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É melhor investir na Bolsa antes ou depois das eleições?
Confira as melhores estratégias para investir na Bolsa nesse período pré-eleições presidenciais e como isso tem impacto sobre as ações
O primeiro turno das eleições presidenciais está cada vez mais perto, assim, investidores da Bolsa devem se preparar para lidar com os altos e baixos do mercado financeiro durante esse período.
Desse modo, os períodos eleitorais são, diversas vezes, marcados pela tensão na Bolsa. Mas, vale destacar que as ações já incorporam grande parte das incertezas e estão sendo negociadas a preços atraentes.
Portanto, o ideal é evitar ações mais voláteis nesse período devido a sua vulnerabilidade a interesses políticos. Então, é melhor ter cautela, sobretudo com as estatais. Em contrapartida, é válido buscar oportunidades em empresas exportadoras, cujos negócios estão concentrados somente no Brasil.
Ibovespa
Primeiramente, considerando o Ibovespa como referência, isto é, o índice que reúne todas as ações mais negociadas da Bolsa, essas ações custam hoje cerca de sete vezes o lucro gerado pelas empresas.
Portanto, essa relação entre preço e lucro é uma espécie de termômetro para medir se ações estão caras ou baratas. Sendo assim, ela sugere um ponto de entrada interessante, tendo em vista que está abaixo da média dos últimos cinco anos.
Impacto nas ações
Analistas apontam dois cenários possíveis a partir do desfecho das eleições. No primeiro cenário, escolhe-se o vencedor das eleições presidenciais e ocorre a diminuição das incertezas depois da eleição. Assim, a tensão se alivia e a Bolsa entra em um período de alta consistente.
Essa situação se sustenta na perspectiva de que, seja qual for o vencedor, não acontecerá descontrole das contas públicas, uma das principais preocupações dos investidores em relação ao Brasil.
“Não acreditamos em um cenário de irresponsabilidade fiscal, principalmente nos primeiros anos”, afirmou Wilson Barcellos, CEO da Azimut Brasil Wealth Management.
Já no segundo cenário possível, pode acontecer questionamentos ao resultado da eleição, com manifestações radicais nas ruas. Essa situação poderia provocar uma instabilidade ainda maior na Bolsa.
Essa possibilidade está no radar pelo fato de que o atual presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL), levanta suspeitas sobre a segurança das urnas eletrônicas.
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Sendo assim, de acordo com Gustavo Akamine, analista da Constância Investimentos, não é incomum a Bolsa variar para cima ou para baixo em cerca de 20% nas semanas após as eleições.
“O primeiro passo a ser dado pelo investidor é analisar se sua exposição em ações está de acordo com seu perfil de risco”, afirmou.
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Imagem: Golden Dayz/shutterstock.com
