A equipe do presidente Lula (PT) já começou a mobilizar os senadores que votam amanhã (1) para a eleição de presidente do Senado. Isso porque o atual governo busca garantir a vitória de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), atual presidente da Casa Legislativa.
Eleição no Senado: Rogério Marinho e Rodrigo Pacheco disputam cargos de presidência nesta quarta-feira (1)
Votação nas duas Casas acontece nesta quarta-feira (1), mas a vitória de Rodrigo Pacheco (PSD) é aguardada pelo atual governo. Entenda!
O cuidado em conversar com outros parlamentares está acontecendo devido à mudança de votos de senadores do próprio partido de Pacheco. Isso porque, nos últimos dias, houve intenção de voto por vários senadores para o candidato da oposição, Rogério Marinho (PL-RN).
Além disso, na Câmara, o PT apoia junto com outros 20 partidos a reeleição do atual presidente da Câmara, Arthur Lira. Neste caso, o governo vê com maior tranquilidade a vitória, já que pela base dos partidos que devem votar em Lira, ele terá mais de 490 dos 513 votos totais.
Importância da reeleição de Rodrigo Pacheco para o governo Lula
A possibilidade de eleger outro senador para presidente da Casa, que não seja o atual, é vista por Lula como uma grande derrota.
Afinal, seu adversário é apoiador do ex-presidente Bolsonaro (PL), e uma vitória de Marinho traria um indicativo real de que o Senado mudou de lado, uma vez que no governo anterior a Casa se mostrou contrária ao presidente.
Presidente do PL articula o apoio ao adversário de Pacheco pela presidência do Senado. Em contraponto à movimentação realizada pela equipe do PT, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, também está articulando a vitória de Rogério Marinho para o Senado.
Para isso, ele realizou um jantar de apoio com senadores e teve, inclusive, a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Em determinado momento do encontro, Bolsonaro falou por meio de chamada de vídeo com os seus apoiadores e garantiu que Marinho ganharia a disputa.
Lula exonera ministros para que possam votar em Rodrigo Pacheco no Senado
Com os ânimos acirrados e similares aos que precederam a eleição entre Lula e Bolsonaro, os dois lados buscam aliados na reta final para a presidência do Senado.
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Por isso, o presidente Lula (PT) decidiu exonerar alguns ministros que são senadores para ampliar o apoio necessário para a vitória de Pacheco.
Por exemplo, Wellington Dias, Camilo Santana e Flávio Dino. Com eles, Rodrigo Pacheco teria 42 votos, ou seja, 1 a mais do que o mínimo necessário para ganhar o primeiro turno.
Já Marinho soma, até o momento, 23 votos. Ainda falta o apoio oficial de partidos como o União Brasil, PSDB e Podemos.
Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
