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Dado preocupante sobre o Bolsa Família é revelado; confira agora

Pesquisadores relevaram dados sobre o Bolsa Família após a recente reformulação do governo; um dado é preocupante.

Bruna MachadoPor Bruna Machado2 min de leitura
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O recente anúncio de reformulação do Bolsa Família no Brasil trouxe à tona uma preocupação significativa. Mesmo com um aumento no orçamento sem precedentes e uma revisão do benefício, o programa ainda deixa uma parte desproporcional da população na pobreza, com ênfase especial na disparidade racial. 

De acordo com um estudo inédito realizado pelo Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da Universidade de São Paulo (Made-USP) e divulgado pela BBC News Brasil, 71% dos 45 milhões de brasileiros que devem permanecer em situação de pobreza neste ano são negros.

É importante destacar que a população negra representa 56% do total do país, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Portanto, isso revela que apesar dos esforços do Bolsa Família, uma grande parcela dos beneficiários que permanecerão em situação de pobreza é composta por pessoas negras. 

Bolsa Família combate a pobreza, mas não a desigualdade racial

Esses números ressaltam a persistência de desigualdades profundamente enraizadas no Brasil, muitas das quais têm raízes históricas relacionadas ao racismo sistêmico. Por um lado, ao longo de seus 20 anos, o Bolsa Família realmente desempenha um papel fundamental no combate à fome e à pobreza.

Contudo, o estudo do Made-USP destaca que ele não é suficiente para abordar de forma abrangente as questões de desigualdade racial. Os pesquisadores argumentam que políticas públicas focadas e ações afirmativas são essenciais para melhorar o acesso à educação.

Consequentemente, isso reduziria as desigualdades sociais que afetam as populações negras. Além disso, é crucial enfrentar o racismo sistêmico na sociedade e considerar medidas de reparação histórica para abordar as desigualdades econômicas e sociais.

Um olhar crítico para o Bolsa Família

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A diretora do Made-USP, Luiza Nassif-Pires, destaca a importância de políticas de cuidado, como a expansão de creches e serviços de apoio a idosos e pessoas com deficiência. Isso permite que mais mulheres, especialmente as mulheres negras, acessem o mercado de trabalho e alcancem rendas mais elevadas para suas famílias.

Entre 2003 e 2015, o programa reduziu a taxa de pobreza em apenas 0,66 ponto percentual (p.p.) por ano. Porém, entre 2012 e 2019, esse número aumentou para 0,89 p.p. Em comparação, programas mais recentes, como o Auxílio Emergencial, o Auxílio Brasil e o novo Bolsa Família, com valores de transferência mais substanciais, tiveram impactos muito maiores na redução da pobreza. 

Imagem: Sidney de Almeida / shutterstock.com

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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