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Empresária acusa ex-marido de roubar marca milionária

Estilista acusa ex-marido de roubar marca milionária. A empresária conta que violência patrimonial é mais comum do que se imagina.

Avatar de Hannah Aragão Hannah Aragão · · 2 min de leitura
Imagem de editorial de moda. Na foto aparece no canto direito uma mulher em pé vestindo uma camisa amarela de mangas compridas. O rosto da mulher não está enquadrado

Estilista acusa ex-marido de roubar marca milionária. De acordo com a empresária Aline Place, a violência patrimonial é mais comum do que se imagina.

A estilista carioca de 47 anos viu sua marca de prestígio, criada por ela, ser atingida pela violência patrimonial. Atualmente, ainda existem inúmeros processos na justiça para tentar resolver a situação.

Estilista expõe situação de violência patrimonial

Em entrevista dada ao Portal Nós*, Aline compartilhou sua história. Em 2011 começou a trabalhar com venda de bijuterias para lojas e recebia ajuda financeira do pai para cursar moda.

Pouco tempo depois, a estilista deu início a sua marca Saia com Arte. Aline tinha uma sócia para cuidar da parte administrativa e financeira, enquanto cuidava da parte criativa e desenvolvimento das coleções. A sociedade se desfez por questões financeiras e Aline entrou em depressão.

Já em um relacionamento sério, a estilista aceitou passar o nome da marca para o nome do companheiro. A situação aconteceu em meio a ascensão da marca desenvolvida e gerida por Aline.

O casamento entrou em crise e a empresária conta que o ex se tornou agressivo e passou a tratá-la como empregada. Durante o processo do divórcio, Aline se deu conta de que tudo estava no nome do ex-companheiro, e relata que a situação fez com que ele a impedisse de entrar na própria empresa.

Caso de roubo de marca se soma a tantos outros

O episódio em que foi impedida de entrar na empresa por um segurança foi apenas um dos relatos de violência sofrida. A marca Saia com Arte acumulou dívidas milionárias e entrou em processo de falência.

Diante de todo o prejuízo sofrido por Aline, o processo litigioso ainda corre na justiça. Na tentativa de recomeçar, Aline tentou registrar uma nova marca com seu nome civil, mas descobriu que o ex já havia realizado o registro. Os atos de violência seguiram com a compra de domínios dos sites, por dez anos, por parte do ex de Aline. 

Presente no artigo 7° da Lei Maria da Penha, a violência patrimonial se trata de condutas que visam afetar diretamente os bens e controle financeiro de alguém.

Em mais uma tentativa de se reerguer, Aline lançou em 2021 a coleção intitulada “Mulheres Roubadas”, que retrata mulheres importantes da história que também foram vítimas de violência patrimonial. 

*Contém informações do Portal Nós 

Foto: Reprodução/Instagram

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