Nesta sexta-feira (27), os mercados acompanham importantes indicadores econômicos do Brasil e dos Estados Unidos, além de temas políticos que impactam diretamente as finanças públicas nacionais.
Desemprego no Brasil, IGP-M e inflação nos EUA são destaques desta sexta-feira
Agenda econômica do Brasil e EUA destaca dados sobre desemprego, IGP-M e inflação, além de debates políticos importantes.
Entre os principais destaques estão a divulgação do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), dados sobre a taxa de desemprego brasileira, indicadores de inflação nos EUA e decisões relevantes no Supremo Tribunal Federal (STF) que envolvem emendas parlamentares e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
A seguir, detalhamos o que esperar e o significado desses eventos para a economia brasileira e global.
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Brasil: dados que refletem a economia real

A manhã começa com a divulgação do IGP-M de junho, indicador importante para contratos de aluguel e reajustes de preços em geral, que é acompanhado atentamente por setores comerciais e imobiliários. Junto a ele, sai o índice de confiança do setor de serviços, que indica o grau de otimismo dos empresários em relação ao desempenho futuro da área.
Às 8h30, o Banco Central revela dados sobre juros e spread bancário referentes a maio, que demonstram o custo do crédito para pessoas e empresas, assim como a diferença entre o que os bancos pagam e cobram na intermediação financeira.
Na sequência, às 9h, serão publicados a taxa de desemprego e o relatório da dívida pública, ambos relativos a maio. A taxa de desemprego é um termômetro fundamental para avaliar a saúde do mercado de trabalho no país e seu impacto no consumo e na atividade econômica. Já o relatório da dívida pública é crucial para acompanhar a sustentabilidade fiscal do governo.
STF e o embate político sobre emendas e IOF
O Supremo Tribunal Federal realiza uma audiência pública para debater a obrigatoriedade de execução das emendas parlamentares. O tema tem sido fonte de tensão entre o Legislativo e o Executivo, especialmente após a revogação do decreto que aumentava o IOF, que impactou negativamente as receitas federais.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, participam do evento defendendo o orçamento indicado pelo Congresso. Do lado do Executivo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classifica a revogação do aumento do IOF como inconstitucional e cogita recorrer ao STF para restabelecer a medida.
O episódio evidencia o delicado equilíbrio entre poderes e as dificuldades do governo para manter o equilíbrio fiscal em meio a pressões políticas.
Estados Unidos: inflação e confiança do consumidor em destaque
Nos EUA, o foco está na divulgação do índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE) de maio, às 9h30 (horário de Brasília). O PCE é um dos principais indicadores de inflação acompanhados pelo Federal Reserve (Fed) e influencia as decisões de política monetária.
Às 11h, será divulgado o índice de confiança do consumidor, que mede o sentimento das famílias sobre a economia e sua disposição para consumir ou investir. Dados fortes podem indicar aumento do consumo e pressionar a inflação, enquanto resultados fracos podem sinalizar cautela.
Além disso, membros do Fed, como Williams e Cook, farão discursos que podem oferecer pistas sobre os próximos passos da política monetária americana.
Destaques internacionais e políticos
Na cena internacional, Donald Trump afirmou que EUA e China “assinaram” um acordo comercial, sem detalhar os termos, numa possível trégua tarifária. No entanto, a Casa Branca desmentiu rumores sobre a antecipação da escolha do presidente do Fed, Jerome Powell, cujo mandato vai até maio de 2026.
No Brasil, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, esclareceu que leilões cambiais recentes foram medidas pontuais para conter volatilidade, sem alterar a política cambial.
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Em termos fiscais, o Governo Central apresentou déficit primário de R$ 40,6 bilhões em maio, mas mantém superávit no acumulado do ano. Para 2025, a meta de equilíbrio fiscal ainda enfrenta desafios, especialmente após a queda do aumento do IOF.
Panorama político: desafios para o governo Lula

O revés no Congresso com a derrubada do aumento do IOF representa uma perda estimada de R$ 12 bilhões para o governo, que estuda alternativas para compensar essa queda, incluindo criação de novas receitas, cortes de despesas e recursos judiciais.
O ministro Gilmar Mendes, do STF, classificou a crise como “inerentemente política”, apontando que a Corte age apenas em questões com relevância constitucional, e defendeu negociações para evitar confrontos entre poderes.
Além disso, o governo planeja enviar ao Congresso um projeto para reduzir em 10% os benefícios tributários concedidos a empresas, medida que poderá gerar receitas entre R$ 15 e R$ 20 bilhões.
Outros fatos relevantes
Um depoimento recente à Polícia Federal revela tensões nos bastidores políticos, com acusações de tentativas de interferência em investigações ligadas a aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
No âmbito do Banco Central, o diretor de Política Econômica, Diogo Guillen, participou de evento financeiro que reforça a comunicação da instituição com o mercado e a imprensa.
Com informações de Reuters, Agência Brasil e Estadão via InfoMoney
