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Taxa de desemprego recua a 5,3% e número de ocupados chega a 103,3 milhões

Desemprego cai para 5,3% no Brasil, enquanto ocupação e renda atingem recordes. Veja os principais dados da PNAD Contínua do IBGE.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes··5 min de leitura
Taxa de desemprego recua a 5,3% e número de ocupados chega a 103,3 milhões

O mercado de trabalho brasileiro voltou a apresentar melhora no trimestre encerrado em julho de 2026. A taxa de desemprego caiu para 5,3%, enquanto o número de pessoas ocupadas alcançou o maior nível da série histórica da PNAD Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado representa uma queda de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em abril, quando a desocupação estava em 5,8%. Na comparação com o mesmo período de 2025, também houve recuo, de 5,6% para 5,3%.

Além da redução do desemprego, os números mostram aumento da ocupação, crescimento da renda e diminuição da população subutilizada. O cenário indica um mercado de trabalho ainda aquecido, embora a taxa de informalidade continue representando uma parcela significativa dos trabalhadores.

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Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

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A população desocupada foi estimada pelo IBGE em 5,8 milhões de pessoas no trimestre encerrado em julho.

Na comparação com os três meses anteriores, houve redução de aproximadamente 503 mil pessoas, uma queda de 8%. Em relação ao mesmo trimestre de 2025, o contingente de desempregados diminuiu em cerca de 299 mil pessoas, recuo de 4,9%.

O resultado significa que menos brasileiros estavam procurando trabalho sem conseguir encontrar uma ocupação durante o período analisado.

A queda do desemprego também ocorreu em um contexto de expansão da força de trabalho, que chegou a 109,2 milhões de pessoas, novo recorde da série. Esse grupo reúne tanto quem está trabalhando quanto quem procura emprego.

Número de trabalhadores ocupados bate recorde

Um dos principais destaques da pesquisa é o total de pessoas ocupadas. O contingente chegou a 103,3 milhões, o maior número já registrado pela PNAD Contínua.

O crescimento foi de aproximadamente 1 milhão de pessoas em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, foram quase 900 mil ocupados a mais.

O nível de ocupação, que mostra a proporção da população em idade de trabalhar que está efetivamente ocupada, subiu para 58,9%. O indicador avançou 0,5 ponto percentual no trimestre.

Na prática, os dados mostram que a redução do desemprego não ocorreu apenas porque algumas pessoas deixaram de procurar trabalho. Houve também aumento efetivo do número de brasileiros trabalhando.

Emprego com carteira também alcança recorde

O mercado formal continua sendo um dos pontos de destaque. O número de empregados do setor privado com carteira assinada, sem considerar trabalhadores domésticos, chegou a 39,4 milhões, também o maior patamar da série histórica.

O total de trabalhadores empregados no setor privado, considerando tanto aqueles com carteira quanto os sem carteira, chegou a 53,2 milhões.

Apesar disso, o trabalho informal continua expressivo. A taxa de informalidade ficou em 37,5%, equivalente a aproximadamente 38,8 milhões de trabalhadores.

Esse dado mostra que a melhora do mercado de trabalho não significa que todos os novos postos sejam formais. Uma parcela relevante da população ocupada continua trabalhando sem carteira assinada ou em outras modalidades consideradas informais pela pesquisa.

Construção civil se destaca na geração de ocupações

Entre os setores analisados pelo IBGE, a construção foi o único que apresentou crescimento estatisticamente significativo da ocupação na comparação com o trimestre anterior.

O segmento registrou alta de 5,1%, o equivalente a aproximadamente 371 mil pessoas a mais trabalhando.

No confronto anual, também houve crescimento na construção, com alta de 4,2%. Transporte, armazenagem e correio avançaram 5,4%, enquanto o grupo formado por administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais cresceu 2,3%.

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Por outro lado, o trabalho doméstico apresentou retração de 4% em um ano.

Renda do trabalhador também aumenta

A melhora do mercado de trabalho veio acompanhada de crescimento dos rendimentos.

O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.762, com alta de 3,3% em relação ao mesmo trimestre de 2025. O indicador considera a renda descontado o efeito da inflação.

Outro recorde apareceu na massa de rendimento real habitual, que alcançou R$ 383,5 bilhões. O montante cresceu 4,1% em um ano.

Esse movimento é relevante porque mostra que a melhora não está restrita ao número de empregos. A renda gerada pelo trabalho também aumentou, o que pode contribuir para o consumo das famílias e para a atividade econômica.

Subutilização e desalento também diminuem

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Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

Outro indicador importante da PNAD Contínua é a subutilização da força de trabalho. A taxa caiu para 13%, ante 13,8% no trimestre anterior e 14,1% um ano antes.

O número de pessoas subutilizadas ficou em 14,9 milhões, uma redução de 819 mil pessoas no trimestre.

Também houve queda entre os trabalhadores desalentados, aqueles que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar emprego por razões relacionadas ao mercado de trabalho. O contingente recuou para 2,3 milhões, queda de 9,7% em três meses e de 14,1% em um ano.

A redução do desalento é relevante porque indica que mais pessoas podem estar retomando a busca por oportunidades profissionais.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

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