Para o presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva (PT), a política monetária adotada pelo Banco Central (BC) está comprometendo mais o consumo e o crédito das famílias brasileiras do que o necessário. Em decisão do BC, a taxa Selic manteve-se em 13,75%.
Economistas declaram apoio a Lula e pedem queda na taxa de juros
Críticas do presidente Lula em relação à política monetária do Banco Central ganham força na última semana. Entenda o contexto
Em resumo, a elevação da taxa básica de juros é relacionada ao controle da inflação. Nesse sentido, quando os preços estão acima da inflação, o BC aumenta a taxa básica de juros, que reduz a procura por crédito e limita o consumo dos trabalhadores.
“É só ver a carta do Copom para ver que é uma vergonha esse aumento de juros. (…) Se eu, que fui eleito, não posso falar, quem pode?”, reflete Lula. O pronunciamento é relativo às declarações resultantes de sua crítica à independência do BC.
Lula recebe apoio de parlamentares e estudiosos
Durante o evento de 43 anos do Partido dos Trabalhadores, a ex-presidente Dilma Roussef esclareceu o seu posicionamento quanto à questão: “Quando o presidente questiona a taxa de juros, ele está defendendo o futuro de seu governo”. Para ela, esta alta pode levar o Brasil a “um momento de perda de renda, de emprego”, que comprometerá mais os cidadãos, que já passam por diversos problemas.
Ademais, neste final de semana, um grupo de economistas criou um manifesto, cujas assinaturas somam mais de 2,4 mil nomes. Dentre os especialistas organizadores estão Luiz Carlos Bresser-Pereira, Monica de Bolle, Luciano Coutinho, Luiz Gonzaga Belluzzo e Antonio Corrêa de Lacerda.
Os economistas possuem um viés de pensamento econômico desenvolvimentista e nomearam o manifesto de “Taxa de Juros para a Estabilidade Duradoura”. Em trecho, os autores afirmam a necessidade de uma visão mais ampla da situação econômica brasileira:
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“O governo de amplo espectro mostra o compromisso com a inclusão e a governabilidade. Mas é preciso mais. A superação dos desafios brasileiros só pode ser alcançada com uma nova política econômica, promotora de crescimento e prosperidade compartilhada.”
Além disso, eles citam diretamente uma das medidas apontadas por Lula para alcançar uma realidade mais otimista. “A razoabilidade da taxa de juros é uma condição indispensável para a normalidade econômica”, afirma-se em trecho do manifesto.
Imagem: Tomaz Silva / Agência Brasil
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