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Diagnóstico precoce: IA prevê câncer de mama anos antes do tumor se desenvolver

O estudo envolvendo IA representa uma revolução na comunidade médica e permite com que mulheres se previnem do câncer de mama. Saiba mais!

Januária VargasPor Januária Vargas3 min de leitura
mãos de robô com símbolos tecnológicos e, ao lado, mãos de médico segurando um exame de mamografia.

Uma ferramenta de IA (Inteligência Artificial) é capaz de prever o câncer de mama cinco anos antes do tumor se desenvolver. Um estudo foi desenvolvido por equipe do Laboratório de Inteligência Artificial e Ciência da Computação (CSAIL) do MIT e do Hospital Geral de Massachusetts (MGH).

Dessa forma, o modelo de aprendizagem profunda, elaborado na pesquisa, detecta a incidência de câncer de mama, por meio de mamografia, alertando as pacientes para possíveis ocorrência da doença no futuro. 

Desenvolvimento no estudo envolvendo IA

Em vista disso, os pesquisadores realizaram diversos treinamentos na Inteligência Artificial com o uso de mamografias e resultados contidos em mais de 90 mil exames. Nesse sentido, o modelo de aprendizagem profunda obteve conhecimento acerca do tecido mamário, onde detectou diversos padrões que antecedem o surgimento das células cancerígenas. 

A responsável pela divisão de imagens de mama do MGH e professora de radiologia da escola de medicina de Harvard, Constance Lehman, afirma que desde a década de 60, os profissionais da radiologia já haviam notado padrões únicos e variáveis no tecido mamário.

“Esses padrões podem representar a influência da genética, hormônios, gravidez, lactação, dieta, perda de peso e ganho de peso. Agora podemos alavancar essas informações detalhadas para ser mais preciso em nossa avaliação de risco no nível individual ”, relata Lehman. 

Desse modo, os padrões manuais utilizados para detectar os tumores nas mamas foram substituídos pela ferramenta treinada para identificar dados sutis, incapazes de serem diagnosticados via olho humano. 

Inovação no diagnóstico de câncer com IA

Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia, a professora do MIT, Regina Barzilay, que sobreviveu ao câncer de mama, disse que esse estudo representa a esperança em tornar um diagnóstico tardio, uma “relíquia no pasado”. 

Barzilay, que também é membro do Instituto Koch para Pesquisa Integrativa sobre o Câncer, relata que com a Inteligência Artificial é possível “personalizar a triagem em torno do risco de uma mulher desenvolver câncer”.

Saúde da mulher negra

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Os estudos anteriores eram focados em analisar o estado de saúde das mulheres brancas. No entanto, o modelo de aprendizagem profunda avalia tanto mulheres brancas quanto mulheres negras. 

Desse modo, a IA desenvolvida pelo MIT/MGH é considerada de extrema importância para a comunidade médica, já que as mulheres negras possuem 42% de chances de morrerem vítimas do câncer de mama. 

São diversos fatores para esses índices, com destaque para as diferenças na detecção da doença e acesso aos serviços de saúde. 

Imagem: Blue Planet Studio e Nata Sokhrannova/ shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital

Januária Vargas

Autor

Januária Vargas

Jornalista, graduada pelo Centro Universitário UNA, com 10 anos de experiência em produção de textos e assessoria de comunicação. Atualmente, estuda Nutrição & Saúde Integrativa e trabalha como redatora do portal Seu Crédito Digital.

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