De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no trimestre encerrado em março deste ano, sete das dez atividades econômicas do Brasil registraram demissões.
Ademais, entre o trimestre encerrado em dezembro de 2022 e aquele terminado em março de 2023, foram criadas vagas apenas nas seguintes atividades:
- Transporte e armazenagem: 34 mil;
- Alojamento e alimentação: 55 mil;
- Informação, comunicação e atividades financeiras, profissionais e administrativas: 81 mil.
Demissões no Brasil
As demissões no primeiro trimestre ocorreram nos seguintes segmentos da economia:
- Indústria: -245 mil;
- Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: -245 mil;
- Construção: -215 mil;
- Outros serviços: -231 mil;
- Comércio: -294 mil;
- Serviços domésticos: -134 mil;
- Agricultura: -201 mil.
Diante disso, as únicas atividades que registraram perdas, considerando o período de um ano, foram a agricultura, com a demissão de mais de 456 mil trabalhadores, e a construção, que demitiu 61 mil pessoas.
Contratações em um ano
Os setores que contrataram em um ano foram:
- Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: +815 mil;
- Comércio: +552 mil;
- Alojamento e alimentação: +93 mil;
- Serviços domésticos: +70 mil;
- Indústria +262 mil;
- Informação, comunicação e atividades financeiras: +673 mil;
- Transporte: +396 mil;
- Outros serviços: +215 mil.
Contratações no segundo trimestre
Segundo dados da Pesquisa de Expectativa de Emprego – Q2 2023, feita pelo ManpowerGroup, no Brasil, São Paulo é o estado com maior taxa de intenções de contratação no segundo trimestre deste ano, com 27%. Em segundo, ficou Minas Gerais, com 26%.
De acordo com o apurado, o Brasil é o 24º país mais otimista em relação a admissões, ficando empatado com Turquia e Reino Unido. Na lista estão 42 países. Nesse sentido, a porcentagem de empregadores brasileiros que desejam contratar no segundo trimestre aumentou 4 pontos percentuais e chegou a 46%.
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