O Brasil apresentou resultados surpreendentes no mercado de trabalho entre os meses de março e maio de 2025. A taxa de desemprego recuou para 6,2%, o menor índice observado para esse período desde 2012, conforme dados da Pnad Contínua do IBGE. Contrariando projeções, o número de empregos formais atingiu recorde histórico, com 39,8 milhões de trabalhadores registrados com carteira assinada no setor privado.
Emprego com carteira atinge recorde e desemprego cai a 6,2% no Brasil
Taxa de desemprego atinge 6,2%, menor nível em 13 anos, e número de vagas formais bate recorde.
A massa de rendimento também cresceu, alcançando R$ 354,6 bilhões. O conjunto desses números revela um mercado aquecido, que favorece o trabalhador e sinaliza uma retomada consistente da economia. Mas quais mudanças e setores estão impulsionando essa evolução? Vamos entender.
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Desemprego em queda: cenário mais promissor em 13 anos

O índice de desemprego recuou 0,6 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e 1,1 ponto percentual frente ao mesmo período de 2024. Essa redução expressiva reflete a inserção de 1,2 milhão de pessoas no mercado de trabalho, elevando o número de ocupados para 103,9 milhões de brasileiros.
Em comparação ao mesmo trimestre de 2024, o número de desempregados caiu de 7,8 milhões para 6,8 milhões — uma queda de 12,3%, ou 955 mil pessoas a menos em busca de ocupação.
Carteira assinada atinge recorde no setor privado
Outro dado de destaque é o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, que atingiu um recorde histórico de 39,8 milhões de pessoas. O volume representa um crescimento de 3,7% na comparação anual e estabilidade frente ao trimestre anterior.
Esse crescimento mostra que, além de mais empregos, o Brasil está gerando vagas com maior proteção social e direitos garantidos.
Informalidade em retração
A taxa de informalidade caiu para 37,8%, o que representa 39,3 milhões de trabalhadores atuando sem registro formal. A redução foi de 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e 0,8 ponto percentual frente ao mesmo período de 2024.
Essa melhora é explicada principalmente pela estabilidade no número de trabalhadores sem carteira (13,7 milhões) e pela alta de 3,7% no número de trabalhadores por conta própria com CNPJ, que indica uma formalização crescente dos autônomos.
Rendimento e massa salarial em alta
O rendimento médio habitual do brasileiro atingiu R$ 3.457, valor considerado estável em relação ao trimestre anterior, mas que apresenta uma alta de 3,1% na comparação anual.
Já a massa de rendimentos reais, ou seja, a soma dos salários de todos os ocupados, alcançou R$ 354,6 bilhões, valor recorde. Isso representa um aumento de 1,8% no trimestre e 5,8% no ano, impulsionado principalmente pela ampliação do número de ocupados.
Queda no desalento reforça otimismo
A quantidade de desalentados, pessoas que desistiram de procurar emprego, recuou 13,1% em um ano, totalizando 2,89 milhões de brasileiros — o menor número desde 2016. Isso indica que mais pessoas voltaram a buscar emprego por perceberem maiores chances de contratação.
Segundo especialistas, essa melhora está ligada à consistência no crescimento da ocupação, que gera novas oportunidades e recupera a confiança da população.
Setores em destaque no crescimento da ocupação
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Entre os dez grupamentos de atividades analisados, o único a apresentar crescimento trimestral foi o de administração pública, educação, saúde e serviços sociais — uma movimentação natural no início do ano letivo, com contratações para suprir demandas escolares e de serviços públicos.
Na comparação com o mesmo trimestre de 2024, também cresceram os setores de:
- Indústria geral (+3,9% | +501 mil pessoas)
- Comércio e reparação de veículos (+3,4% | +655 mil)
- Transporte e armazenagem (+7,0% | +395 mil)
- Serviços financeiros e administrativos (+3,7% | +475 mil)
- Setor público e saúde (+3,4% | +625 mil)
Por outro lado, o único segmento em queda foi o de agricultura e pesca, que perdeu cerca de 307 mil postos de trabalho.
Subutilização também recua

A taxa composta de subutilização da força de trabalho, que inclui os desocupados, subocupados por insuficiência de horas e pessoas que gostariam de trabalhar, mas não estão disponíveis, caiu para 14,9%. Esse índice representa uma queda de 0,8 ponto percentual no trimestre e 1,9 ponto na comparação anual.
Panorama geral e perspectivas
Com a recuperação econômica e o crescimento da formalização, o Brasil se aproxima de um ciclo mais equilibrado no mercado de trabalho. O cenário atual favorece não apenas quem busca emprego, mas também a valorização do rendimento e a redução da desigualdade, ao ampliar o acesso a empregos com direitos garantidos.
Com informações de: Agência Gov
