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Desemprego no Brasil atinge menor nível histórico: IBGE registra 5,8%

IBGE registra taxa de 5,8% de desemprego no 2º trimestre de 2025, a menor da série histórica. Emprego com carteira também bate recorde.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
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A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,8% no segundo trimestre de 2025, registrando o menor patamar da série histórica iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados divulgados nesta quinta-feira (31), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), também indicam recordes positivos no número de trabalhadores com carteira assinada e no rendimento médio mensal.

Essa melhora no cenário do mercado de trabalho vem acompanhada de aumento no total de pessoas empregadas, crescimento do rendimento real e queda na taxa de informalidade, reforçando sinais de recuperação econômica e confiança no setor produtivo.

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Emprego formal bate recorde histórico

seguro-desemprego
Imagem: Brenda Rocha – Blossom / shutterstock.com

O Brasil alcançou 102,3 milhões de pessoas ocupadas, com aumento de 1,8% em relação ao primeiro trimestre — um acréscimo de 1,8 milhão de trabalhadores. No mesmo período, o número de pessoas desocupadas caiu para 6,3 milhões, uma redução de 17,4% (1,3 milhão a menos).

Entre os principais destaques do levantamento está o recorde de empregos formais: o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado chegou a 39 milhões, um crescimento de 0,9% em relação ao trimestre anterior. Esse é o maior número já registrado pelo IBGE na série histórica.

O contingente de trabalhadores sem carteira assinada também aumentou, alcançando 13,5 milhões de pessoas, uma alta de 2,6%. Embora o trabalho informal continue representativo, sua proporção na população ocupada caiu para 37,8%, o menor nível desde o segundo trimestre de 2020 (36,6%).

Atualização metodológica com base no Censo 2022

A Pnad Contínua divulgada neste mês é a primeira a contar com ponderações atualizadas com base no Censo Demográfico 2022. Essa mudança refina a representatividade da amostra utilizada pela pesquisa, que visita mais de 211 mil domicílios em todo o país.

A atualização metodológica é uma prática comum entre institutos de estatística do mundo inteiro, sendo necessária para garantir que os dados reflitam com precisão as transformações populacionais e territoriais mais recentes.

Redução no desalento e aumento no rendimento

Outro dado relevante é o recuo no número de desalentados, aquelas pessoas que desistiram de procurar emprego por acharem que não conseguiriam encontrar. O contingente caiu para 2,8 milhões, o menor nível desde 2016.

Já o rendimento médio real mensal do trabalhador brasileiro subiu para R$ 3.477, o maior valor já registrado pelo IBGE. Isso representa alta de 1,1% na comparação com o primeiro trimestre de 2025 e aumento de 3,3% em relação ao segundo trimestre de 2024.

Como resultado, a massa de rendimentos reais — ou seja, o total de recursos recebidos por todos os trabalhadores — chegou a R$ 351,2 bilhões, outro recorde da série histórica. O montante é 5,9% maior do que o verificado no mesmo período do ano anterior, representando R$ 19,7 bilhões a mais em circulação na economia nacional.

A combinação positiva de fatores econômicos

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Especialistas apontam que o desempenho favorável do mercado de trabalho pode ser atribuído a uma combinação de fatores: estabilidade monetária, retomada de setores intensivos em mão de obra, políticas públicas de estímulo à formalização e crescimento moderado, mas contínuo, da atividade econômica.

Além disso, a redução da taxa básica de juros e a diminuição da inflação ao longo dos últimos trimestres criaram um ambiente mais propício para o consumo e para os investimentos das empresas, o que se reflete na maior geração de empregos e valorização do salário real.

Desafios ainda existem

Imagem de uma fila de pessoas
Imagem: Victoria Labadie/ Shutterstock.com

Apesar do cenário promissor, a informalidade ainda representa quase 38% dos trabalhadores. Isso significa que milhões de brasileiros seguem sem acesso a direitos trabalhistas como férias, 13º salário e seguro-desemprego.

Outro desafio é a desigualdade regional no mercado de trabalho. Estados do Norte e Nordeste ainda registram taxas de desocupação superiores à média nacional, enquanto regiões como Sul e Centro-Oeste apresentam indicadores mais positivos.

O impacto na economia e no consumo

Com mais brasileiros empregados e com maior poder de compra, a expectativa é que haja incremento no consumo das famílias, o que pode impulsionar ainda mais setores como varejo, serviços e indústria leve. Além disso, a melhora no rendimento real pode estimular a poupança e o investimento individual, criando um ciclo virtuoso para o crescimento econômico sustentável.

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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