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Empresa fecha fábrica e demite todos os funcionários

Empresa fecha fábrica de calçados e demite todos os 300 funcionários. Saiba onde isso aconteceu e o porquê da demissão em massa.

Ana LuisaPor Ana Luisa2 min de leitura
Carteira de Trabalho e caneta sobre superfície em que se lê a palavra "demissão"

Empresa fecha fábrica de sapatos em Crissiumal, no Rio Grande do Sul, e manda todos os 300 funcionários embora. A Malu Calçados atuava há mais de 14 anos na cidade e era a maior fonte de ICMS para a prefeitura. 

A fábrica fazia parte do grupo Minuano, empresa que trabalha com produtos de couro. Entretanto, a corporação está passando por um processo de recuperação judicial e precisou encerrar as atividades para manter a viabilidade da empresa.  

De acordo com a diretora do grupo, Bárbara Enzweiler, a planta de Crissiumal estava dando prejuízos e não era mais possível mantê-la operando. Por isso, foi decidido pela interrupção das atividades em janeiro e pelo desligamento dos 300 funcionários. 

Empresa fecha fábrica e demite todo mundo

O fechamento da unidade não foi uma surpresa, já que ele estava previsto no plano de recuperação judicial da empresa, que foi aprovado em 2020. Entretanto, Bárbara afirma que esse não seria um fechamento definitivo, já que foi uma “paralisação por tempo indeterminado”.

No entanto, diante da ausência de bons resultados, a decisão de fechamento da Malu Calçados foi uma medida drástica, mas necessária para a saúde financeira do grupo. 

Apesar de a empresa ter fechado a fábrica e mandado os funcionários embora, Enzweiler afirma que os contratos das gestantes que trabalhavam no local continuarão ativos. Ou seja, as mulheres grávidas receberão seus salários normalmente até o fim da gestação.

Sindicato está de olho

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O sindicato responsável já enviou observadores para avaliar a situação. Representantes da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Calçado e do Vestuário do Estado do Rio Grande do Sul (FETICVERGS) estavam na cidade. 

O presidente da organização, João Nadir Pires, está surpreso com a Minuano. Mesmo a empresa estando em recuperação judicial, ela pagou todos os direitos trabalhistas dos 300 funcionários desligados.

Imagem: Gabriel_Ramos/shutterstock.com

Ana Luisa

Autor

Ana Luisa

Jornalista formada na UFV e redatora

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