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Dólar avança com mercado externo positivo e receio de tarifas dos EUA

Dólar hoje avança diante da cautela dos investidores com tarifas dos EUA. Brasil é foco da alíquota de até 50%, impactando o câmbio e economia.

Bianca BorgesPor Bianca Borges5 min de leitura
Mercado reage: dólar e Bolsa sobem após trégua de Trump e reunião Haddad-Lula

Nesta quinta-feira (24) de julho de 2025, o dólar comercial apresentou valorização frente ao real, refletindo uma combinação de fatores externos e internos que aumentam a cautela dos investidores.

A moeda americana registrava alta de 0,19%, cotada a R$ 5,534 na venda às 9h49, acompanhando a tendência de fortalecimento observada nos mercados internacionais.

O principal motivo para esse movimento é a expectativa sobre a aplicação de tarifas comerciais por parte dos Estados Unidos, que anunciou alíquotas elevadas sobre produtos brasileiros, colocando o país sob uma nova pressão econômica e diplomática.

A medida, com alíquotas que podem chegar a 50%, tem previsão de entrar em vigor a partir de 1º de agosto, aumentando a apreensão no mercado cambial.

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A cotação do dólar nesta quinta-feira

Dólar
Imagem: rafastockbr / shutterstock.com

No início do pregão, o dólar à vista subiu 0,19%, alcançando R$ 5,534 para venda, enquanto o contrato futuro na B3 de primeiro vencimento teve alta de 0,24%, cotado a R$ 5,536. Apesar da valorização, o dólar havia fechado o pregão anterior em queda, recuando 0,78% para R$ 5,5239.

Os valores para o dólar comercial e turismo no dia foram:

  • Dólar comercial compra: R$ 5,533
  • Dólar comercial venda: R$ 5,534
  • Dólar turismo compra: R$ 5,628
  • Dólar turismo venda: R$ 5,808

Essa volatilidade reflete a instabilidade gerada pelas negociações internacionais e as decisões políticas recentes.

Tarifas dos EUA e seus impactos para o Brasil

O anúncio de Donald Trump e a alíquota de até 50%

Durante uma cúpula sobre inteligência artificial em Washington, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou que os países com os quais o governo americano não mantém boas relações comerciais podem ser alvo de tarifas elevadas, entre 15% e 50%.

O Brasil é atualmente o único país confirmado a receber a cobrança máxima.

Trump justificou que a alíquota mais alta é destinada aos países com os quais os EUA “não têm se dado muito bem”. A decisão traz preocupação para o mercado brasileiro, especialmente para setores exportadores que dependem do mercado americano.

Contexto internacional: acordos e retaliações

Enquanto o Brasil enfrenta esse cenário de incertezas, outras regiões buscam soluções para minimizar os efeitos das tarifas.

A União Europeia, por exemplo, aprovou um pacote de tarifas retaliatórias que pode incidir sobre até 93 bilhões de euros em exportações americanas, caso não haja acordo até 1º de agosto. Essas tarifas retaliatórias podem chegar a 30%, pressionando ainda mais o comércio internacional.

Além disso, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reforçou a necessidade de equilíbrio nas relações comerciais durante sua recente reunião com o presidente chinês, Xi Jinping, demonstrando que a tensão tarifária é global e afeta várias economias.

Influências externas que afetam o câmbio

Indicadores econômicos e política monetária internacional

O mercado de câmbio também reagiu a outros fatores externos favoráveis. Sinais de novos estímulos econômicos na China e o aumento no preço do petróleo colaboraram para uma tendência inicial de baixa do dólar no Brasil durante a abertura do pregão.

Além disso, o Banco Central Europeu manteve suas taxas de juros inalteradas, confirmando a taxa de depósito em 2%, a taxa de refinanciamento em 2,15% e a taxa de empréstimos em 2,40%, mantendo uma política monetária estável.

Esse cenário internacional é monitorado de perto por investidores que buscam entender os rumos do dólar e seu impacto nas moedas emergentes.

O papel do dólar como ativo refúgio

Em momentos de incerteza geopolítica e tensões comerciais, o dólar americano tende a se fortalecer por ser considerado um ativo de refúgio. Isso explica parte do avanço do dólar frente ao real diante da perspectiva de tarifas elevadas, visto que investidores buscam proteger seus recursos.

Repercussão no mercado financeiro e na economia brasileira

Impacto para exportadores e setores produtivos

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A iminência da cobrança de tarifas mais altas deve afetar diretamente setores importantes da economia brasileira, como agronegócio, indústria e manufatura, que exportam para os Estados Unidos.

A elevação dos custos pode tornar os produtos brasileiros menos competitivos, reduzindo as vendas externas e prejudicando a balança comercial.

O mercado financeiro também reage com cautela, refletindo temores sobre a desaceleração econômica e o aumento da volatilidade cambial.

Reação do governo e perspectiva diplomática

O governo brasileiro tem manifestado insatisfação com a medida, qualificando-a como protecionista e injustificada. Ao mesmo tempo, busca canais diplomáticos para tentar negociar uma redução ou suspensão das tarifas, evitando uma escalada que poderia gerar prejuízos mais profundos.

Especialistas em relações internacionais alertam que o diálogo é essencial para evitar um conflito comercial maior e preservar a parceria histórica entre Brasil e Estados Unidos.

Como os investidores podem se preparar para esse cenário

Dólar
Imagem: Virrage Images/Shutterstock.com

A importância da diversificação e cautela

Diante da instabilidade causada pelas tarifas e pelas oscilações do dólar, investidores devem adotar estratégias de diversificação para mitigar riscos. Além disso, a atenção aos indicadores econômicos e às decisões políticas internacionais é fundamental para tomar decisões mais informadas.

Monitoramento diário da cotação do dólar

O acompanhamento diário do dólar comercial e futuro é crucial para empresas e investidores que têm operações atreladas ao câmbio. Plataformas digitais e serviços de notícias financeiras são ferramentas importantes para se manter atualizado sobre as movimentações do mercado.

Considerações finais: dólar em alta e perspectivas futuras

O avanço do dólar frente ao real nesta quinta-feira é um reflexo direto das tensões comerciais e das incertezas econômicas globais.

A possibilidade de tarifas de até 50% por parte dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros coloca o país em alerta, exigindo estratégias comerciais e diplomáticas para minimizar os impactos.

Enquanto isso, o mercado permanece atento a novos desdobramentos e ao andamento das negociações entre Estados Unidos, União Europeia, China e outras potências globais. Para o Brasil, a resposta política e econômica nas próximas semanas será decisiva para definir os rumos do câmbio e da economia nacional.

Bianca Borges

Autor

Bianca Borges

Bianca Borges é estudante de Publicidade e desenvolvedora em formação, com paixão por cultura pop, tecnologia e universos geek. Fã de Star Wars, DC Comics, RPG e The Walking Dead, ela traz sua visão criativa e analítica para o time do Seu Crédito Digital, colaborando na produção de conteúdos relevantes sobre consumo, serviços públicos e finanças do dia a dia. Com estilo descontraído e foco em clareza, Bianca ajuda leitores a entender temas complexos com leveza e precisão.

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