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Crédito do programa Acredita para empreendedores do Bolsa Família sobe para até R$ 21 mil

Microcrédito do Acredita no Primeiro Passo atinge até R$ 21 mil com juros baixos para beneficiários do Bolsa Família. Entenda como funciona.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto5 min de leitura
Crédito do programa Acredita para empreendedores do Bolsa Família sobe para até R$ 21 mil

O Governo Federal ampliou o limite de crédito do programa Acredita no Primeiro Passo para até R$ 21 mil, com condições especiais voltadas a microempreendedores inscritos no Cadastro Único, especialmente os beneficiários do Bolsa Família. Lançada em 2024 e agora regulamentada pela Lei nº 14.995/2024, a iniciativa já beneficiou milhares de brasileiros, com destaque para regiões Norte e Nordeste, onde o programa tem promovido inclusão financeira e geração de renda em comunidades historicamente vulneráveis.

O programa integra acesso a crédito com apoio técnico, atuando em parceria com Banco do Brasil, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia, além de eliminar barreiras como a exigência de garantias, utilizando o Fundo Garantidor de Operações (FGO).

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Como funciona o Acredita no Primeiro Passo

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Imagem: Ricardo Stuckert / PR

O objetivo do programa é claro: fomentar o empreendedorismo popular entre os que vivem em situação de vulnerabilidade. Os interessados não precisam apresentar grandes estruturas ou projetos complexos. Basta estarem com o Cadastro Único atualizado e terem uma proposta básica de negócio — como comprar ferramentas, matéria-prima ou ampliar seu pequeno comércio.

A estrutura do Acredita é simples, mas robusta:

  • Cadastro simplificado: Estar no Cadastro Único com informações atualizadas;
  • Plano de negócio acessível: Proposta básica de uso do crédito, como compra de equipamentos;
  • Apoio técnico gratuito: Acompanhamento de agentes estruturadores de negócios;
  • Sem garantias exigidas: O FGO cobre até 100% das operações;
  • Atendimento prioritário a mulheres e grupos vulneráveis: Metade dos recursos vai para mulheres, com prioridade também para jovens, pessoas com deficiência e comunidades tradicionais.

O programa é uma alternativa segura e desburocratizada para brasileiros que antes não tinham acesso ao crédito bancário.

Resultados expressivos em menos de um ano

Desde sua criação, o Acredita já liberou mais de R$ 700 milhões em crédito, alcançando aproximadamente 87 mil empreendedores em todo o país. O impacto é mais visível no Norte e Nordeste, regiões que concentram grande parte dos beneficiários do Bolsa Família.

As mulheres representam 60% dos atendidos, refletindo uma política de inclusão direcionada. Além disso, o índice de inadimplência está abaixo de 0,05%, confirmando que as famílias de baixa renda, quando apoiadas adequadamente, honram seus compromissos.

Exemplo de sucesso: o ateliê de Josyane

A costureira Josyane, moradora de Fortaleza (CE), representa o sucesso do programa. Com um empréstimo de R$ 5 mil, ela comprou uma máquina de bordar e insumos para ampliar seu ateliê. O suporte técnico oferecido ajudou na elaboração de um plano de negócios simples, mas eficaz, que permitiu aumentar sua produção e conquistar novos clientes.

Histórias como a de Josyane se repetem em diferentes regiões do Brasil, especialmente onde a informalidade ainda domina as atividades econômicas locais.

Condições atrativas para quem mais precisa

Um dos principais diferenciais do Acredita está nas condições financeiras. Os empréstimos variam entre R$ 3 mil e R$ 21 mil, podendo chegar a até R$ 80 mil para MEIs formalizados. As taxas de juros são muito inferiores às do mercado, ficando em média em 8,75% ao ano, contra os mais de 40% normalmente cobrados por instituições financeiras convencionais.

Outro ponto positivo é a flexibilidade no pagamento:

  • Prazos de até 60 meses para quitação;
  • Carência inicial para começar a pagar as parcelas;
  • Parcelas acessíveis, ajustadas à realidade do microempreendedor.

Essas condições foram fundamentais para que bancos como o Banco do Nordeste já tenham liberado R$ 720,8 milhões até setembro de 2024. O Banco da Amazônia, por sua vez, destinou R$ 2,26 milhões e prevê chegar a R$ 660 milhões até o fim de 2025.

Impacto direto no combate à pobreza

Caixa
Imagem: Freepik e Canva

O Acredita não se limita a facilitar o crédito: ele é instrumento de transformação social. Ao permitir que famílias de baixa renda invistam em pequenos negócios, o programa gera emprego e renda no território onde o beneficiário vive. Além disso, fortalece a economia local, reduz a dependência exclusiva de programas assistenciais e incentiva o protagonismo econômico dos participantes.

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Para o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, a estratégia é “tirar as famílias da fila do Bolsa Família e colocá-las na fila da formalização e do crédito”. O modelo parte do princípio de que, com as ferramentas adequadas, todas as pessoas são capazes de empreender e prosperar.

Inclusão com responsabilidade

O governo também aposta na educação financeira e na capacitação profissional como pilares do programa. Além do crédito, os participantes recebem orientações sobre controle de gastos, planejamento, marketing e outras competências fundamentais para a sustentabilidade dos negócios.

Os agentes estruturadores de negócios, atuando em parceria com os bancos, são responsáveis por acompanhar de perto a jornada de cada beneficiário, reduzindo os riscos e maximizando os resultados.

Oportunidade para quem sonha em crescer

O Acredita no Primeiro Passo representa uma ruptura com modelos tradicionais de crédito, muitas vezes excludentes. Ao integrar inclusão financeira, orientação e condições facilitadas, o programa abre portas para que brasileiros historicamente deixados à margem do sistema bancário possam transformar suas ideias em renda real.

Com a ampliação do crédito para até R$ 21 mil, o programa se consolida como um dos pilares da política pública de geração de renda e inclusão produtiva do governo federal.


Resumo dos principais benefícios do Acredita:

  • Crédito entre R$ 3 mil e R$ 21 mil, com possibilidade de chegar a R$ 80 mil para MEIs;
  • Juros baixos: média de 8,75% ao ano;
  • Sem necessidade de garantias reais;
  • Prazos de até 60 meses, com carência inicial;
  • Atendimento prioritário a mulheres e comunidades vulneráveis;
  • Acompanhamento técnico gratuito para os negócios.

Com isso, o programa caminha para se tornar um dos maiores instrumentos de combate à desigualdade por meio do empreendedorismo no Brasil.

Imagem: Freepik e Canva

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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