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Itaú começa 2026 com cortes e pressão sindical

O Itaú inicia 2026 com uma onda de demissões em polos administrativos e agências. Sindicato repudia cortes após lucros de R$ 34 bi e alerta para o impacto da IA.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes3 min de leitura
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O ano de 2026 começou com um clima de tensão para os funcionários do Itaú Unibanco. Logo nos primeiros dias de janeiro, o Sindicato dos Bancários recebeu uma série de denúncias sobre um aumento expressivo no número de desligamentos, atingindo tanto os polos administrativos quanto a rede de agências em todo o país.

Diante do cenário, a entidade sindical cobrou explicações imediatas da instituição financeira, que justificou os cortes como parte de um processo de reestruturação e busca por eficiência.

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Justificativa do Itaú: Eficiência e Performance

Em resposta aos questionamentos sindicais, o setor de Relações Sindicais do Itaú afirmou que as demissões deste início de ano são reflexo de três pilares estratégicos:

  1. Reestruturações internas: Ajustes em áreas específicas para otimização de processos.
  2. Redução de quadro por eficiência: Adaptação das equipes à nova realidade operacional.
  3. Baixa performance: Desligamentos pontuais baseados em avaliações de desempenho.

O Contraste: Lucros Astronômicos vs. Cortes

A posição do banco foi duramente criticada pelos dirigentes sindicais. Sergio Francisco, coordenador da COE Itaú em São Paulo, enfatizou que os resultados financeiros da instituição não justificam a dispensa de trabalhadores.

“O Itaú possui um lucro astronômico. Foram mais de R$ 34 bilhões só nos nove primeiros meses do ano passado (2025), uma alta de 13,1% em relação ao mesmo período de 2024. Não cabe alegar baixa performance para demitir quem construiu esse resultado”, afirma Sergio.

O Alerta sobre a Inteligência Artificial

Um dos pontos de maior atrito é o avanço da Inteligência Artificial (IA) dentro das operações do banco. O Sindicato manifestou repúdio a qualquer redução de quadro que utilize a tecnologia como substituta da mão de obra humana, temendo que a “eficiência” alegada pelo banco seja apenas um código para a substituição tecnológica acelerada.

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Para Maikon Azzi, dirigente sindical e funcionário do banco, as demissões agravam um problema já crítico: o clima de insegurança e a pressão por metas.

  • Insegurança: O medo do desemprego gera instabilidade entre os que permanecem.
  • Metas Abusivas: A pressão para bater números cada vez mais altos torna o ambiente “extremamente adoecedor”.
  • Sobrecarga: Com menos funcionários, a carga de trabalho sobre as equipes remanescentes aumenta consideravelmente.

Como denunciar irregularidades

O Sindicato orienta que qualquer movimento atípico relacionado à redução de quadro ou pressão excessiva deve ser denunciado imediatamente. Os bancários podem acionar os canais oficiais:

  • Central de Atendimento: (11) 3188-5200.
  • Canais Digitais: Site oficial do Sindicato ou contato direto com dirigentes de base.

Fonte: SP Bancários

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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