Nesta sexta-feira (21), entra em vigor o Crédito do Trabalhador, um novo programa do governo federal que estabelece o empréstimo consignado privado para trabalhadores com carteira assinada e microempreendedores individuais (MEIs). O objetivo da iniciativa é ampliar o acesso ao crédito, reduzir as taxas de juros e eliminar a necessidade de convênios entre empresas e bancos.
Empréstimo consignado CLT e MEI: como funciona, regras e como solicitar
O Crédito do Trabalhador entra em vigor nesta sexta-feira (21). Saiba como funciona o novo consignado privado e veja quem pode contratar.
A medida tem o potencial de beneficiar milhões de trabalhadores e movimentar mais de R$ 120 bilhões nos próximos anos, segundo estimativas da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
Confira, a seguir, como funciona essa nova modalidade de crédito, quem pode aderir, como cotar empréstimos, a margem consignável e outras informações essenciais.
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Como funciona o novo consignado privado?

O Crédito do Trabalhador será operado por meio da Carteira de Trabalho Digital (CTPS Digital). A grande novidade é que os trabalhadores poderão comparar as taxas de diferentes bancos diretamente pelo aplicativo e contratar o empréstimo de forma digital.
O pagamento das parcelas será descontado automaticamente da folha salarial, utilizando dados do eSocial, o que reduz os riscos para os bancos e permite taxas de juros mais baixas.
Atualmente, a taxa média do consignado privado gira em torno de 40,8% ao ano, enquanto no setor público a taxa média é de 23,8% ao ano. Com a nova estrutura, a expectativa é que os juros do consignado privado se aproximem dos valores praticados no setor público.
Quem pode contratar o Crédito do Trabalhador?
A nova linha de crédito será acessível a um grupo amplo de trabalhadores. Veja quem pode aderir:
- Trabalhadores com carteira assinada no setor privado
- Microempreendedores individuais (MEIs)
- Trabalhadores domésticos e rurais
Quando o Crédito do Trabalhador estará disponível?
A modalidade começa a funcionar a partir de 21 de março, mas apenas para novos contratos.
Já para quem possui um consignado ativo, será possível migrar para o novo modelo a partir de 25 de abril.
A portabilidade entre bancos estará disponível a partir de 6 de junho.
Qual será a margem consignável?
A margem consignável do novo empréstimo seguirá o mesmo critério do modelo atual de consignado, ou seja, 35% do salário poderá ser comprometido para o pagamento das parcelas.
Como os bancos avaliarão o crédito?

As instituições financeiras terão acesso a dados do eSocial para avaliar o risco de inadimplência. No entanto, o trabalhador precisará autorizar previamente a consulta das seguintes informações:
- Nome e CPF
- Margem consignável disponível
- Tempo de empresa
Essa avaliação será crucial para que os bancos ofereçam taxas mais justas, de acordo com o perfil de crédito de cada trabalhador.
O que acontece se o trabalhador for demitido?
Caso o trabalhador seja demitido, o saldo devedor do empréstimo será descontado das verbas rescisórias, respeitando o limite permitido por lei.
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Além disso, o trabalhador poderá usar parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para cobrir a dívida. As opções incluem:
- Utilizar 10% do saldo disponível no FGTS
- Utilizar 100% da multa rescisória para abater a dívida
Passo a passo para contratar o Crédito do Trabalhador
A contratação do novo consignado será simples e digital. Veja como solicitar:
- Acesse o app da Carteira de Trabalho Digital (CTPS Digital).
- Autorize o compartilhamento dos seus dados com os bancos participantes.
- Aguarde as ofertas personalizadas das instituições financeiras (até 24h).
- Compare as taxas de juros e escolha a melhor opção.
- Contrate o empréstimo diretamente pelo aplicativo.
- Acompanhe os descontos mensais diretamente na sua CTPS Digital.
A partir de 25 de abril, a nova linha de crédito também estará disponível nos canais digitais dos bancos habilitados.
O novo consignado privado substituirá o saque-aniversário do FGTS?

Não. O saque-aniversário do FGTS continuará existindo normalmente e poderá ser usado junto com o Crédito do Trabalhador.
Isso significa que o trabalhador poderá escolher entre as duas opções ou até mesmo combiná-las conforme sua necessidade financeira.
Conclusão
O Crédito do Trabalhador chega para modernizar e ampliar o acesso ao consignado no setor privado, oferecendo taxas de juros menores e eliminando burocracias. Com a contratação digital, milhões de trabalhadores formais e MEIs poderão ter crédito mais barato e acessível.
A expectativa é que, nos próximos anos, essa nova modalidade movimente bilhões de reais, dando um novo fôlego para a economia e facilitando o acesso ao crédito para milhões de brasileiros.
