Com uma dívida que ultrapassa os R$ 40 bilhões, há uma grande especulação sobre a capacidade das Americanas quitar seus débitos. Com isto, as instituições bancárias passam a adotar um posicionamento mais conservador quanto à concessão de empréstimos, o que pode gerar uma crise de crédito no país.
Crise nas Americanas pode fazer Brasil voltar à recessão
Diante da expectativa de calote das Americanas, a situação de crédito no Brasil pode se tornar precária. Confira mais detalhes.
Conforme a economista-chefe do banco Credit Suisse, Solange Srour, “já temos uma projeção de economia praticamente parada este ano”. Assim, para a especialista, a redução da disposição de concessão de crédito irá impactar ainda mais o crescimento tímido de 0,7% do PIB.
Especialista acredita que Americanas não irá honrar dívida
Em entrevista exclusiva para a CNN, o especialista em investimento, Michael Viriato, argumenta que a dívida das Americanas é superior ao que seu fluxo de caixa pode gerar, principalmente nas devidas circunstâncias.
“Embora ela ainda não tenha dado calote, é quase certo que não vai ter condições de pagar, ou seja, vai ter que reestruturar essa dívida e organizar o pagamento”, refletiu Viriato.
Recentemente, a Americanas solicitou ao administrador do processo de recuperação judicial a autorização para quitar a totalidade de dívidas trabalhistas e de débitos vinculados às micro e pequenas empresas, a fim de garantir a sobrevivência de credores mais vulneráveis. A soma desta parte da dívida era de R$ 192,4 milhões.
Este seria o primeiro passo de um plano de renegociação das dívidas e da organização dos pagamentos da empresa.
Relação entre crise, bancos e economia brasileira
Diante do cenário preocupante de crise nas Americanas, os bancos credores passam a tomar um posicionamento mais conservador na concessão de crédito.
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O Banco do Brasil, por exemplo, previu expansão de 8% a 12% na concessão de crédito – contra os 17% previstos no ano passado. Por outro lado, o Bradesco não concedeu números, mas afirmou que trabalhará bastante neste ano para fazer uma “limpeza” nos empréstimos e fará apenas apostas mais seguras.
Em síntese, o volume de crédito tem relação direta com o crescimento do PIB, pois incentiva o consumo da população. Além disso, também movimenta o setor de investimentos em todas as áreas, afetando igualmente pessoas jurídicas e setores inteiros na totalidade, como o agronegócio.
Imagem: T. Schneider / Shutterstock.com
