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Desemprego registra queda na maioria dos estados do Brasil

Taxa de desocupação no Brasil fica em 5,8% no 2º trimestre, menor nível desde 2012, aponta IBGE.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
Seguro-desemprego

A taxa de desemprego do Brasil caiu para 5,8% no segundo trimestre de 2025, segundo dados da Pnad Contínua divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (15). O número representa o menor índice desde o início da série histórica em 2012, sinalizando uma recuperação consistente do mercado de trabalho no país.

De acordo com a pesquisa, o desemprego caiu em 18 das 27 Unidades da Federação e se manteve estável nas demais nove. Entre os estados com maiores índices, destacam-se Pernambuco (10,4%), Bahia (9,1%) e Distrito Federal (8,7%). Já as menores taxas foram registradas em Santa Catarina (2,2%), Rondônia (2,3%) e Mato Grosso (2,8%).

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Desemprego por sexo, cor e escolaridade

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Imagem: Agência Brasil/Arquivo

O levantamento também apresenta recortes importantes sobre gênero, cor ou raça e nível de escolaridade:

  • Sexo: a taxa de desocupação entre homens foi de 4,8%, enquanto entre mulheres atingiu 6,9%.
  • Cor/raça: brancos tiveram taxa de 4,8%, abaixo da média nacional; pretos e pardos registraram 7,0% e 6,4%, respectivamente.
  • Escolaridade: pessoas com ensino médio incompleto apresentaram taxa de 9,4%; já aquelas com nível superior completo tiveram apenas 3,2%, enquanto o nível superior incompleto chegou a 5,9%.
  • Esses dados mostram que desigualdades estruturais ainda influenciam o mercado de trabalho, refletindo desafios sociais e educacionais no país.

Desemprego por Unidade da Federação

Segue o panorama da taxa de desocupação nos estados brasileiros, comparando o primeiro e segundo trimestre de 2025:

Estado1º trimestre (%)2º trimestre (%)
Pernambuco11,610,4
Bahia11,19,1
Distrito Federal9,28,7
Maranhão8,16,6
Ceará8,06,6
Pará8,76,9
São Paulo6,35,1
Minas Gerais5,74,0
Santa Catarina3,02,2
Mato Grosso3,52,8

O Brasil como um todo apresentou queda de 7,0% para 5,8%, refletindo o aquecimento do mercado de trabalho.

Informalidade ainda é alta

A taxa de informalidade também foi divulgada pelo IBGE, atingindo 37,8% da população ocupada. Entre os estados, os maiores índices estão em:

  • Maranhão: 56,2%
  • Pará: 55,9%
  • Bahia: 52,3%

Enquanto os menores índices foram:

  • Santa Catarina: 24,7%
  • Distrito Federal: 28,4%
  • São Paulo: 29,2%

Embora o desemprego caia, a elevada informalidade indica que muitos trabalhadores ainda enfrentam condições instáveis de trabalho e menor proteção social.

O que a queda do desemprego significa para a economia e os juros

Uma taxa de desemprego mais baixa tem impacto direto no bolso do brasileiro: mais pessoas empregadas significam maior renda disponível e consumo, mas também podem gerar pressão inflacionária.

O Banco Central monitora de perto o mercado de trabalho porque, quanto mais aquecido ele está, mais pode haver aumento nos preços. Para conter a inflação, a autoridade monetária utiliza a Selic, taxa básica de juros, que atualmente se mantém em 15% ao ano.

“O conjunto dos indicadores de atividade econômica tem apresentado certa moderação no crescimento, mas o mercado de trabalho ainda mostra dinamismo”, afirmou o Comitê de Política Monetária (Copom).

Se a inflação subir devido à alta ocupação, o BC pode manter juros altos para reduzir o consumo, equilibrar a economia e manter a meta de 3% ao ano para a inflação.

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O papel da Selic no controle da inflação

A Selic influencia diretamente os custos de empréstimos e financiamentos para consumidores e empresas. Quando os juros estão altos:

  1. Empréstimos ficam mais caros, desestimulando gastos.
  2. Consumo diminui, reduzindo a pressão sobre os preços.
  3. Inflação tende a desacelerar, mantendo a economia estável.

Assim, a queda do desemprego, embora positiva para os trabalhadores, precisa ser equilibrada com políticas monetárias cautelosas para evitar que o crescimento da renda cause aumento acelerado da inflação.

Perspectivas para o mercado de trabalho

Menos dias de trabalho, mais saúde Entenda os impactos da escala reduzida
Imagem; Freepik

O cenário atual indica:

  • Continuidade da queda do desemprego em 2025, principalmente nos estados do Sul e Centro-Oeste.
  • Manutenção da informalidade elevada em regiões Norte e Nordeste, que ainda enfrentam desafios estruturais.
  • Cuidado do Banco Central para evitar pressão inflacionária elevada, mesmo com aquecimento do emprego.

Especialistas apontam que políticas públicas voltadas para qualificação profissional e educação podem reduzir desigualdades no mercado de trabalho e aumentar a produtividade, beneficiando trabalhadores e empresas.

Com informações de: Valor Investe

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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