As doenças na coluna estão entre as principais causas de afastamento do trabalho no Brasil. Condições como hérnia de disco, lombalgia crônica, espondilite anquilosante e outros problemas degenerativos podem comprometer a capacidade laboral de forma temporária ou permanente. Em 2025, cresce a procura por informações sobre quando esses quadros podem garantir a aposentadoria por invalidez, atualmente chamada de aposentadoria por incapacidade permanente pelo INSS.
Coluna afetada? Veja quando você tem direito à aposentadoria por invalidez no INSS
Saiba quando uma doença na coluna garante aposentadoria por invalidez no INSS em 2025, quais documentos são exigidos e como funciona a perícia médica.
Este artigo explica em detalhes em quais situações a doença na coluna pode gerar direito ao benefício, quais são as regras do INSS, como funciona a perícia médica, a diferença em relação ao auxílio-doença e quais documentos são indispensáveis para solicitar o benefício.
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O que é aposentadoria por invalidez
A aposentadoria por invalidez, ou aposentadoria por incapacidade permanente, é concedida ao segurado do INSS que, após avaliação médica, é considerado total e definitivamente incapaz para o trabalho, sem possibilidade de reabilitação em outra função.
Características principais
- Exige comprovação de incapacidade permanente
- Necessita de perícia médica oficial do INSS
- Não exige idade mínima, mas depende de carência em contribuições (com exceções)
- Pode incluir acréscimo de 25% se o beneficiário necessitar de assistência permanente de terceiros
Doença na coluna: quando dá direito à aposentadoria
Não é toda doença na coluna que gera aposentadoria. Para que o INSS conceda o benefício, é necessário que a enfermidade seja grave a ponto de impedir o exercício de qualquer atividade laboral.
Doenças e condições comuns que podem levar à aposentadoria
- Hérnia de disco grave com compressão nervosa incapacitante
- Lombalgia crônica sem resposta a tratamentos convencionais
- Espondilite anquilosante em estágio avançado
- Estenose espinhal severa
- Fraturas na coluna com sequelas permanentes
- Escoliose ou cifose graves, com limitações funcionais
- Degeneração discal múltipla em idade precoce
O ponto central é a incapacidade total e permanente. Muitas vezes, o segurado pode até ser afastado temporariamente (auxílio-doença), mas apenas quadros irreversíveis ou sem chance de reabilitação justificam a aposentadoria por invalidez.
Diferença entre auxílio-doença e aposentadoria por invalidez
É comum confundir os dois benefícios.
- Auxílio-doença (incapacidade temporária): concedido quando o trabalhador está incapacitado de forma provisória, mas com chances de recuperação.
- Aposentadoria por invalidez (incapacidade permanente): concedida quando não há possibilidade de retorno ao trabalho ou reabilitação em outra função.
Requisitos do INSS em 2025

Para ter direito à aposentadoria por invalidez decorrente de doença na coluna, o segurado deve cumprir requisitos básicos:
- Carência mínima: 12 contribuições mensais ao INSS (exceto em casos de acidente de trabalho ou doenças graves previstas em lei)
- Qualidade de segurado: estar contribuindo ou dentro do período de graça
- Laudos médicos e exames que comprovem a incapacidade
- Perícia do INSS confirmando incapacidade permanente
Como funciona a perícia médica
A perícia é a etapa mais importante. O perito avalia se o segurado realmente não pode mais exercer atividades laborais.
O que apresentar na perícia
- Exames de imagem (raio-X, ressonância magnética, tomografia)
- Relatórios médicos detalhados
- Laudos de especialistas (ortopedistas, reumatologistas, neurologistas)
- Histórico de tratamentos realizados e falhas terapêuticas
- Relatos de internações, cirurgias e uso de medicações contínuas
A perícia pode determinar incapacidade temporária (auxílio-doença) ou incapacidade permanente (aposentadoria por invalidez).
Cálculo do benefício em 2025
Com a Reforma da Previdência de 2019, as regras de cálculo mudaram:
- Média de todos os salários de contribuição desde julho de 1994
- 60% dessa média + 2% a cada ano que ultrapassar 20 anos de contribuição (homens) ou 15 anos (mulheres)
- Em caso de acidente de trabalho, o benefício pode chegar a 100% da média salarial
Acréscimo de 25% na aposentadoria
O segurado aposentado por invalidez pode receber adicional de 25% se precisar de ajuda permanente para atividades básicas, como alimentação, higiene e locomoção.
Exemplos de situações que geram o adicional
- Pessoa com deficiência motora grave devido à doença na coluna
- Paciente acamado que necessita de cuidador
- Indivíduo com mobilidade totalmente comprometida
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Esse adicional é pago inclusive quando o valor do benefício ultrapassa o teto do INSS.
Revisões e convocações do INSS
Mesmo sendo permanente, o INSS pode convocar beneficiários para revisões periódicas. Em 2025, idosos acima de 60 anos estão dispensados, exceto em casos específicos.
Como solicitar a aposentadoria por invalidez por doença na coluna

O pedido pode ser feito pelo Meu INSS (aplicativo ou site) ou pelo telefone 135.
Passo a passo
- Acesse o Meu INSS e faça login com CPF e senha
- Clique em “Novo Pedido”
- Escolha a opção “Aposentadoria por incapacidade permanente”
- Anexe laudos e documentos médicos digitalizados
- Agende a perícia médica
- Compareça ao atendimento na data marcada
Como agir em caso de negativa
Se o INSS negar o benefício, o segurado pode:
- Apresentar recurso administrativo no próprio INSS
- Solicitar revisão do laudo pericial
- Ingressar com ação judicial, apresentando provas adicionais e perícia independente
Orientações para aumentar as chances de aprovação
- Mantenha laudos atualizados e assinados por especialistas
- Reúna exames recentes e relatórios de tratamentos
- Não omita informações sobre histórico da doença
- Leve testemunhas médicas ou relatórios de fisioterapia e clínicas de dor
Considerações finais
As doenças na coluna são uma das principais causas de afastamento do trabalho no Brasil e, em muitos casos, podem levar à aposentadoria por invalidez no INSS. Em 2025, o reconhecimento desse direito depende da comprovação de incapacidade permanente, confirmada em perícia médica.
O segurado deve estar atento às regras de carência, manter os documentos organizados e recorrer caso tenha o benefício negado. O apoio de um advogado previdenciário ou da Defensoria Pública pode ser essencial em situações de negativa injusta.
