Durante entrevista ao podcast Arretado, o deputado federal Julian Lemos (União Brasil-PB), ex-aliado de Jair Bolsonaro (PL), afirmou que o presidente já agrediu a primeira-dama Michelle Bolsonaro. Segundo ele, a agressão ocorreu após a mulher ter colocado silicone.
Deputado diz que Bolsonaro agrediu Michelle
O deputado federal Julian Lemos (União Brasil-PB), ex-aliado de Jair Bolsonaro (PL), acusou o presidente de bater em Michelle.
A acusação foi feita depois que uns dos apresentadores do podcast levantou a observação de que Michelle estava na posse do marido, mas quando ele saiu de férias em 2019, a primeira-dama não foi vista. Em resposta, o parlamentar disse que Bolsonaro teria dado “uns tapa” na esposa após o procedimento estético.
“Ele [Bolsonaro] deu uns tapas nela, durante as primeiras férias dele, que ele foi pra uma ilha. Ela foi colocar um silicone e ele deu uns tapas nela, dentro de casa. E agora deu outros empurrões nela de novo”, disse o deputado.
Relação entre Bolsonaro e Michelle é de ‘fachada’, diz deputado do União Brasil-PB
Ainda durante a acusação, o deputado do União Brasil afirmou que a relação entre Bolsonaro e Michelle é de “fachada”, ou seja, existe somente no papel. De acordo com Julian, a primeira-dama “não aguenta nem ver” o presidente. Confira abaixo o episódio do podcast onde as informações foram passadas.
O parlamentar disse que Michelle não esteve com o chefe do Executivo no primeiro discurso após ele ser derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nas eleições deste ano, porque está “toda marcada”. Vale lembrar que na segunda-feira, 31 de outubro, a primeira-dama e o presidente deixaram de se seguir no Instagram.
O portal UOL procurou a assessoria de imprensa da Presidência, mas não recebeu retorno. Além disso, as tentativas de contato com a comunicação do Planalto por meio de ligação e mensagens de WhatsApp também não foram sucedidas. Até o momento, Michelle e Bolsonaro ainda não se pronunciaram.
Ex-aliado de Bolsonaro já trocou farpas com o filho do presidente
Nas eleições de 2018, Julian foi considerado um “coordenador de campanha no Nordeste” pelo presidente Bolsonaro. No entanto, passado um ano de mandato presidencial, o parlamentar já demonstrava estar insatisfeito com as ações do chefe de Estado do Brasil. Ele chegou a apoiar publicamente a candidatura do ex-juiz e ex-ministro Sérgio Moro.
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Há dois anos, o deputado chegou a denunciar Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, na imprensa. No ocorrido, Julian disse que o parente de Bolsonaro deu entrada na compra de um apartamento utilizando recursos do fundo partidário.
No ano passado, Eduardo e o ex-aliado de seu pai voltaram a se atacar. O parlamentar foi acusado de ser “traidor” e “ladrão de auxílio” e respondeu aos ataques dizendo ser vítima da “Gestapo de Eduardo Bolsonaro”. Além disso, Julian chegou a falar que: “Se algo me acontecer, já sabem. Eu sei como jogam, eu sei como fazem. E eles sabem que sei, são capazes de tudo”, disse o deputado.
Imagem: Alf Ribeiro / shutterstock.com
