Um levantamento realizado pela Genial/Quaest entre maio e junho de 2025 aponta que a maioria dos deputados federais se posiciona contra o fim da jornada de trabalho 6×1, mas apoia a elevação da faixa de isenção do imposto de renda (IR).
Maioria dos deputados defende manter jornada 6×1 e aumentar faixa de isenção no IR
Pesquisa Genial/Quaest aponta que 70% dos deputados são contra o fim da jornada 6x1 e 88% apoiam ampliar a faixa de isenção do IR.
Segundo a pesquisa, 70% dos parlamentares são contrários à extinção da escala 6×1, modelo em que o trabalhador folga um dia a cada seis trabalhados, enquanto 88% concordam com o aumento da faixa de isenção do IR.
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A jornada 6×1 e o debate no Congresso

O que é a jornada 6×1?
A escala 6×1 é um regime de trabalho previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que prevê seis dias consecutivos de trabalho seguidos de um dia de folga. Essa modalidade é comum em setores como comércio, saúde e indústria, devido à necessidade de manter o funcionamento contínuo.
PEC da deputada Erika Hilton
O tema ganhou destaque em 2024, quando a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) propôs uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para acabar com essa jornada, alegando que o modelo seria desgastante para os trabalhadores.
Cerca de 41% dos deputados chegaram a assinar a proposta, demonstrando um apoio inicial. No entanto, com o passar do tempo, houve uma retração na adesão política.
Oposição ao fim da jornada
De acordo com a pesquisa, 70% dos deputados federais são contra o fim da escala 6×1, enquanto apenas 22% são favoráveis à proposta e 8% não souberam ou não responderam.
A oposição ao fim da jornada é atribuída principalmente à pressão de setores produtivos que dependem desse regime para funcionamento, além da preocupação com o impacto econômico e operacional.
Elevação da faixa de isenção do imposto de renda
Apoio majoritário
O levantamento indica que a elevação da faixa de isenção do IR conta com o apoio de 88% dos deputados ouvidos, uma pauta amplamente aceita no Congresso.
A medida visa beneficiar principalmente a população de baixa e média renda, reduzindo a carga tributária para esses grupos.
Outros temas pesquisados e posições dos deputados
Exploração do petróleo na Amazônia e aumento das penas para roubos
Dois temas polêmicos também foram avaliados:
- Exploração do petróleo na Amazônia: 88% dos deputados são favoráveis, apesar da oposição da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
- Aumento das penas para roubos: recebe apoio de 76% dos parlamentares.
Rejeição a propostas sobre Judiciário e supersalários
- Apenas 15% apoiam a exclusão das verbas do Judiciário do limite de gastos; 70% são contra.
- O projeto que regulamenta os supersalários tem 32% de apoio e 53% de rejeição.
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Propostas divididas
- PEC da Segurança Pública: 42% a favor e 42% contra.
- Elevação da taxa de IR para super-ricos: 44% a favor e 46% contra.
Outras propostas com maioria favorável
- Inclusão de verbas indenizatórias no teto constitucional: 48% a favor.
- Nova política de ensino à distância: 53% a favor.
- Projeto alternativo à anistia: 54% a favor.
- Proibição de apostas online por beneficiários de programas sociais: 55% a favor.
- Segunda parte da reforma tributária: 63% a favor.
- Fim da reeleição para executivo e aumento dos mandatos: 69% a favor.
Contexto e perspectivas políticas

A pesquisa ouviu 203 deputados, com margem de erro de 4,5 pontos porcentuais, o que indica que algumas das posições mais equilibradas podem oscilar.
O recuo na aprovação do fim da jornada 6×1 indica que a pauta, apesar de mobilizar ativistas e parte da opinião pública, enfrenta resistência no Congresso, principalmente diante da pressão de setores econômicos e grupos parlamentares que defendem a manutenção da escala.
Por outro lado, o forte apoio à elevação da faixa de isenção do IR reflete o compromisso dos deputados em aliviar a carga tributária para grande parte da população.
Considerações finais
A pesquisa Genial/Quaest mostra um Congresso dividido em temas centrais da agenda nacional. A rejeição ao fim da jornada 6×1 demonstra a complexidade das reformas trabalhistas e a importância do equilíbrio entre direitos dos trabalhadores e demandas econômicas.
Já a aprovação majoritária da elevação da faixa de isenção do IR revela um consenso em torno da necessidade de tornar o sistema tributário mais justo para os brasileiros de menor renda.
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