Nesta sexta-feira (14), o governo da França, após uma onda de protestos, obteve uma vitória, pois o Conselho Constitucional da França aprovou a Reforma da Previdência proposta pelo presidente Emmanuel Macron.
Em meio a protestos, reforma da previdência é aprovada
A Reforma da Previdência irá aumentar a idade para se aposentar de 62 para 64 anos até 2030. Veja mais detalhes!
Embora a decisão já tenha sido publicada pelo portal do Conselho Constitucional francês, há algumas ressalvas. A idade mínima de aposentadoria, tópico mais polêmico do texto, que havia sido fixada em 64 anos, não foi alterada pelos “sábios”.
Derrota da oposição
Além de autorizar a Reforma da Previdência, a Corte rejeitou a proposta da oposição de que o projeto fosse referendado pela população. De acordo com as pesquisas, 70% dos franceses reprovam a Reforma da Previdência.
No entanto, em sua conta no Twitter, a primeira-ministra da França, Élisabeth Borne, escreveu que acredita que “não há vencedor ou perdedor”.
Reforma da Previdência sem aprovação do Parlamento
Macron e Borne foram duramente criticados ao utilizarem o Artigo 49.3, um dispositivo da Constituição Francesa que autoriza a imposição de legislações sem a aprovação do Parlamento, considerado polêmico e quase nunca utilizado no país.
De acordo com Olivier Dussopt, ministro do Trabalho francês, a reforma será implementada a partir do dia 1º de setembro, com a pasta totalmente mobilizada para isso.
Protestos
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+311 mil seguidores
Na quinta-feira (13), de acordo com o Ministério do Interior, 380 mil pessoas foram às ruas na França para tentar barrar a aprovação da medida. O protesto gerou confronto entre os manifestantes e os policiais. Um prédio em Paris, que abriga lojas de luxo foi invadido por um grupo de manifestantes que portavam bandeiras e sinalizadores.
Diante da aprovação, os sindicatos franceses convocaram uma “mobilização excepcional” para o dia 1º de maio contra a Reforma da Previdência de Macron, que irá aumentar a idade para se aposentar de 62 para 64 anos até 2030.
As centrais sindicais, que se recusaram a se reunir com o presidente francês antes desta data, divulgaram uma nota conjunta onde pedem que Macron não promulgue a lei.
Imagem: MIND AND I / Shutterstock
