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Crise do petróleo? Putin proíbe exportações

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, proibiu as exportações de petróleo do país para diversas nações do mundo. Entenda o motivo!

João Renato Ferreira da SilvaPor João Renato Ferreira da Silva3 min de leitura
Vladimir Putin, presidente da Rússia, em palanque com dois microfones à frente. Ao fundo, bandeiras desfocadas.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, proibiu as exportações de petróleo do país para nações que determinaram um teto de preço na compra do produto russo. A proibição, publicada na última terça-feira (27), também inclui derivados de petróleo, como gasolina e diesel.

Em suma, a decisão de impor um limite de preço para o petróleo russo foi uma resposta de diversas nações do mundo às operações militares da Rússia na Ucrânia. O decreto de Putin entrará em vigor em 2023 e deve ter validade por pelo menos seis meses.

Putin proíbe exportações de petróleo para diversos países

Entre os países que impuseram o teto de preço ao petróleo russo, estão a Austrália, a União Europeia e o G7, que inclui potências como Estados Unidos, Japão e Alemanha. O limite imposto por essas nações, de US$ 60 por barril, passou a valer em 5 de dezembro deste ano.

Além disso, a União Europeia proibiu companhias de navegação de manipularem, em qualquer lugar do mundo, o petróleo russo caso o produto seja vendido por preço acima do teto.

Por consequência, essa punição afeta outros países de fora do acordo. Sobretudo os que mantiveram relações comerciais com a Rússia mesmo após as ações militares na Ucrânia, inclusive o Brasil. A Rússia é hoje o segundo maior exportador mundial de petróleo.

Conforme o decreto de Putin, as exportações do petróleo russo serão proibidas para quem aderiu ao teto a partir de 1º de fevereiro de 2023. A sanção tem validade até 1º de julho do mesmo ano. Contudo, a data para a interrupção do fornecimento de derivados do produto para esses países ainda não foi definida.

O texto destaca que “a proibição valerá em todas as fases do fornecimento até o comprador final”, criticando o que o país considera como “ações hostis e inconsistentes” dos Estados Unidos e de outras nações. A fiscalização da aplicação da medida ficará a cargo do Ministério da Energia de Moscou.

Contexto da guerra na Ucrânia

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Um relatório da ONU (Organização das Nações Unidas), divulgado nesta quarta-feira (28), informa que a guerra na Ucrânia já tirou a vida de 6.884 civis desde o início do conflito, em fevereiro deste ano. Além disso, documento destaca que o número real deve ser maior, considerando o atraso na contabilização das informações oficiais.

A invasão do país pela Rússia foi motivada, entre outros fatores, pela possibilidade de a Ucrânia aderir à Otan, aliança militar de 30 países que se expande pelo Leste Europeu.

Desse modo, analistas observam que Vladimir Putin contesta a independência da Ucrânia. O presidente russo busca garantir a influência da Rússia sobre o território vizinho.

Imagem: Shag 7799/shutterstock.com

João Renato Ferreira da Silva

Autor

João Renato Ferreira da Silva

Formado em Jornalismo e estudante de Letras na Universidade Estadual de Londrina (UEL).

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