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Economia brasileira abandona Europa e se volta para a Ásia

A ascensão da indústria chinesa no Brasil está reconfigurando o cenário econômico nacional, com impactos diretos em setores como o automotivo.

A ascensão da indústria chinesa no Brasil está marcando uma mudança significativa no panorama econômico do país. Nos últimos anos, as empresas chinesas têm ampliado sua influência, afetando diretamente os concorrentes tradicionais da América do Norte e da Europa.

Um exemplo evidente desse fenômeno é a crescente presença de veículos chineses nas vias brasileiras, indicando uma alteração na dinâmica do mercado automobilístico local.

Contudo, essa transformação não se limita ao setor automotivo, mas se estende por diversos segmentos da economia, como energia, tecnologia e infraestrutura. É essencial explorar como essa nova onda de investimentos chineses está moldando o mercado brasileiro e o que isso implica para a economia nacional.

Economia brasileira abandona Europa: como os carros chineses se popularizaram no Brasil?

Montagem com gráfico de inflação e moedas empilhadas sobrepondo.
Imagem: Phongphan / Shutterstock.com

O mercado automobilístico brasileiro, historicamente dominado por empresas europeias e norte-americanas, está passando por uma mudança drástica.

Montadoras chinesas como a Great Wall Motors e a BYD não só entraram nesse mercado, mas também expandiram rapidamente suas operações e participação de mercado, oferecendo modelos elétricos, híbridos e a combustão. Sua estratégia agressiva e investimento em tecnologia de ponta têm sido cruciais para esse sucesso.

Inovação é o foco

Além dos automóveis, as empresas chinesas estão realizando fortes investimentos em setores como energia limpa, digitalização e P&D.

O think tank Diálogo Interamericano ressalta que, ao contrário do passado, onde o foco estava nos recursos naturais, esses novos investimentos estão concentrados na inovação.

Qual o impacto dos avanços chineses nas indústrias estrangeiras?

Os avanços das indústrias chinesas têm impactado significativamente as indústrias estrangeiras, especialmente as europeias e norte-americanas. Enquanto o Brasil se beneficia da diversificação econômica e do aumento de empregos, empresas estrangeiras enfrentam desafios.

Por exemplo, a Alemanha, que historicamente teve uma forte presença industrial no Brasil, está vendo suas empresas perderem espaço para os produtos chineses. Essa tendência se repete em outros setores, com empresas europeias e norte-americanas enfrentando dificuldades diante da concorrência chinesa, que muitas vezes oferece produtos mais baratos e competitivos.

A relação comercial Brasil-China pode influenciar a economia global?

A saber, as empresas chinesas enxergam no Brasil não apenas uma porta de entrada para a América Latina, mas também um aliado estratégico crucial em termos de exportação e inovação tecnológica.

Em 2023, as exportações brasileiras para a China alcançaram a marca dos 105 bilhões de dólares, ressaltando a importância desse laço comercial. Por outro lado, o déficit na balança comercial com a Alemanha evidenciou a mudança de centro na influência econômica global.

Perspectivas de longo prazo

Especialistas indicam que o fortalecimento das relações sino-brasileiras provavelmente seguirá em ascensão, com o Brasil possivelmente realinhando suas políticas econômicas e comerciais de forma mais acentuada em direção ao leste asiático nos próximos anos.

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Essa trajetória pode acarretar em uma redução da dependência brasileira dos mercados tradicionais, como Europa e América do Norte, contribuindo para a consolidação ainda maior da presença chinesa no território nacional.

Imagem: gopixa/ Shutterstock.com