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Venda bilionária: David Vélez vende parte de suas ações no Nubank por US$ 435 milhões

Fundador do Nubank, David Vélez, vende ações no valor de US$ 435,6 mi. Operação é a terceira desde o IPO da fintech em 2021. Entenda o caso.

Bianca BorgesPor Bianca Borges6 min de leitura
Fintechs nubank

O fundador e CEO do Nubank, David Vélez, voltou a movimentar o mercado financeiro com a venda de parte de suas ações no banco digital.

A operação, registrada na SEC (Securities and Exchange Commission), órgão regulador dos mercados nos Estados Unidos, movimentou impressionantes US$ 435,6 milhões, ou cerca de R$ 2,4 bilhões na cotação atual.

Esta é a terceira vez que o executivo vende ações da companhia desde o IPO (Oferta Pública Inicial) realizado em dezembro de 2021.

A transação, realizada por meio da empresa Rua California Ltd — controlada por Vélez e sua esposa, Mariel Reyes Milk —, envolveu a venda de 33 milhões de ações, representando cerca de 0,7% do total de papéis emitidos pela fintech.

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Detalhes da operação

Nubank
Imagem: Divulgação/ Nubank

Como a venda foi estruturada

Segundo informações públicas, a negociação foi formalizada por meio de um formulário 144 junto à SEC, documento exigido para transações de valores mobiliários realizadas por pessoas com acesso privilegiado a informações corporativas.

A intermediação ficou por conta do banco norte-americano JPMorgan Securities, uma das instituições financeiras mais tradicionais e influentes do mundo.

De acordo com o Nubank, a operação correspondeu a cerca de 3,5% das ações detidas pessoalmente por Vélez na instituição. Embora o percentual pareça modesto diante do total de ações da empresa, o valor absoluto levantado reafirma a magnitude financeira da posição acionária do fundador.

Declaração oficial do Nubank

Em nota enviada à imprensa, o Nubank esclareceu que a movimentação “é motivada unicamente por fins de planejamento patrimonial” e não reflete qualquer mudança na visão de longo prazo do executivo em relação à empresa.

Contexto: IPO e evolução da participação de Vélez

O IPO do Nubank

O Nubank estreou na bolsa de valores de Nova York (NYSE) em dezembro de 2021, sob o ticker NU, tornando-se uma das fintechs mais valiosas do mundo. Na época, a empresa atingiu um valuation superior a US$ 45 bilhões, superando bancos tradicionais da América Latina.

David Vélez, então com 40 anos, viu sua fortuna disparar com a abertura de capital. Ele permaneceu com uma posição majoritária no controle da empresa, sendo também o principal rosto por trás da estratégia agressiva de crescimento do banco.

Outras vendas anteriores

Antes da atual operação, Vélez já havia realizado duas outras vendas de ações desde o IPO. Essas vendas seguiram a lógica comum a muitos fundadores de startups: a diversificação patrimonial e o aproveitamento de liquidez gerada com a abertura de capital.

Em todas as ocasiões, o Nubank reforçou o compromisso de Vélez com a liderança da empresa e sua atuação estratégica de longo prazo.

Impactos no mercado e percepção dos investidores

Reação do mercado financeiro

Embora vendas de ações por parte de executivos de alto escalão possam, em alguns casos, gerar desconfiança entre investidores, esse não foi o caso com David Vélez. O mercado interpretou a transação como uma movimentação patrimonial legítima, sem impacto relevante sobre a governança da empresa.

As ações do Nubank registraram leve volatilidade nos dias subsequentes à divulgação, mas analistas atribuíram o comportamento à dinâmica natural do mercado e não à operação em si.

Comentários de analistas

Especialistas do setor destacaram que a postura de transparência do Nubank e o histórico de comprometimento de Vélez com a empresa foram fundamentais para manter a estabilidade da percepção do mercado.

Além disso, ressaltaram que a venda de ações em si não altera os fundamentos da companhia.

“Essa venda não deve ser vista como um sinal de enfraquecimento da liderança, mas sim como uma estratégia de diversificação pessoal. Vélez ainda mantém uma participação relevante e continua no comando da operação”, analisou o economista João Lopes, da consultoria Equity Brasil.

Quem é David Vélez?

Trajetória do fundador

Nascido na Colômbia, David Vélez é engenheiro formado pela Universidade de Stanford, com passagens por empresas como Goldman Sachs, Morgan Stanley e Sequoia Capital. Em 2013, ele fundou o Nubank no Brasil, com o objetivo de oferecer serviços financeiros simples e acessíveis.

A fintech começou oferecendo apenas cartão de crédito sem tarifas, mas rapidamente se expandiu para oferecer contas digitais, empréstimos, investimentos e seguros. Hoje, o Nubank possui mais de 90 milhões de clientes na América Latina e está presente no Brasil, México e Colômbia.

Fortuna pessoal

Após o IPO, David Vélez entrou para a lista da Forbes como um dos bilionários mais jovens da América Latina. Mesmo após as vendas recentes, ele continua entre os principais acionistas do Nubank e mantém participação ativa na formulação estratégica da empresa.

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Panorama atual do Nubank

Crescimento contínuo

O Nubank vem apresentando crescimento consistente desde sua estreia na bolsa. A fintech alcançou resultados recordes nos últimos trimestres e segue expandindo sua base de clientes e portfólio de produtos.

Em relatórios recentes, o banco digital reportou aumento nas receitas, melhoria da rentabilidade e forte expansão no segmento de crédito pessoal.

Novas frentes de negócio

A empresa tem investido em inteligência artificial, open finance e integração com criptomoedas, além de desenvolver produtos voltados para PMEs e expansão geográfica.

“Estamos apenas no começo de uma jornada de transformação financeira profunda na América Latina”, afirmou Vélez em carta recente aos acionistas.

Vendas de ações por fundadores: prática comum no mercado

Nubank
Imagem: Freepik e Canva

Por que fundadores vendem ações?

A venda de ações por fundadores após um IPO é algo comum e esperado pelo mercado. Esse movimento permite aos empreendedores realizar parte do valor criado durante anos de construção da empresa, além de diversificar seu portfólio pessoal.

Exemplos similares

Outros casos emblemáticos incluem:

  • Mark Zuckerberg, do Facebook (Meta), que também vendeu ações após o IPO.
  • Jeff Bezos, da Amazon, que ao longo dos anos vendeu bilhões em ações para investir em outros empreendimentos, como a Blue Origin.

Considerações finais

A recente venda de US$ 435,6 milhões em ações do Nubank por David Vélez reforça a relevância da fintech no cenário global e a trajetória ascendente do seu fundador.

Embora chamativa em termos de cifras, a operação foi estruturada de forma transparente, com comunicação clara ao mercado e sem prejuízo à governança ou ao desempenho da empresa.

Investidores e analistas seguem confiantes no modelo de negócios da empresa, e a liderança de Vélez continua sendo um dos ativos mais valiosos do Nubank.

O futuro da fintech parece promissor — e, ao que tudo indica, David Vélez continuará guiando essa trajetória.

Bianca Borges

Autor

Bianca Borges

Bianca Borges é estudante de Publicidade e desenvolvedora em formação, com paixão por cultura pop, tecnologia e universos geek. Fã de Star Wars, DC Comics, RPG e The Walking Dead, ela traz sua visão criativa e analítica para o time do Seu Crédito Digital, colaborando na produção de conteúdos relevantes sobre consumo, serviços públicos e finanças do dia a dia. Com estilo descontraído e foco em clareza, Bianca ajuda leitores a entender temas complexos com leveza e precisão.

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