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Desigualdade: mulheres recebem 20% menos que homens

De acordo com um estudo publicado OIT, em média, as mulheres recebem 20% a menos do que os homens no mundo

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins3 min de leitura
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Tempo estimado de leitura: 3 minutos

De acordo com um estudo publicado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), em média, as mulheres recebem 20% a menos do que os homens no mundo. Assim, a organização afirma que medidas precisam ser adotadas para resolver as disparidades salariais e diminuir as desigualdades de gênero mais acentuadas no mercado de trabalho.

Discriminação de gênero

Dessa forma, segundo a OIT, embora haja diferenças na educação, tempo de trabalho, segregação ocupacional, habilidades e experiência, grande parte da diferença salarial deve à discriminação de gênero. 

Ainda de acordo com o estudo, as mulheres foram mais afetadas pela pandemia da COVID-19, pois são mais responsáveis por tarefas do lar.

No dia 16 de setembro, as conclusões do artigo em questão foram tópicos discutidos em um seminário virtual. Que foi organizado pela Equal Pay International Coalition (EPIC) para marcar o Dia Internacional da Igualdade Salarial de 2022.

“Esses ainda são os primeiros dias para a transparência salarial. Vemos países buscando abordagens diferentes para avançá-la, o que mostra que não existe uma solução de ‘tamanho único’”, explicou a diretora do Departamento de Condições de Trabalho e Igualdade da OIT, Manuela Tomei.

“Embora seja necessário mais tempo para avaliar a eficácia das diferentes medidas e práticas, é encorajador que governos, organizações de trabalhadores e empregadores procurem conceber soluções inovadoras, como transparência salarial, para enfrentar um problema persistente.”

Legislação contra a desigualdade salarial

Ademais, o estudo mapeia legislações ao redor do mundo que têm o objetivo de reduzir a disparidade salarial entre gêneros. Assim, o Chile é o único país da América do Sul citado no artigo, pois possui uma legislação que pretende obrigar as empresas a se comprometerem com igualdade de pagamentos entre homens e mulheres.

Inadimplência entre as mulheres

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De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), as mulheres são maioria entre os brasileiros endividados.

“A inadimplência também é maior entre o público feminino. Nós temos, por exemplo, 31% de mulheres hoje com algum tipo de dívida ou conta atrasada, enquanto entre o público masculino essa proporção ela se aproxima de 28%. Isso mostra que para elas está mais difícil de fechar todas as contas no mês, de conseguir pagar todas as contas e dívidas dentro de um mês”, afirmou Izis Ferreira, economista da CNC ao Jornal Nacional.

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Imagem: Syda Productions / Shutterstock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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