Os destaques corporativos desta terça-feira (16) trazem anúncios relevantes para investidores que acompanham as empresas listadas na B3. O dia foi marcado pela aprovação de juros sobre capital próprio (JCP) por Itaúsa (ITSA4), Vibra Energia (VBBR3) e Vivo (VIVT3), além de movimentações estratégicas envolvendo Raízen (RAIZ4), Vale (VALE3), Gerdau (GGBR4), Motiva (MOTV3) e Brava Energia (BRAV3).
Empresas iniciam nova rodada de dividendos e JCP em 16 de junho
Confira os destaques corporativos do dia, com JCP da Itaúsa, Vibra e Vivo, investimentos da Vale e novidades sobre Raízen.
Entre os principais destaques corporativos, chamam atenção os investimentos bilionários da Vale em descarbonização, a oferta apresentada pela gestora IG4 aos credores da Raízen e a ampliação da captação da Nvidia nos Estados Unidos.
Leia mais:
Última semana para envio de informações ao eSocial sobre o Abono Salarial
Itaúsa aprova R$ 1,5 bilhão em juros sobre capital próprio

A Itaúsa anunciou a aprovação do pagamento de R$ 1,5 bilhão em juros sobre capital próprio aos seus acionistas.
O valor bruto corresponde a R$ 0,138 por ação. Após a retenção do Imposto de Renda, o valor líquido estimado é de R$ 0,11385 por papel para os investidores não isentos.
Quem terá direito ao pagamento?
Terão direito ao provento os acionistas posicionados na companhia em 18 de junho de 2026. As ações passarão a ser negociadas na condição “ex-direitos” a partir do pregão seguinte.
O pagamento dos valores ocorrerá até 31 de agosto de 2026.
O que o anúncio representa?
A distribuição reforça a política de remuneração da Itaúsa, uma das características que historicamente atraem investidores interessados em renda passiva por meio de dividendos e JCP.
Vibra Energia aprova R$ 558,2 milhões em JCP
Outro dos destaques corporativos do dia foi o anúncio da Vibra Energia sobre a aprovação de R$ 558,2 milhões em juros sobre capital próprio.
O valor bruto estimado corresponde a R$ 0,46662319252 por ação, desconsiderando os papéis mantidos em tesouraria.
Data de corte e pagamento
Os investidores que estiverem posicionados nas ações da companhia ao final do pregão de 22 de junho de 2026 terão direito ao recebimento.
A partir de 23 de junho, as ações serão negociadas na condição “ex-JCP”.
O pagamento ocorrerá em parcela única no dia 15 de outubro de 2027, sem atualização monetária ou remuneração adicional.
Mercado observa prazo de pagamento
Embora o montante seja relevante, o longo período entre o anúncio e a efetivação do pagamento pode ser um fator considerado pelos investidores na avaliação do retorno do investimento.
Vivo distribuirá R$ 230 milhões em JCP
A Vivo informou a aprovação do pagamento de R$ 230 milhões em juros sobre capital próprio.
O valor bruto corresponde a R$ 0,071 por ação, sujeito à tributação prevista para esse tipo de provento.
Até quando comprar ações para receber?
Os investidores terão até o dia 26 de junho de 2026 para adquirir os papéis e garantir participação no pagamento.
Após essa data, as ações passarão a ser negociadas na condição “ex-juros”.
A distribuição será realizada até 30 de abril de 2027, em data que ainda será definida pela companhia.
Empresa segue atrativa para investidores de renda
A Vivo permanece entre as empresas frequentemente acompanhadas por investidores focados em geração de renda, devido ao histórico consistente de distribuição de proventos.
IG4 faz proposta a credores da Raízen
Entre os destaques corporativos envolvendo operações estratégicas, a gestora de private equity IG4 apresentou uma oferta não vinculante para aquisição de créditos da Raízen.
Segundo informações divulgadas pelo Valor Econômico, a proposta busca adquirir mais de 50% dos créditos da companhia, o que poderia resultar em controle da empresa após uma eventual reestruturação financeira.
Quem são os credores envolvidos?
A proposta deverá ser apresentada a investidores que possuem:
- Títulos emitidos no exterior;
- Debêntures;
- Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs).
O que está em jogo?
