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Dólar dispara após fala de Lula: entenda o motivo

Nesta quinta-feira (10), o dólar e os juros futuros chegaram às máximas do dia, especificamente após a fala de Lula em relação à economia.

MonalisaPor Monalisa3 min de leitura
Luiz Inácio Lula da Silva

Nesta quinta-feira (10), após a divulgação da inflação no Brasil e nos Estados Unidos, o dólar disparou. Além disso, com uma fala de Lula (PT), o mercado financeiro reagiu à possibilidade de se remover o Bolsa Família do teto de gastos, de acordo com investidores e analistas.

Apesar de o dólar ter chegado perto de R$ 5 logo após a eleição de Lula, nesta quinta (10) o câmbio já passou dos R$ 5,30. Na abertura do mercado, a moeda usada nos Estados Unidos subiu quase 3%. Aproximadamente ao meio-dia, a alta era de 2,56%, chegando a R$ 5,314.

Na quarta-feira (9), o dólar tinha acabado o dia em alta, fechando a R$ 5,18.

Lula reforça que governo terá mais gastos 

A incerteza com a política fiscal do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intimida todos os ativos brasileiros. Agentes financeiros ficaram atentos a um discurso do presidente eleito nesta quinta (10).

Assim, a aversão ao risco se intensificou ainda mais, na medida em que Lula reforçou que a nova gestão terá mais gastos

O dólar e os juros futuros chegaram às máximas do dia. Já o Ibovespa caiu com mais força, especificamente após a fala de Lula em relação à economia.

Em meio à fala, houve um movimento de stop loss que dominou o mercado de juros e as taxas futuras dispararam. No mesmo momento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) aumentava da seguinte maneira:

  • Janeiro de 2024 – aumento de 13,055% para 13,615%;
  • Janeiro de 2025 – escala de 12,02% para 13,08%;
  • Janeiro de 2026 – disparo de 11,88% para 12,995%;
  • Janeiro de 2027 – avanço de 11,905% para 12,975%.

Presidente eleito propõe mudanças 

Lula questionou o motivo de as pessoas serem obrigadas a sofrer para garantir a “tal da responsabilidade fiscal” no Brasil. Ele também questionou por que toda hora falam que é preciso cortar os gastos, cumprir o teto de gastos e fazer superávit.

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O presidente eleito acrescentou que o seu governo mudará alguns conceitos, pois muitas coisas que são consideradas como gastos precisam passar a ser consideradas como investimento.

O diretor da tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt, observa que nos últimos três dias foi possível notar que está havendo uma incerteza com o fiscal. Além disso, ninguém sabe o que vai ficar fora do teto para sempre ou só por um tempo, conforme publicou o Valor Econômico.

O mercado possui muitas dúvidas em relação a isso, e também sobre quem será o ministro da Fazenda. 

Segundo Weigt, as disparadas do dólar nos últimos dias têm sido por conta dessas incertezas. Para ele, a alta do juro longo do Brasil é um típico movimento de aversão a risco local.

Imagem: Wagner Vilas/shutterstock.com

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Autor

Monalisa

Estudante de jornalismo. Amo escrever e sou apaixonada por música.

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