O diretor de política econômica do Banco Central (BC), Diogo Guillen, destacou em um recente evento virtual promovido pelo J.P. Morgan que a inflação ainda está em queda no Brasil, apesar das expectativas para 2024 e 2025 não estarem alinhadas com as metas. Segundo Guillen, essa é uma preocupação, sendo necessário adotar uma política monetária mais restritiva.
O evento, ocorrido na última quarta-feira, 10 de janeiro, marcou a primeira manifestação pública de um membro do Comitê de Política Monetária (Copom) em 2023. Dessa forma, a última reunião do comitê em dezembro, a taxa de juros básica foi reduzida de 12,25% para 11,75%.
Cenário global menos adverso
Guillen observou que o cenário global atual é menos adverso do que na última reunião do Copom. Ele afirmou que não há relação direta entre a política monetária do ambiente externo e do doméstico, mas o fator externo é incorporado nas projeções e balanço de riscos do BC para determinar a melhor ação.

Além disso, o diretor disse que o BC está confiante em sinalizar possíveis cortes adicionais de 0,5% na taxa de juros básica nas próximas duas reuniões do Copom.
Ademais, Guillen também mencionou a recuperação do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, que voltou à tendência pré-pandêmica. Dessa maneira, a desaceleração econômica observada no terceiro trimestre de 2023 corresponde ao cenário projetado pelo BC.
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Monitoramento do mercado de trabalho
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O diretor do BC afirmou que a instituição está monitorando o mercado de trabalho, que tem demonstrado vigor. No entanto, ele ressaltou que não há evidência de pressões salariais significativas no país.
Assim, a estabilidade da inflação é de suma importância para a economia, pois quando ela é alta e volátil, traz incerteza para os investidores e pode desacelerar a economia. Portanto, é essencial monitorar a inflação e utilizar a política monetária para mantê-la sob controle.
Imagem: Jo Galvao / shutterstock.com
