no pagamento:
- Prazos de até 60 meses para quitação;
- Carência inicial para começar a pagar as parcelas;
- Parcelas acessíveis, ajustadas à realidade do microempreendedor.
Essas condições foram fundamentais para que bancos como o Banco do Nordeste já tenham liberado R$ 720,8 milhões até setembro de 2024. O Banco da Amazônia, por sua vez, destinou R$ 2,26 milhões e prevê chegar a R$ 660 milhões até o fim de 2025.
Impacto direto no combate à pobreza

O Acredita não se limita a facilitar o crédito: ele é instrumento de transformação social. Ao permitir que famílias de baixa renda invistam em pequenos negócios, o programa gera emprego e renda no território onde o beneficiário vive. Além disso, fortalece a economia local, reduz a dependência exclusiva de programas assistenciais e incentiva o protagonismo econômico dos participantes.
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Para o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, a estratégia é “tirar as famílias da fila do Bolsa Família e colocá-las na fila da formalização e do crédito”. O modelo parte do princípio de que, com as ferramentas adequadas, todas as pessoas são capazes de empreender e prosperar.
Inclusão com responsabilidade
O governo também aposta na educação financeira e na capacitação profissional como pilares do programa. Além do crédito, os participantes recebem orientações sobre controle de gastos, planejamento, marketing e outras competências fundamentais para a sustentabilidade dos negócios.
Os agentes estruturadores de negócios, atuando em parceria com os bancos, são responsáveis por acompanhar de perto a jornada de cada beneficiário, reduzindo os riscos e maximizando os resultados.
Oportunidade para quem sonha em crescer
O Acredita no Primeiro Passo representa uma ruptura com modelos tradicionais de crédito, muitas vezes excludentes. Ao integrar inclusão financeira, orientação e condições facilitadas, o programa abre portas para que brasileiros historicamente deixados à margem do sistema bancário possam transformar suas ideias em renda real.
Com a ampliação do crédito para até R$ 21 mil, o programa se consolida como um dos pilares da política pública de geração de renda e inclusão produtiva do governo federal.
Resumo dos principais benefícios do Acredita:
- Crédito entre R$ 3 mil e R$ 21 mil, com possibilidade de chegar a R$ 80 mil para MEIs;
- Juros baixos: média de 8,75% ao ano;
- Sem necessidade de garantias reais;
- Prazos de até 60 meses, com carência inicial;
- Atendimento prioritário a mulheres e comunidades vulneráveis;
- Acompanhamento técnico gratuito para os negócios.
Com isso, o programa caminha para se tornar um dos maiores instrumentos de combate à desigualdade por meio do empreendedorismo no Brasil.
Imagem: Freepik e Canva
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