Nesta quinta-feira (10), após a divulgação da inflação no Brasil e nos Estados Unidos, o dólar disparou. Além disso, com uma fala de Lula (PT), o mercado financeiro reagiu à possibilidade de se remover o Bolsa Família do teto de gastos, de acordo com investidores e analistas.
Dólar dispara após fala de Lula: entenda o motivo
Nesta quinta-feira (10), o dólar e os juros futuros chegaram às máximas do dia, especificamente após a fala de Lula em relação à economia.
Apesar de o dólar ter chegado perto de R$ 5 logo após a eleição de Lula, nesta quinta (10) o câmbio já passou dos R$ 5,30. Na abertura do mercado, a moeda usada nos Estados Unidos subiu quase 3%. Aproximadamente ao meio-dia, a alta era de 2,56%, chegando a R$ 5,314.
Na quarta-feira (9), o dólar tinha acabado o dia em alta, fechando a R$ 5,18.
Lula reforça que governo terá mais gastos
A incerteza com a política fiscal do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intimida todos os ativos brasileiros. Agentes financeiros ficaram atentos a um discurso do presidente eleito nesta quinta (10).
Assim, a aversão ao risco se intensificou ainda mais, na medida em que Lula reforçou que a nova gestão terá mais gastos.
O dólar e os juros futuros chegaram às máximas do dia. Já o Ibovespa caiu com mais força, especificamente após a fala de Lula em relação à economia.
Em meio à fala, houve um movimento de stop loss que dominou o mercado de juros e as taxas futuras dispararam. No mesmo momento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) aumentava da seguinte maneira:
- Janeiro de 2024 – aumento de 13,055% para 13,615%;
- Janeiro de 2025 – escala de 12,02% para 13,08%;
- Janeiro de 2026 – disparo de 11,88% para 12,995%;
- Janeiro de 2027 – avanço de 11,905% para 12,975%.
Presidente eleito propõe mudanças
Lula questionou o motivo de as pessoas serem obrigadas a sofrer para garantir a “tal da responsabilidade fiscal” no Brasil. Ele também questionou por que toda hora falam que é preciso cortar os gastos, cumprir o teto de gastos e fazer superávit.
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O presidente eleito acrescentou que o seu governo mudará alguns conceitos, pois muitas coisas que são consideradas como gastos precisam passar a ser consideradas como investimento.
O diretor da tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt, observa que nos últimos três dias foi possível notar que está havendo uma incerteza com o fiscal. Além disso, ninguém sabe o que vai ficar fora do teto para sempre ou só por um tempo, conforme publicou o Valor Econômico.
O mercado possui muitas dúvidas em relação a isso, e também sobre quem será o ministro da Fazenda.
Segundo Weigt, as disparadas do dólar nos últimos dias têm sido por conta dessas incertezas. Para ele, a alta do juro longo do Brasil é um típico movimento de aversão a risco local.
Imagem: Wagner Vilas/shutterstock.com
