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Cuidado: pagar o mínimo da fatura está saindo mais caro

Com a alta nos juros do crédito rotativo, o pagamento mínimo da fatura pode ser uma alternativa ruim. Saiba mais!

Mateus VasconcellosPor Mateus Vasconcellos2 min de leitura
Imagem de uma pessoa calculando e analisando diversos documentos.

Segundo o Serasa eCred, nove a cada dez brasileiros utilizam mais de um cartão de crédito. Ou seja, cada vez mais brasileiros recorrem a esta forma de pagamento. Todavia, é necessário entender os riscos relacionados a esta ferramenta, incluindo o caso do pagamento mínimo de fatura.

O que não é à toa, afinal, o descontrole nos gastos do cartão de crédito pode acarretar numa dívida considerável. Segundo o Banco Central, 30% das dívidas de pessoas físicas no país são relacionadas ao cartão de crédito.

Simultaneamente, a elevação nos juros do crédito rotativo, no qual o pagamento mínimo da fatura faz parte, tem feito este cenário se tornar ainda mais complexo. Assim, é importante entender como funciona este tipo de quitação.

Como funciona o pagamento mínimo da fatura?

Em suma, o crédito rotativo é um tipo de pagamento disponibilizado ao consumidor que não consegue quitar a fatura total até a data de vencimento. Por exemplo, ao realizar o pagamento mínimo da fatura, a diferença entre o montante inteiro e o pago se torna um empréstimo por parte da instituição financeira.

Além disso, o cheque especial também é uma forma de crédito rotativo. Dessa forma, o cliente que utiliza esses recursos, como o pagamento mínimo da fatura, deve se atentar aos riscos. Afinal, assim como em outros tipos de empréstimos, existem taxas de juros.

Alta nos juros do crédito rotativo

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Na última segunda-feira, dia 27 de fevereiro de 2023, o juro médio total cobrado teve alta de 3,8% de dezembro para janeiro, com taxa de crédito rotativo chegando a 411,5% ao ano. Movimento que surpreendeu considerando a estagnação da Selic.

Assim, o consumidor deve se atentar aos seus gastos no crédito. Inclusive, em algumas situações, é mais interessante pegar um empréstimo para pagar a fatura total do que quitar o mínimo da fatura. Afinal, os juros são menores. Além disso, pode ser mais interessante renegociar os débitos do que acionar o crédito rotativo. Assim, cabe ao usuário do cartão de crédito entender os riscos que o descontrole neste tipo de ferramenta pode causar.

Imagem: wutzkohphoto/Shutterstock.com

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Mateus Vasconcellos

Autor

Mateus Vasconcellos

Formado em jornalismo, atuou como redator e roteirista desde 2017.

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