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Calendário econômico da semana destaca inflação e atividade econômica no Brasil

Agenda econômica da semana destaca inflação, atividade e indicadores que influenciam a política monetária no Brasil.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos5 min de leitura
Brasil surpreende e lidera crescimento global no 1º trimestre Imagem de um cofre em formato de porco e uma bandeira do Brasil ao fundo atividade econômica

A agenda econômica da semana começa com importantes indicadores no Brasil que devem impactar as expectativas do mercado sobre a trajetória da política monetária e o ritmo de crescimento da economia. Após um início de julho marcado por dados mistos — com um mercado de trabalho resistente, mas produção industrial em desaceleração — a atenção está voltada para a inflação, atividade econômica e sinais de comportamento do setor produtivo.

Além do cenário doméstico, os mercados internacionais seguem atentos aos dados dos Estados Unidos, China e Europa, que influenciam a dinâmica global e o cenário de investimentos. Confira a seguir um panorama detalhado das principais leituras que

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Panorama econômico recente no Brasil

Ilustração com bandeira do Brasil em formato de gráfico
Imagem: Ronnie Chua / shutterstock.com

Na semana anterior, o Brasil mostrou força no mercado de trabalho, conforme dados do Caged que indicam recuperação e estabilidade na geração de empregos. No entanto, a produção industrial referente a maio decepcionou, apresentando resultado abaixo do esperado e sugerindo uma desaceleração na atividade econômica.

No campo da inflação, o IPCA-15 apontou sinais de alívio, mesmo com pressões pontuais em itens como a energia elétrica. Essa combinação reforça a ideia de que a inflação pode continuar cedendo gradualmente, ajudando a manter a taxa Selic estável ou até possibilitando algum ajuste futuro.

Indicadores-chave para a semana

Inflação sob observação

O IGP-DI de junho, que abre a agenda na segunda-feira (7), chega com projeções de deflação, o que segue a tendência de desaceleração dos preços ao produtor. Também serão divulgados durante a semana o IPC-S e o IPCA de junho — este último, principal índice oficial de inflação no Brasil, que tem expectativa de alta moderada, em torno de 0,19% para o mês.

Complementando essa análise, dados da produção agrícola e índices da Fipe ajudarão a compor um retrato mais completo da inflação, especialmente nos setores de alimentos e serviços, que têm peso relevante na composição dos índices.

Atividade econômica e confiança do setor produtivo

O foco no desempenho real da economia também está voltado para as pesquisas mensais do IBGE. Na terça-feira (8), o comércio detalha seu desempenho em maio, seguido pela divulgação da pesquisa mensal de serviços na sexta-feira (11). Ainda na sexta, a produção industrial regional também será revelada, permitindo avaliar as diferenças entre as regiões e setores da indústria.

Além disso, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) trará insights sobre o sentimento do setor produtivo no mês de julho, apontando o grau de otimismo ou cautela diante do cenário econômico.

Outros indicadores relevantes da semana

Entre os demais indicadores, merece destaque o relatório Focus do Banco Central, divulgado semanalmente, que reúne expectativas do mercado para variáveis como inflação, crescimento e juros. Também serão apresentados dados sobre produção e venda de veículos pela Anfavea, que refletem a saúde da indústria automotiva.

O Banco Central também divulgará o Índice de Commodities Brasil (IC-Br) e o fluxo cambial semanal, ambos indicadores importantes para monitorar a movimentação de capital e a dinâmica dos preços das commodities, que têm peso significativo na economia brasileira.

Olhar global: EUA, China e Europa

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No cenário internacional, a atenção está voltada para a ata da última reunião do FOMC (Federal Open Market Committee) dos Estados Unidos, marcada para quarta-feira (9). O documento poderá trazer pistas sobre a avaliação do Fed quanto à inflação, emprego e a possibilidade de cortes de juros ainda em 2024, cenário que impacta diretamente o mercado financeiro global.

Na China, serão divulgados na terça-feira (8) os principais índices de preços ao produtor (PPI) e ao consumidor (CPI) referentes a junho. Esses números são essenciais para entender a dinâmica inflacionária do maior parceiro comercial do Brasil e seu processo de recuperação econômica.

Na Europa, os dados sobre vendas no varejo da zona do euro (segunda) e o índice de preços ao consumidor da Alemanha (sexta) serão observados atentamente em meio às dúvidas sobre o ritmo da atividade econômica e as decisões do Banco Central Europeu (BCE) sobre política monetária.

Agenda detalhada da semana

DiaPaísEventoHorário (Brasília)
Segunda-feira 07/07BrasilIGP-DI (junho) – FGV08:00
BrasilRelatório Focus (semanal) – BCB08:25
BrasilProdução e venda de veículos (junho) – Anfavea11:00
Zona do EuroVendas no varejo (maio)06:00
Terça-feira 08/07BrasilIPC-S (semanal) – FGV08:00
BrasilPesquisa Mensal de Comércio (maio) – IBGE09:00
EUACrédito ao consumidor (maio) – Fed16:00
ChinaÍndice de preços ao produtor e consumidor (junho)22:30
Quarta-feira 09/07BrasilIGP-M (1ª prévia de julho) – FGV08:00
BrasilÍndice de Commodities Brasil e fluxo cambial – BCB14:30
EUAAta da reunião do FOMC15:00
Quinta-feira 10/07BrasilIPC (semanal) – FIPE05:00
BrasilIPCA (junho) e Levantamento da produção agrícola – IBGE09:00
EUAPedidos de auxílio desemprego (semanal)09:30
Sexta-feira 11/07BrasilPesquisa Mensal de Serviços e Industrial Regional (maio) – IBGE09:00
BrasilÍndice de Confiança do Empresário Industrial – CNI10:00
AlemanhaÍndice de preços ao consumidor (junho)03:00
EUAResultado fiscal mensal (junho)15:00

Expectativas e impacto para os investidores

Dois dados, um em cima do outro. O de cima tem o símbolo de porcentagem, enquanto o de baixo tem duas setas, uma para cima e outra para baixo. inflação IPC parcelamento
Imagem: Dmitry Demidovich / Shutterstock.com

Os indicadores brasileiros devem ajudar a calibrar as expectativas do mercado financeiro e do Banco Central quanto à continuidade do ciclo de alta ou estabilidade da Selic. Com a inflação mostrando sinais de desaceleração, a pressão para manutenção dos juros elevados tende a diminuir, o que pode abrir espaço para uma trajetória de queda mais adiante, caso a atividade econômica se mantenha resiliente.

Do lado externo, o comportamento do Fed e os dados da China influenciam a entrada e saída de capitais no país, além de afetar as commodities, que são componentes importantes da balança comercial brasileira.

Com informações de: InfoMoney

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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