Kim Kataguiri (União SP) – um dos nomes que fundou o MBL (Movimento Brasil Livre) – declarou que quer tornar o movimento um partido político. Assim, de acordo com ele, o apresentador e humorista Danilo Gentilli seria o candidato do futuro partido à presidência da República em 2026.
Danilo Gentili pode se candidatar à presidência pelo MBL em 2026
Saiba por que Danilo Gentili pode ser o novo candidato do MBL em 2026 e entenda qual o objetivo do movimento em virar um partido
O deputado federal expôs a ideia em sua participação no podcast “Flow”, onde explicou que pretende iniciar o processo para tornar o Movimento Brasil Livre em um partido político. Sendo assim, a intenção é colher assinaturas – algo obrigatório no processo – nos shows do apresentador.
Danilo Gentili será candidato?
Danilo Gentili é apresentador do SBT, muito conhecido por suas opiniões polêmicas. Desse modo, Gentili pode acabar trocando as telas da TV pela política.
Isso porque, segundo Kataguiri, a intenção é transformar o MBL em um partido político. Com a criação da sigla, Gentili seria o candidato à Presidência em 2026.
“A gente tem defendido e vamos construir para 2026 a candidatura do Danilo Gentili e ele vai disputar”, destacou o deputado.
Vale destacar que o apresentador do podcast, Igor 3K, fez uma comparação entre Volodymyr Zelensky – presidente da Ucrânia e ex-humorista – com Gentili. Contudo o deputado salientou que um dos ex-presidentes dos EUA, Ronald Reagan, também saiu das telas para ingressar na política.
O que é o MBL atualmente?
Primeiramente, é preciso destacar que hoje o MBL ainda é apenas um movimento. Assim, ele surgiu em 2014, liderado por Kim Kataguiri, que hoje é deputado federal. Durante as manifestações contra o governo Dilma, em 2014, o movimento ganhou destaque, especialmente no YouTube.
Logo após esses acontecimentos, vários nomes relacionados ao MBL concorreram a cargos públicos e acabaram eleitos, como o próprio Kim. Além disso, o movimento apoiou a candidatura de Jair Bolsonaro (PL) em 2018 – quando o ex-presidente disputou o cargo com Fernando Haddad (PT).
Apesar do apoio, diversos participantes do MBL deixaram de apoiar Bolsonaro. Um exemplo disso é o caso do vereador Fernando Holiday, que era um dos principais nomes do MBL e acabou deixando o movimento, visto que “o combate ao aborto e a causa LGBT não são bandeiras do MBL”.
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Essa situação afetou diretamente Holiday, visto que o vereador é homossexual assumido e continua apoiando Bolsonaro.
Qual o objetivo de tornar o MBL em partido político?
A intenção é que, com uma sigla própria, o movimento consiga que seus membros tenham maior segurança para disputar cargos políticos.
O deputado ainda acrescentou que, como um partido político, o próprio MBL poderia lançar seus candidatos, sem depender “da boa vontade do presidente do partido político” para fazê-lo.
Imagem: Instagram / Reprodução
