Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Impacto financeiro: Dengue e Chikungunya pesam R$ 1,2 bilhão na saúde pública

Entre 2015 e 2024, casos de dengue e chikungunya geraram R$ 1,2 bilhão em internações no Brasil, segundo estudo nacional. Saiba mais.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
Impacto financeiro: Dengue e Chikungunya pesam R$ 1,2 bilhão na saúde pública zika

Um estudo publicado na revista científica The Lancet Regional Health aponta que, entre 2015 e 2024, as internações provocadas por dengue e chikungunya custaram cerca de R$ 1,2 bilhão ao sistema de saúde brasileiro. O estudo analisou hospitalizações, mortalidade e anos de vida perdidos em decorrência dessas doenças e revelou o significativo impacto financeiro que as arboviroses exercem sobre o sistema de saúde pública.

A estimativa de custo foi realizada com base nos valores médios de internações em hospitais brasileiros, calculados pela consultoria Planisa, especializada em gestão de saúde e custos hospitalares.

Dengue: o maior peso financeiro

mosquito da dengue em cima de uma pele humana chikungunya zika vírus
Imagem: vagonik / shutterstock.com

Hospitalizações e custos

A dengue foi responsável por R$ 1,15 bilhão do total gasto entre 2015 e 2024. Com mais de 13 milhões de registros, a doença resultou em aproximadamente 3,3% de internações. Esse dado mostra que, mesmo com a maioria dos casos sendo tratados em regime ambulatorial, o volume de hospitalizações representa uma pressão considerável sobre o orçamento público de saúde.

Leia mais: Butantan anuncia previsão de vacina contra dengue para 2026

Chikungunya: custos menores, impacto relevante

Números de hospitalização

A chikungunya apresentou um custo estimado de R$ 56,6 milhões, menor que o da dengue, mas ainda assim significativo. Dos 1.125.209 casos reportados, 1,9% resultaram em internação hospitalar. Embora a taxa de hospitalização seja menor que a da dengue, os casos graves podem causar sequelas de longo prazo, aumentando a demanda por acompanhamento médico e tratamentos adicionais.

Custos hospitalares: uma análise detalhada

Cálculo das despesas

A consultoria Planisa aplicou valores médios de internação hospitalar para estimar os custos financeiros das doenças ao longo do período de 2015 a 2024.

Comparação com outros gastos em saúde

O valor de R$ 1,2 bilhão, embora apenas parte do orçamento do Sistema Único de Saúde (SUS), evidencia a magnitude do impacto financeiro de arboviroses que são consideradas endêmicas no Brasil. Esses gastos poderiam ser parcialmente mitigados com campanhas de prevenção, controle de vetores e políticas de conscientização da população.

O impacto social e econômico

Sobrecarregando hospitais

As internações devido à dengue e chikungunya não afetam apenas os cofres públicos, mas também a capacidade de atendimento hospitalar. Períodos de epidemia aumentam a ocupação de leitos, demandam recursos médicos adicionais e podem atrasar tratamentos de outras condições de saúde.

Consequências para a população

Além dos custos diretos, as arboviroses geram impactos indiretos, como perda de produtividade, afastamentos do trabalho e redução da qualidade de vida. Pacientes hospitalizados podem necessitar de acompanhamento prolongado, aumentando despesas individuais e coletivas.

Estratégias de prevenção e controle

Vigilância epidemiológica

O Painel de Monitoramento das Arboviroses, do Ministério da Saúde, permite acompanhar casos de dengue e chikungunya em tempo real. Essas informações são essenciais para planejar campanhas de prevenção, distribuição de recursos e ações de controle do mosquito Aedes aegypti.

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Educação e conscientização

Campanhas educativas, especialmente em áreas com alta incidência de casos, podem reduzir significativamente a proliferação do mosquito transmissor. A eliminação de criadouros em residências e espaços públicos é uma medida eficaz e de baixo custo que contribui para a diminuição de hospitalizações.

Recomendações de políticas públicas

Impacto financeiro: Dengue e Chikungunya pesam R$ 1,2 bilhão na saúde pública
Imagem: jcomp/Freepik
  • Fortalecer programas de controle do Aedes aegypti em todo o território nacional.
  • Implementar campanhas educativas contínuas sobre prevenção e cuidados com a saúde.
  • Investir em pesquisas para o desenvolvimento de vacinas eficazes contra arboviroses.

FAQ – Perguntas frequentes

1. Quantos casos de dengue resultaram em internação?
De 13.741.408 casos de dengue, 455.899 (3,3%) necessitaram de internação hospitalar.

2. Quantos casos de chikungunya levaram a hospitalizações?
Entre 1.125.209 casos de chikungunya, 21.336 (1,9%) resultaram em hospitalização.

3. Quais medidas ajudam a reduzir os custos das arboviroses?
Prevenção do mosquito Aedes aegypti, vacinação, campanhas educativas e fortalecimento da vigilância epidemiológica são estratégias-chave.

Considerações finais

O impacto econômico de dengue e chikungunya no Brasil evidencia que, além de um problema de saúde, essas doenças representam um desafio financeiro significativo para o SUS. Investimentos em prevenção, educação e pesquisa podem reduzir hospitalizações, salvar vidas e aliviar o peso sobre os cofres públicos. O acompanhamento contínuo dos casos e o engajamento da população são essenciais para enfrentar essas arboviroses de forma eficaz e sustentável.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

Topicos relacionados