A Raízen é uma das maiores empresas brasileiras dos segmentos de açúcar, etanol e distribuição de combustíveis. Por isso, qualquer alteração relevante em sua estrutura societária costuma gerar forte repercussão no mercado.
Vale prevê até R$ 13 bilhões para descarbonização
Nos destaques corporativos ligados à sustentabilidade, a Vale informou que poderá investir até R$ 13 bilhões em iniciativas voltadas à descarbonização.
A informação consta no relatório de sustentabilidade da mineradora referente ao exercício de 2025.
Como os recursos serão aplicados?
O plano contempla:
- Até R$ 4 bilhões para projetos de redução de emissões nas operações da companhia;
- Até R$ 8 bilhões destinados a tecnologias e parcerias ligadas à transição da siderurgia;
- Até R$ 1 bilhão em pesquisa e desenvolvimento.
Mega Hubs são prioridade
Grande parte dos recursos será direcionada aos chamados Mega Hubs, estruturas industriais voltadas para a produção com menor intensidade de carbono.
A iniciativa acompanha a crescente pressão de investidores, governos e consumidores por práticas empresariais mais sustentáveis.
Custos de carbono preocupam empresas globais
A Vale também destacou o potencial aumento dos custos relacionados às emissões de carbono a partir de 2030, cenário que tem acelerado investimentos em transição energética ao redor do mundo.
OPA da Ecopetrol sobre Brava Energia é suspensa
Outro dos destaques corporativos do mercado envolve a Brava Energia.
A companhia informou que a oferta pública de aquisição de ações (OPA) realizada pela Ecopetrol foi suspensa após a empresa colombiana recorrer de exigências feitas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
O que prevê a operação?
A proposta prevê a aquisição de 25% das ações da Brava Energia por R$ 23 por papel.
Caso seja concluída, a Ecopetrol poderá alcançar participação equivalente a 51% do capital social da empresa brasileira.
O mercado agora aguarda a decisão final da CVM sobre o recurso apresentado.
Nvidia amplia emissão de dívida para US$ 25 bilhões
Nos Estados Unidos, um dos destaques corporativos internacionais foi a ampliação da emissão de dívida da Nvidia.
A fabricante de chips elevou sua captação prevista de US$ 20 bilhões para US$ 25 bilhões.
Forte interesse dos investidores
Segundo fontes ligadas à operação, a demanda pelos títulos alcançou aproximadamente US$ 85 bilhões.
O resultado demonstra o forte interesse do mercado na companhia, impulsionada pelo crescimento da inteligência artificial e da infraestrutura tecnológica global.
Gerdau compra participação da Copel em hidrelétrica
A Gerdau anunciou a aquisição da participação de 23,03% da Copel na Dona Francisca Energética S.A. (Dfesa).
A transação considera um enterprise value de R$ 150 milhões.
Próximos passos da operação
O pagamento será realizado à vista com recursos próprios da companhia.
A conclusão ainda depende de aprovações regulatórias e do cumprimento das condições previstas no contrato.
A aquisição reforça a estratégia da empresa de ampliar sua exposição ao setor de energia.
Motiva investirá R$ 676,8 milhões na expansão da Linha 4
Fechando os destaques corporativos do dia, a Motiva informou que sua controlada ViaQuatro assinou um novo aditivo contratual para viabilizar a expansão da Linha 4-Amarela do metrô até Taboão da Serra.
Onde serão aplicados os recursos?

Os investimentos somam R$ 676,76 milhões e serão destinados principalmente para:
- Implantação do sistema de sinalização;
- Certificação de segurança operacional;
- Adequações necessárias para a extensão da linha.
A ampliação é considerada uma das obras de mobilidade urbana mais relevantes da Região Metropolitana de São Paulo e deverá beneficiar milhares de passageiros diariamente.
Conclusão
Os destaques corporativos desta terça-feira mostram um cenário movimentado para as empresas listadas na Bolsa brasileira. Enquanto Itaúsa, Vibra Energia e Vivo reforçam a remuneração aos acionistas por meio de JCP, Vale amplia seus investimentos em descarbonização e companhias como Raízen, Gerdau, Brava Energia e Motiva seguem avançando em operações estratégicas. Para investidores, acompanhar os destaques corporativos diariamente é fundamental para entender tendências, identificar oportunidades e tomar decisões mais informadas no mercado financeiro.
INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:
