O mercado de bicicletas elétricas continua evoluindo com soluções cada vez mais sofisticadas. Um dos lançamentos que mais chamaram atenção recentemente é a TM-B, modelo desenvolvido pela Also, empresa criada a partir de uma divisão ligada à fabricante de veículos elétricos Rivian.
Nova e-bike une design sofisticado e sistema elétrico inovador
Conheça a nova e-bike premium com design futurista, transmissão inovadora, bateria removível e autonomia de até 160 km.
Com visual futurista, componentes premium e um sistema de propulsão diferente das bicicletas elétricas convencionais, a novidade promete oferecer uma experiência de condução mais próxima da tecnologia automotiva do que das e-bikes tradicionais.
Apesar do pacote tecnológico avançado, o preço elevado coloca o modelo em uma faixa voltada para consumidores que buscam inovação e desempenho acima da média.
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O que torna a TM-B diferente das demais bicicletas elétricas

Grande parte das bicicletas elétricas utiliza um sistema em que a força aplicada aos pedais é transmitida diretamente para a roda traseira, recebendo apenas assistência do motor elétrico.
Na TM-B, a proposta é diferente.
O sistema desacopla completamente a pedalada da roda traseira. Em vez de movimentar a bicicleta mecanicamente, os pedais geram energia que é utilizada pelo conjunto elétrico responsável pela propulsão.
Na prática, trata-se de um sistema semelhante ao conceito de “drive-by-wire”, em que sensores eletrônicos interpretam a força aplicada pelo ciclista e a transformam em potência elétrica para o motor.
Segundo avaliações internacionais, esse conjunto proporciona uma sensação de pedalada bastante distinta das bicicletas elétricas convencionais.
Como funciona o sistema de propulsão
O funcionamento da TM-B pode parecer incomum para quem está acostumado às e-bikes tradicionais.
Quando o ciclista pedala, a energia produzida é direcionada ao sistema elétrico em vez de ser enviada diretamente para a roda traseira.
O motor utiliza essa energia para movimentar a bicicleta de forma independente.
Entre as vantagens apontadas estão:
- resposta mais uniforme da aceleração;
- redução de componentes mecânicos sujeitos ao desgaste;
- maior controle eletrônico sobre a entrega de potência;
- possibilidade de diferentes modos de condução.
Durante testes realizados pela equipe do Tom’s Guide, o sistema apresentou funcionamento suave e respostas rápidas durante acelerações.
Dois modos diferentes de condução
Outro diferencial é a possibilidade de alternar entre dois estilos de pedalada.
O primeiro se aproxima do comportamento encontrado nas bicicletas elétricas tradicionais, oferecendo assistência contínua.
Já o segundo modifica a intensidade da assistência como se o ciclista estivesse trocando marchas, exigindo maior esforço físico, mas proporcionando uma sensação mais esportiva.
Segundo o avaliador, a experiência lembra a diferença entre dirigir um automóvel equipado com câmbio automático e outro com transmissão manual.
Autonomia pode chegar a cerca de 160 quilômetros
A Also disponibiliza a bicicleta em duas versões principais.
Modelo padrão
A versão inicial oferece:
- bateria de 538 Wh;
- autonomia estimada de até 60 milhas (aproximadamente 96 quilômetros).
Versão Performance
A configuração mais avançada conta com:
- bateria de 808 Wh;
- autonomia de até 100 milhas (cerca de 160 quilômetros).
Os números informados pela fabricante podem variar conforme fatores como peso do ciclista, inclinação do percurso, temperatura ambiente e nível de assistência elétrica utilizado.
Bateria removível também funciona como carregador
Outro recurso incomum está na bateria.
Além de alimentar a bicicleta, ela pode ser removida eletronicamente e utilizada como uma fonte portátil de energia.
O equipamento possui portas USB-C capazes de carregar dispositivos como:
- celulares;
- tablets;
- câmeras;
- notebooks compatíveis.
Essa funcionalidade amplia a utilidade da bicicleta para quem utiliza o veículo em deslocamentos urbanos ou atividades ao ar livre.
Design inspirado na indústria automotiva
O visual é um dos principais destaques da TM-B.
A estrutura central possui linhas retas e modernas, com uma cobertura transparente que permite visualizar parte do mecanismo interno da transmissão.
Outro detalhe herdado do universo automotivo é o conjunto de iluminação.
A bicicleta incorpora:
- luzes diurnas;
- lanternas traseiras;
- indicadores de direção;
- iluminação integrada ao quadro.
Embora os piscas sejam um diferencial interessante, avaliações apontam que o tamanho reduzido dos indicadores pode dificultar sua visualização em determinadas situações.
Painel digital concentra as principais informações
No centro do guidão está instalado um display circular que reúne diversas funções.
Entre elas:
- velocidade;
- autonomia restante;
- distância percorrida;
- nível da bateria;
- recuperação de energia durante a frenagem.
Os comandos foram distribuídos entre os dois lados do guidão.
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Enquanto o acelerador fica à direita, os controles de navegação do sistema permanecem à esquerda.
Suspensão dupla amplia o conforto
A TM-B foi projetada para enfrentar diferentes tipos de terreno.
Por isso, a bicicleta utiliza suspensão dianteira e traseira.
A versão Performance recebe componentes de categoria superior, oferecendo melhor absorção de impactos durante trajetos urbanos e trilhas leves.
Também é possível personalizar diversos itens, como:
- tamanho do quadro;
- cor do canote do banco;
- pneus;
- bagageiro traseiro;
- banco ampliado.
A empresa informou ainda que novos acessórios deverão ser lançados futuramente, incluindo bolsas laterais, suporte frontal e assento para passageiro.
Velocidade segue padrão das e-bikes Classe 3
Nos Estados Unidos, a TM-B é classificada como uma bicicleta elétrica Classe 3.
Isso significa que a assistência elétrica funciona até aproximadamente 28 milhas por hora (cerca de 45 km/h).
O acelerador manual pode impulsionar a bicicleta até 20 milhas por hora (aproximadamente 32 km/h), respeitando as regras locais onde esse recurso é permitido.
No Brasil, a circulação de bicicletas elétricas deve obedecer às normas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que definem requisitos para equipamentos com assistência elétrica e limites específicos de potência e velocidade.
O preço é o principal obstáculo
Toda a tecnologia embarcada tem um custo elevado.
A versão Performance chega ao mercado internacional por US$ 4.500, valor equivalente a mais de R$ 22 mil, dependendo da cotação do dólar e dos tributos aplicáveis.
Com esse posicionamento, a TM-B passa a disputar espaço com marcas tradicionais do segmento premium, como Gazelle e Cannondale.
Entretanto, o modelo aposta justamente na diferenciação tecnológica para justificar o investimento.
Vale a pena investir em uma bicicleta elétrica premium?

A resposta depende do perfil do usuário.
Para quem busca apenas um meio de transporte urbano eficiente, existem bicicletas elétricas significativamente mais acessíveis.
Por outro lado, consumidores interessados em inovação, design diferenciado e tecnologias inéditas podem encontrar na TM-B uma proposta bastante exclusiva.
Seu sistema de propulsão, inspirado em soluções utilizadas na indústria automotiva, representa uma abordagem diferente para a mobilidade elétrica e mostra como o mercado de e-bikes continua evoluindo.
Embora ainda esteja restrita ao segmento premium, iniciativas como essa indicam que novas tecnologias poderão, no futuro, chegar também a modelos mais acessíveis, ampliando as opções para ciclistas em todo o mundo.
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