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Drex impulsiona a interoperabilidade entre diferentes blockchains

Projeto Drex avança em testes de interoperabilidade com blockchains públicas e privadas, com participação da UFRJ, Polkadot e Fenasbac.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes5 min de leitura
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O desenvolvimento do Drex, a moeda digital oficial do Brasil, segue em ritmo acelerado sob a liderança do Banco Central do Brasil (BCB). Em uma nova etapa crucial, o projeto atingiu avanços significativos em interoperabilidade com outras blockchains, um dos maiores desafios técnicos e de segurança para a integração do Drex com o ecossistema financeiro global.

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Imagem: rafapress/ Shutterstock.com

O que é o Drex e por que a interoperabilidade é tão importante?

O conceito do Drex

O Drex (Real Digital) é a iniciativa brasileira de criação de uma CBDC (Moeda Digital de Banco Central), com o objetivo de modernizar o sistema de pagamentos, reduzir custos e facilitar a inclusão financeira.

A moeda será operada em uma rede permissionada e fechada, controlada e auditada pelo Banco Central, com foco em segurança, rastreabilidade e eficiência.

O desafio da interoperabilidade

Com o avanço das finanças digitais e a expansão de soluções em blockchains públicas e privadas, surge um grande obstáculo: a fragmentação de liquidez. Cada blockchain opera de forma isolada, com linguagens de programação distintas e regras próprias.

Para o Drex, a necessidade de interagir com esse universo exige soluções robustas de interoperabilidade, capazes de garantir segurança, privacidade e conformidade regulatória.

A segunda fase de testes do Drex e o papel do LIFT Learning

O que é o LIFT Learning?

O LIFT Learning (Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas) é uma iniciativa do Banco Central, em parceria com a Fenasbac (Federação Nacional de Associações dos Servidores do Banco Central). O laboratório reúne universidades, fintechs e instituições financeiras para desenvolver e testar soluções tecnológicas para o Drex.

Foco da segunda etapa de desenvolvimento

Nesta fase, o foco principal é resolver os desafios de:

  • Interoperabilidade com blockchains externas
  • Privacidade de transações
  • Segurança cibernética
  • Conformidade com a regulamentação financeira brasileira

Parceria entre UFRJ, Polkadot e Fenasbac: o avanço decisivo

Testes de interoperabilidade com a Polkadot

O avanço mais recente foi obtido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em colaboração com a Polkadot, uma das principais blockchains de terceira geração, e a Fenasbac.

O feito inédito envolveu a realização de uma transação atômica real entre uma rede simulada do Drex e a parachain Moonbeam da Polkadot. O experimento, realizado em fevereiro de 2025, permitiu a troca de tokens entre duas redes distintas, sem a necessidade de intermediários como bridges.

O que é uma transação atômica?

A transação atômica é uma operação que só é validada se todas as etapas forem executadas com sucesso, garantindo segurança contra fraudes como o gasto duplo e evitando o risco de liquidação parcial.

No caso do Drex, isso significa que a moeda digital brasileira conseguiu realizar um swap direto com outra blockchain pública, validando a operação em tempo real.

Por que esse avanço é tão relevante?

Solução para a fragmentação de liquidez

O sucesso da integração com a Polkadot demonstra que o Drex poderá operar de forma eficiente no ambiente Web3, resolvendo um dos principais problemas atuais: a fragmentação de liquidez entre diferentes blockchains.

Redução de riscos com segurança reforçada

Ao evitar o uso de bridges — atualmente um dos maiores vetores de ataque hacker em blockchains — o Drex garante maior segurança e menor exposição a vulnerabilidades externas.

Ampliação das possibilidades financeiras

A interoperabilidade permitirá que o Drex seja utilizado em:

  • Finanças Descentralizadas (DeFi)
  • Tokenização de ativos
  • Pagamentos cross-chain
  • Integração com stablecoins e outras CBDCs

Como o Banco Central enxerga a integração com blockchains públicas

Banco Central
Imagem: Freepik e Canva

Requisitos de privacidade e segurança

Por ser uma moeda digital emitida por um órgão estatal, o Drex precisa atender a altíssimos padrões de segurança, governança e privacidade. A equipe técnica do Banco Central destaca que:

  • Todas as transações cross-chain envolvendo o Drex deverão ser auditáveis.
  • Haverá camadas adicionais de proteção de dados.
  • A integração com redes públicas seguirá protocolos de autorização e verificação rigorosos.

Compliance regulatório

Além das questões técnicas, o Banco Central está atento ao cumprimento das leis nacionais de proteção de dados (LGPD) e às normas internacionais de combate à lavagem de dinheiro (AML) e financiamento ao terrorismo (CFT).

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Caminhos futuros para o Drex

Expansão para outras blockchains

Após o sucesso nos testes com a Polkadot, a expectativa é que o Drex avance nos próximos meses para integrações com outras redes populares, como:

  • Ethereum
  • Bitcoin
  • Avalanche
  • Cosmos

Uso no sistema financeiro tradicional

A interoperabilidade do Drex pode transformar:

  • Pagamentos interbancários
  • Liquidação de ativos tokenizados
  • Transferências internacionais
  • Integração com bolsas de valores e instituições financeiras globais

Roadmap oficial

As próximas etapas do projeto incluem:

  1. Validação de segurança em ambiente real
  2. Simulações com outras blockchains
  3. Ajustes finais na arquitetura de privacidade
  4. Lançamento oficial previsto para 2026

Opinião de especialistas: um marco para o sistema financeiro brasileiro

Impacto na inovação financeira

Economistas e especialistas em tecnologia blockchain avaliam que a evolução do Drex representa um marco na modernização do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

Ao garantir a integração com blockchains públicas, o Banco Central abre caminho para:

  • Redução de custos operacionais
  • Maior eficiência nas transferências
  • Inclusão de novos participantes no sistema financeiro

Fortalecimento da posição internacional do Brasil

Banco Central
Imagem: rafapress / shutterstock.com

O Drex coloca o Brasil na vanguarda global das moedas digitais de bancos centrais, ao lado de países como China, Suécia e Canadá, que também estão em fases avançadas de implementação de suas CBDCs.

Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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