Na última terça-feira (29), a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de regulação dos criptoativos. Sendo assim, o texto ainda aguarda a sanção presidencial, e o presidente da República terá o direito de apontar o regulador do mercado.
Deputados aprovam projeto com regras sobre criptoativos; Bolsonaro vai aprovar?
Confira o projeto com regras sobre criptoativos e entenda quais seriam as vantagens dessas regras no Brasil.
É provável que a responsabilidade seja do Banco Central. O projeto estabelece as diretrizes gerais para a prestação de serviços com ativos virtuais, por exemplo a livre concorrência e a atenção às regras de prevenção à lavagem de dinheiro.
Criptomoedas no Brasil
Primeiramente, é preciso destacar que atualmente é permitido negociar criptomoedas no Brasil. Contudo, não existe uma legislação específica a respeito do tema, o que é importante, já que o mercado das criptomoedas vem crescendo.
Além disso, cabe mencionar que, com o crescimento do mercado, as fraudes envolvendo esses ativos também aumentam. Assim, a discussão do tema ganhou força em 2021, o que acelerou a tramitação no Congresso.
Vale destacar que desde junho, com a campanha eleitoral acontecendo e divergências no texto, o projeto estava estagnado na Câmara para votação. Desse modo, o assunto só veio à tona novamente depois dos problemas envolvendo a corretora de criptomoedas global FTX.
De quem é o projeto sobre criptoativos?
O projeto de regras sobre criptoativos é do deputado Áureo Ribeiro (Solidariedade-RJ) e obteve aprovação de acordo com o relatório do deputado Expedito Netto (PSD-RO). Assim, em sua avaliação, o relator retirou pontos incorporados no Senado.
Entre essas divergências pode-se citar a separação patrimonial entre os ativos de clientes e da corretora cripto. Além disso, Netto ainda destacou que o projeto oferece previsibilidade, segurança e modernidade ao Brasil.
Quem defendia essa iniciativa?
Vale destacar as exchanges locais (intermediadoras entre vendedores e compradores), advogados e instituições do mercado financeiro tradicional já defendiam que essa segregação estivesse na lei. Isso porque através dela é possível aplicar melhor a regra.
Contudo, as exchanges estrangeiras, como a líder global Binance, julgavam a descrição vaga no projeto e defendiam que fosse constituído um fundo como o FGC (Fundo Garantidor de Crédito) dos bancos.
Assim, a discussão voltou a surgir depois do caso da FTX, que usou recursos de clientes para aplicações próprias, situação que seria evitada se houvesse a segregação.
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Pensando em destravar o projeto, a Coalização pela Criptoeconomia, que envolve ABCripto, Zetta e ABFintech, agora defende discutir o tema da regulamentação por um órgão regulador.
O que foi decidido?
Na última semana, fechou-se um acordo em uma reunião com as partes envolvidas, inclusive o BC. De acordo com fontes, a autoridade monetária também cedeu no que diz respeito à segregação na lei.
Conforme apontou o portal Broadcast, com o entendimento de que o Legislativo não teria poder para definir um regulador, o projeto transferiu a responsabilidade para o poder Executivo. Espera-se que o BC e a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) sejam nomeados.
Imagem: Chinnapong/shutterstock.com
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