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Levantamento mostra crescimento no número de vagas de estágio

Levantamento do MTE mostra aumento de estágios e aprendizagem, beneficiando jovens de 14 a 24 anos no país.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
Estudante com mochila nas costas e segurando um fichário.

Um levantamento recente do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) revelou um crescimento significativo no número de vagas de estágio e aprendizagem no Brasil entre 2023 e 2025. A expansão dessas oportunidades aponta para um cenário promissor para jovens que buscam a primeira experiência profissional e um início sólido no mercado de trabalho.

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Aumento expressivo nas vagas de estágio

estagiários
Imagem: Stokkete / shutterstock.com

De acordo com o levantamento, apenas no primeiro bimestre de 2025, cerca de 990 mil estudantes do ensino superior estavam em estágio, número consideravelmente maior do que os 642 mil registrados em 2023, representando um aumento de 54% em dois anos.

Este crescimento demonstra o esforço de instituições de ensino, empresas e do próprio governo em fortalecer programas que conectam jovens à prática profissional, consolidando o estágio como uma ferramenta essencial de formação.

A saber, o aumento das vagas de estágio mostra que estamos no caminho certo para integrar jovens ao mercado de trabalho e reduzir a vulnerabilidade ocupacional entre estudantes.

Crescimento dos contratos de aprendizagem

Além das vagas de estágio, o número de menores aprendizes ativos também apresentou evolução. Em fevereiro de 2025, o país registrou 633.720 vínculos de aprendizagem, um crescimento de 33,52% em cinco anos, considerando os 474.630 contratos ativos em fevereiro de 2020.

O programa de aprendizagem é voltado a jovens entre 14 e 24 anos e combina formação teórica e prática, garantindo experiência profissional, remuneração e direitos trabalhistas. Esse modelo continua sendo uma das principais portas de entrada para o mercado de trabalho formal.

Jovens no mercado de trabalho

Os dados do MTE indicam que, no último trimestre de 2024, o Brasil contava com 14,5 milhões de jovens ocupados, superando os 14,2 milhões do mesmo período de 2019, antes da pandemia. Esse avanço reflete a recuperação e o fortalecimento das oportunidades para jovens de 14 a 24 anos.

A taxa de desemprego entre jovens caiu de 25,2% para 14,3% nos últimos cinco anos, um indicador positivo que demonstra a efetividade das políticas públicas e a expansão do mercado formal de trabalho.

Redução do grupo “nem-nem”

O levantamento também evidenciou a diminuição do grupo conhecido como “nem-nem”, jovens que não estudam nem trabalham. Essa população caiu para os menores níveis desde 2012:

  • Em 2012: 2,1 milhões de meninos e 4,2 milhões de meninas
  • Em 2024: 1,9 milhão de meninos e 3,3 milhões de meninas

Essa redução mostra que o aumento das vagas de estágio e aprendizagem contribui diretamente para a inclusão social e a inserção de jovens em ambientes educativos e profissionais.

Impactos positivos para a economia

O crescimento das oportunidades de estágio e aprendizagem traz impactos positivos para a economia do país. Jovens capacitados e integrados ao mercado de trabalho tendem a gerar mais produtividade, inovação e consumo, fortalecendo o ciclo econômico.

Além disso, ao reduzir a taxa de desemprego juvenil e diminuir o grupo “nem-nem”, o Brasil consegue investir no desenvolvimento de capital humano, preparando uma geração mais qualificada e competitiva.

O papel das empresas

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Empresas de diversos setores têm ampliado seus programas de estágio e aprendizagem, criando oportunidades que combinam capacitação teórica, orientação profissional e experiências práticas. Essa integração permite que estudantes apliquem o conhecimento adquirido na universidade em situações reais, fortalecendo a empregabilidade.

Além disso, o investimento em jovens talentos ajuda as empresas a preparar profissionais para cargos estratégicos, garantindo a renovação e a inovação nos negócios.

Incentivos do governo

Contrato de Estágio
Imagem: Freepik

O governo brasileiro, por meio do MTE e de programas complementares, oferece incentivos para empresas que contratam estagiários e aprendizes, incluindo benefícios fiscais e regulamentações que garantem direitos trabalhistas, jornada reduzida e acompanhamento pedagógico.

Esses incentivos têm sido fundamentais para o crescimento contínuo das oportunidades e para a redução das desigualdades de acesso ao mercado de trabalho.

Perspectivas para os próximos anos

Com o fortalecimento das políticas públicas e o aumento do interesse de empresas em contratar jovens, a tendência é que o número de vagas de estágio e aprendizagem continue crescendo nos próximos anos. Isso permitirá que mais estudantes e jovens aprendizes ganhem experiência profissional relevante antes da entrada definitiva no mercado de trabalho.

A combinação de educação, experiência prática e políticas de incentivo cria um cenário promissor, especialmente para jovens que buscam conciliar estudo e trabalho.

Com informações de: Canaltech

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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