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Datafolha: maioria culpa Lula e Bolsonaro por fraudes no INSS

Pesquisa Datafolha revela que a maioria dos brasileiros culpa tanto Lula quanto Bolsonaro pelas fraudes no INSS.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
ex-presidente Jair Bolsonaro a esquerda, de costas para o presidente Lula com uma transição preta entre eles datafolha

Realizada em 10 e 11 de junho de 2025, uma pesquisa do Datafolha aponta que a maioria dos brasileiros atribui responsabilidade pelas fraudes no INSS tanto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O resultado reflete um cenário de insatisfação e desconfiança da população em relação aos dois governos.

Percepção de responsabilidade pelas fraudes

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Imagem: Angela Macario / shutterstock.com

A pesquisa mensurou o grau de responsabilidade atribuído tanto ao governo atual quanto ao anterior em relação às fraudes no INSS.

Leia mais: Poucos sabem: esses brasileiros têm direito ao INSS sem pagar nada

Responsabilização do governo Lula:

Grau de responsabilidadePercentual (%)
Muita responsabilidade50%
Um pouco de responsabilidade28%
Nenhuma responsabilidade16%
Não sabem7%

Responsabilização do governo Bolsonaro:

Grau de responsabilidadePercentual (%)
Muita responsabilidade41%
Um pouco de responsabilidade29%
Nenhuma responsabilidade22%
Não sabem7%

O dado revela que há uma percepção mais crítica em relação à gestão de Lula, que atualmente ocupa o cargo, mas Bolsonaro também não escapa das críticas, sendo responsabilizado por parcela significativa dos entrevistados.

Abertura de CPI

O levantamento também mostra que 87% dos brasileiros são favoráveis à instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os desvios no INSS.

Essa ampla defesa por investigações formais reflete o grau de indignação da população diante das notícias sobre fraudes que afetaram aposentados, pensionistas e beneficiários da Previdência Social.

Avaliação negativa da reação do governo Lula

Avaliação das ações do governoPercentual (%)
Ruim ou péssima38%
Regular29%
Ótima ou boa26%
Não sabem7%

Além disso, embora o governo tenha anunciado que fará o reembolso dos prejudicados, a maioria dos brasileiros não acredita que isso ocorrerá de forma rápida.

  • 59% acreditam que os aposentados e segurados serão ressarcidos,
  • Mas 80% desses acham que o pagamento será lento e burocrático.

Desconfiança atinge o próprio INSS

A crise abalou fortemente a imagem do próprio INSS. Mais da metade dos entrevistados avalia a instituição com notas extremamente baixas.

  • 51% deram nota 1 ou 2 (em uma escala de 0 a 10), indicando desconfiança elevada no órgão responsável pela Previdência Social no país.

Esse índice sinaliza que os casos de fraudes não só geraram desgaste político, mas também colocaram em xeque a credibilidade de uma das instituições mais importantes para milhões de brasileiros.

Impacto nas taxas de aprovação do governo Lula

A crise nas filas, os problemas nos pagamentos e agora as fraudes no INSS pressionam diretamente a popularidade do presidente Lula.

  • 40% dos brasileiros avaliam o governo como ruim ou péssimo, o maior índice negativo desde o início do atual mandato, em janeiro de 2023.

A pesquisa também mostra que parte dos eleitores que votaram em Lula nas eleições de 2022 hoje manifestam insatisfação com a condução do caso, o que evidencia perda de apoio na base que antes era fiel.

Análise dos dados e cenário político

Herdeiro de problemas ou responsável direto?

Apesar das críticas direcionadas ao atual governo, a pesquisa Datafolha também aponta que muitos brasileiros percebem que as fraudes no INSS são fruto de problemas estruturais acumulados ao longo de governos anteriores, incluindo a gestão de Jair Bolsonaro.

CPI como fator de desgaste ou solução?

A possível instalação de uma CPI, defendida por quase 9 em cada 10 brasileiros, pode ter dois efeitos: servir de palanque para a oposição e aumentar a pressão sobre o governo, ou funcionar como ferramenta legítima de investigação e correção dos problemas.

Caminhos para o governo e o INSS

inss
Imagem: Freepik / Edição: Seu Crédito Digital

Medidas urgentes esperadas:

  • Reforço nos sistemas antifraude;
  • Agilidade no reembolso dos prejudicados;
  • Transparência nas investigações internas;
  • Cooperação com eventuais CPIs;
  • Melhoria no atendimento aos segurados.

Riscos políticos:

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  • Aumento da reprovação popular;
  • Fortalecimento da oposição, tanto de direita quanto de setores descontentes da esquerda;
  • Perda de credibilidade internacional sobre governança e gestão pública.

FAQ – Perguntas frequentes

Quem a população culpa pelas fraudes no INSS?

A pesquisa Datafolha mostra que tanto Lula quanto Bolsonaro são responsabilizados. Lula tem 50% de atribuição de “muita responsabilidade” e Bolsonaro, 41%.

Vai ter CPI sobre as fraudes no INSS?

Ainda não foi instalada, mas 87% dos brasileiros apoiam a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os desvios no INSS.

O governo vai reembolsar os prejudicados?

Segundo a pesquisa, 59% acreditam que o governo fará o ressarcimento, mas 80% desses acham que o processo será lento.

Qual a avaliação do INSS após o escândalo?

A confiança na instituição despencou. 51% dos entrevistados deram nota 1 ou 2 para o INSS em uma escala de 0 a 10.

A popularidade de Lula foi afetada?

Sim. A pesquisa indica que 40% consideram o governo Lula ruim ou péssimo, o maior índice desde o início do mandato em 2023.

Considerações finais

A pesquisa Datafolha traz um alerta claro: os brasileiros querem respostas rápidas e concretas sobre as fraudes no INSS. A responsabilização atinge tanto Lula quanto Bolsonaro, o que mostra que a população enxerga as falhas como estruturais e não apenas pontuais.

A instalação de uma CPI, amplamente apoiada, pode ser decisiva para definir os rumos não só da investigação, mas também do futuro político do governo e da imagem do próprio INSS.

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Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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