O ano de 2026 começou com um clima de tensão para os funcionários do Itaú Unibanco. Logo nos primeiros dias de janeiro, o Sindicato dos Bancários recebeu uma série de denúncias sobre um aumento expressivo no número de desligamentos, atingindo tanto os polos administrativos quanto a rede de agências em todo o país.
Itaú começa 2026 com cortes e pressão sindical
O Itaú inicia 2026 com uma onda de demissões em polos administrativos e agências. Sindicato repudia cortes após lucros de R$ 34 bi e alerta para o impacto da IA.
Diante do cenário, a entidade sindical cobrou explicações imediatas da instituição financeira, que justificou os cortes como parte de um processo de reestruturação e busca por eficiência.
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Justificativa do Itaú: Eficiência e Performance
Em resposta aos questionamentos sindicais, o setor de Relações Sindicais do Itaú afirmou que as demissões deste início de ano são reflexo de três pilares estratégicos:
- Reestruturações internas: Ajustes em áreas específicas para otimização de processos.
- Redução de quadro por eficiência: Adaptação das equipes à nova realidade operacional.
- Baixa performance: Desligamentos pontuais baseados em avaliações de desempenho.
O Contraste: Lucros Astronômicos vs. Cortes
A posição do banco foi duramente criticada pelos dirigentes sindicais. Sergio Francisco, coordenador da COE Itaú em São Paulo, enfatizou que os resultados financeiros da instituição não justificam a dispensa de trabalhadores.
“O Itaú possui um lucro astronômico. Foram mais de R$ 34 bilhões só nos nove primeiros meses do ano passado (2025), uma alta de 13,1% em relação ao mesmo período de 2024. Não cabe alegar baixa performance para demitir quem construiu esse resultado”, afirma Sergio.
O Alerta sobre a Inteligência Artificial
Um dos pontos de maior atrito é o avanço da Inteligência Artificial (IA) dentro das operações do banco. O Sindicato manifestou repúdio a qualquer redução de quadro que utilize a tecnologia como substituta da mão de obra humana, temendo que a “eficiência” alegada pelo banco seja apenas um código para a substituição tecnológica acelerada.
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Para Maikon Azzi, dirigente sindical e funcionário do banco, as demissões agravam um problema já crítico: o clima de insegurança e a pressão por metas.
- Insegurança: O medo do desemprego gera instabilidade entre os que permanecem.
- Metas Abusivas: A pressão para bater números cada vez mais altos torna o ambiente “extremamente adoecedor”.
- Sobrecarga: Com menos funcionários, a carga de trabalho sobre as equipes remanescentes aumenta consideravelmente.
Como denunciar irregularidades
O Sindicato orienta que qualquer movimento atípico relacionado à redução de quadro ou pressão excessiva deve ser denunciado imediatamente. Os bancários podem acionar os canais oficiais:
- Central de Atendimento: (11) 3188-5200.
- Canais Digitais: Site oficial do Sindicato ou contato direto com dirigentes de base.
Fonte: SP Bancários
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