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Empresa de calçados que fechou fábrica sem avisar funcionários tem a falência decretada

O fechamento da empresa de calçados gerou indignação entre os trabalhadores que agora buscam pelas verbas rescisórias. Entenda!

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque2 min de leitura
Malhete batendo em um porquinho, que representa as finanças. O objeto tem um curativo em um dos olhos. O fundo da imagem está em vermelho.

Em um cenário de crise econômica e mudanças no setor industrial, a empresa de calçados, que já enfrentava dificuldades financeiras, tomou uma decisão drástica e fechou sua fábrica sem aviso prévio aos funcionários, gerando indignação nos clientes e trabalhadores. 

A surpreendente decisão de encerrar as atividades sem qualquer comunicação prévia aos trabalhadores foi um golpe devastador para centenas de famílias que dependiam daquela fonte de renda. 

Além disso, a falta de transparência e consideração com os funcionários contribuiu para um clima de desconfiança. A empresa entrou com o pedido de recuperação judicial há cerca de nove meses com dívidas de R$ 32,7 milhões. 

Empresa teve falência decretada pela Justiça

A Justiça decretou a falência do Grupo São Francisco. Dessa forma, as empresas Madra, Hiker, G. da Silva e São Francisco Indústria de Calçados, que estão envolvidas nas operações em Parobé e São Francisco de Paula, no Rio Grande do Sul, foram afetadas. 

Os funcionários tiveram dois dias de folga por conta do feriado municipal. Contudo, após retornarem ao trabalho, se surpreenderam com as fábricas de portas fechadas. Além disso, em algumas unidades, os trabalhadores se depararam com máquinas sendo retiradas dos espaços. 

Em entrevista ao portal Gauchazh, o advogado Diego Estevez,  que até então administrava a recuperação judicial da empresa, afirmou que “Quando soubemos do fato, mandamos uma equipe. Eu mesmo fui, e vi a fábrica esvaziada. Relatamos isso à Justiça, que decretou a falência. Hoje, a empresa está lacrada e estamos tomando as providências, como organizando o leilão dos bens que ficaram”.

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E agora? 

O sindicato dos sapateiros, bem como a Justiça, tentam encontrar o diretor da empresa. O executivo saiu da cidade, deixando cerca de 120 funcionários na mão. O presidente à frente dos sapateiros em Parobé, João Nadir, relatou que já abriram o processo em busca do pagamento das verbas rescisórias, bem como outros direitos dos trabalhadores.

Imagem: Tattoboo / Shutterstock.com

Adriana Albuquerque

Autor

Adriana Albuquerque

Estudante de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

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