Alexandre Gomes Machado, coordenador do pool de emissoras do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), de 51 anos, procurou a Polícia Federal nesta quarta-feira (26). Isso ocorreu após ele receber sua demissão da Corte eleitoral sem motivos aparentes.
Demitido do TSE denuncia fraude na propaganda eleitoral
Entenda o que aconteceu com o funcionário do TSE que foi demitido e confira trechos do depoimento prestado à PF.
Alexandre argumentou à PF que se sentiu “vítima de abuso de autoridade” e disse “temer por sua integridade física”.
Fiscalização da veiculação de propagandas eleitorais
O ex-funcionário também afirmou que há falhas na fiscalização da veiculação de inserções da propaganda eleitoral de candidatos pelas emissoras. Desse modo, a informação é de declaração prestada à Superintendência da PF no Distrito Federal.
Campanha de Bolsonaro
Nesta semana, a campanha de Jair Bolsonaro entrou em contato com o TSE alegando que emissoras de rádio das regiões Norte e Nordeste deixaram de veicular os comerciais do presidente.
Sendo assim, no depoimento, Machado afirmou que acredita que o motivo de sua demissão seja o fato de que “desde o ano de 2018 tenha informado reiteradamente ao TSE de que existem falhas de fiscalização e acompanhamento na veiculação de inserções da propaganda eleitoral gratuita”.
Machado afirmou, ainda, que seria preciso uma fiscalização para “saber se as propagandas de fato estariam sendo veiculadas”.
Depoimento
Veja, a seguir, alguns trechos do depoimento do funcionário:
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“Que especificamente na data de hoje, o declarante, na condição de coordenador do pool de emissoras do TSE, recebeu um e-mail emitido pela emissora de rádio JM On Line na qual a rádio admitiu, que dos dias 7 a 10 de outubro, havia deixado de repassar em sua programação 100 inserções da Coligação Pelo Bem do Brasil, referente ao candidato Jair Bolsonaro”.
“O declarante comunicou o fato para Ludmila Boldo Maluf, chefe de gabinete do secretário-geral da Presidência do TSE, por meio de e-mail; que cerca de trinta minutos após esta comunicação foi informado, pelo seu chefe imediato, de que estava sendo exonerado, porém não lhe foi informado quanto à motivação de sua exoneração. Que então decidiu comparecer a esta Superintendência de Polícia Federal, por ter se sentido vítima de abuso de autoridade e por temer por sua integridade física ou que lhe sejam imputados fatos desabonadores para desviar o foco de provem fiscalização de inserções por parte do TSE”.
Além disso, vale destacar que, em nota ao Poder360, o TSE afirmou que a demissão do funcionário faz parte de “alterações gradativas em sua equipe”.
Imagem: TSE/Reprodução
