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Economia brasileira deve crescer quase 3%, segundo o Banco Central

%Resumo% Levantamento do Banco Central aponta um crescimento de 2,7% da economia para este ano e estima novo percentual para 2023. Confira!

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago3 min de leitura
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Tempo estimado de leitura: 3 minutos

De acordo com o Relatório de Inflação publicado pelo Banco Central, a estimativa para o crescimento econômico do Brasil cresceu de 1,7% para 2,7% em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). 

O documento é publicado trimestralmente, sendo que o último foi divulgado no mês de junho. 

Fatores de melhora na economia brasileira 

Segundo o BC, alguns fatores como o arrefecimento da inflação e o aumento do valor do Auxílio Brasil, são os principais motivos para a melhora das estimativas do cenário econômico brasileiro.

No segundo trimestre deste ano, o PIB aumentou em 1,2% em comparação ao período anterior, com a retomada das atividades presenciais e o maior consumo das famílias brasileiras. Foi a quarta vez consecutiva de melhora apontada pelo índice.

A autoridade monetária acredita que no próximo trimestre deve haver outro crescimento, contudo, em nível um pouco menor.

A indústria avançou de 1,2% para 2,4% devido à melhora nos diversos setores industriais. Em relação aos serviços, também houve um aumento na estimativa, de 2,1% para 3,4%, com melhora nos setores de forma geral. 

Em contrapartida, as projeções da agropecuária e pecuária foram reduzidas, com os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que apontam recuo na produção de grãos e cana-de-açúcar. 

Para 2023, a estimativa do Banco Central em relação ao PIB é de crescimento de 1%.

Melhora da inflação 

Nos últimos dois meses, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial da inflação no país, registrou resultados negativos. Agora, a taxa inflacionária do país é de 8,73% no acumulado de 12 meses, após um bom período de alta e na casa dos dois dígitos. 

A queda na inflação foi puxada pelos preços dos combustíveis e energia elétrica. 

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O Governo Federal adotou medidas, como a desoneração de impostos e a fixação de um teto para o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre os combustíveis, energia elétrica, telecomunicações e transportes. 

Nesse sentido, os preços dos combustíveis caíram de forma expressiva nas últimas semanas, bem como o valor da energia elétrica. 

Contudo, vale lembrar, que essas medidas são válidas até dezembro deste ano e são elas que têm retraído a taxa da inflação, de forma localizada. A maioria dos outros setores ainda segue em níveis considerados altos. 

Dessa forma, pode ser que no próximo ano, os preços voltem a ficar pressionados e a economia demore um pouco mais para se recuperar. 

Imagem: rafastockbr / Shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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