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Juros de até 1,99% no Desenrola: veja quem pode aproveitar as condições anunciadas

Avatar de Vitória Monckes Vitória Monckes · · 4 min de leitura
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O prazo para participar do Desenrola Brasil para adimplentes termina em 26 de outubro de 2026. A iniciativa permite que trabalhadores informais renegociem empréstimos pessoais sem garantia que estejam em dia ou tenham atraso de até 90 dias, com possibilidade de reduzir os juros da operação.

A medida foi criada para facilitar o pagamento de dívidas sem exigir que o consumidor esteja necessariamente inadimplente. Entre as condições previstas está a possibilidade de contratar um novo crédito para quitar o empréstimo anterior, com taxa de juros de até 1,99% ao mês.

A prorrogação do programa acrescentou 30 dias ao período inicialmente previsto. Por isso, quem pretende aproveitar as condições deve procurar a instituição financeira participante antes do encerramento do prazo e verificar se atende aos critérios exigidos.

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Quem pode participar do Desenrola Adimplentes?

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

O programa foi estabelecido pela Medida Provisória nº 1.373/2026 e é direcionado a trabalhadores informais que possuem dívidas de crédito pessoal sem garantia. Para solicitar a renegociação, é necessário observar os limites e as condições definidos pela iniciativa.

Entre os critérios informados estão:

  • Ter uma dívida de crédito pessoal de até R$ 15 mil.
  • Ter pago pelo menos quatro parcelas do empréstimo original.
  • Estar com os pagamentos em dia ou apresentar atraso de, no máximo, 90 dias.
  • Ser trabalhador informal, respeitando as restrições de público previstas no programa.

A modalidade não é destinada a trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos ou beneficiários do INSS, conforme as regras divulgadas para a iniciativa.

Antes de iniciar o procedimento, o consumidor deve confirmar sua elegibilidade com o banco. A aprovação também depende das condições da operação e da análise de crédito realizada pela instituição financeira.

Como renegociar a dívida antes do prazo final

1. Confira as condições do empréstimo atual

O primeiro passo é verificar o valor que ainda falta pagar, a taxa de juros contratada e o número de parcelas restantes. Essas informações ajudam a identificar se a renegociação pode representar uma economia efetiva.

2. Procure o banco participante

A solicitação deve ser feita diretamente à instituição financeira responsável pelo crédito. Bancos como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, além de outras instituições participantes, podem ser consultados para verificar a disponibilidade da operação.

Se o credor original não participar, o consumidor poderá procurar outra instituição habilitada, desde que passe pela análise de risco de crédito e consiga uma proposta aprovada.

3. Compare o custo total

A taxa máxima de 1,99% ao mês pode ser inferior aos juros de muitos empréstimos pessoais. Segundo os dados mencionados na divulgação do programa, a média das taxas dessas operações pode chegar a aproximadamente 7% mensais.

Entretanto, uma taxa menor não garante, por si só, que o novo contrato seja mais vantajoso. É importante comparar o Custo Efetivo Total (CET), o valor das parcelas, o prazo de pagamento e a quantia total que será desembolsada.

4. Formalize o acordo

A renegociação prevê uma nova operação de crédito para liquidar integralmente o empréstimo anterior. Antes de assinar, confira as condições do contrato, as tarifas eventualmente cobradas e a data de vencimento das parcelas.

O que acontece depois de 26 de outubro?

Com o encerramento do prazo previsto, deixa de estar disponível a adesão ao programa nas condições específicas estabelecidas para essa etapa. Isso não significa que todas as formas de renegociação de dívidas desaparecerão: os bancos continuam podendo oferecer alternativas próprias, sujeitas às suas políticas e à análise de crédito.

Uma nova prorrogação só deve ser considerada se houver anúncio oficial. Por isso, quem atende aos requisitos não deve contar com a possibilidade de extensão sem confirmação do governo.

Quais são as alternativas para quem perder o prazo?

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Quem não conseguir participar do Desenrola Adimplentes ainda pode procurar outras formas de reorganizar as finanças.

O Desenrola 3.0, por exemplo, contempla modalidades de renegociação para determinados perfis de devedores, com condições que variam conforme a dívida e os critérios do programa. Já o Serasa Limpa Nome reúne ofertas de negociação de empresas credoras, cujos descontos dependem de cada acordo.

Outra possibilidade é solicitar a portabilidade ou a substituição de um empréstimo por uma operação com juros menores. Nesse caso, é essencial verificar o custo total, pois alongar o prazo pode reduzir a prestação mensal e, ao mesmo tempo, aumentar o valor pago no fim do contrato.

Microempreendedores individuais também podem consultar os canais oficiais para verificar programas de regularização tributária aplicáveis à sua situação. É importante não confundir dívidas fiscais com empréstimos bancários: cada tipo de débito possui regras específicas.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

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