Empréstimo com FGTS: o que acontece em caso de demissão?
Empréstimo com FGTS: o que acontece em caso de demissão?
Quer saber o que acontece com seu empréstimo pelo FGTS em caso de demissão? Leia agora e descubra como se proteger financeiramente.
O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é um direito dos trabalhadores brasileiros que funciona como uma espécie de poupança obrigatória para casos de demissão sem justa causa, doenças graves, aposentadoria ou outras situações previstas em lei.
Além disso, o FGTS também pode ser usado como garantia em empréstimos consignados, uma modalidade de crédito em que as parcelas são descontadas diretamente do salário do trabalhador.
O que é empréstimo com FGTS?
O empréstimo com FGTS é uma modalidade de crédito em que o trabalhador utiliza seu saldo do FGTS como garantia para obter um empréstimo consignado. Dessa forma, nessa modalidade, as parcelas são descontadas diretamente do salário do trabalhador, o que torna as taxas de juros mais baixas do que em outras modalidades de crédito.
Como solicitar
Para solicitar um empréstimo com FGTS, o trabalhador deve ter saldo suficiente em sua conta do FGTS para cobrir o valor do empréstimo pretendido.
Além disso, é necessário ter margem consignável, ou seja, um limite máximo de comprometimento do salário com empréstimos consignados, que é estabelecido pela legislação. O prazo máximo para pagamento do empréstimo é de 48 meses.
Para solicitar este empréstimo, é necessário atender a alguns pré-requisitos. É possível solicitá-lo tanto se você tiver uma conta ativa quanto inativa, desde que haja saldo disponível. Além disso, você deve cumprir os seguintes critérios:
- Ter pelo menos 18 anos ou ser emancipado legalmente;
- Possuir saldo disponível em contas ativas ou inativas do FGTS;
- Ter optado pelo saque-aniversário pelo aplicativo do FGTS;
- Ter um saldo mínimo na conta para a contratação;
- Apresentar documentos de identificação com foto, como RG ou CNH.
O que acontece em caso de demissão?
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Caso o trabalhador seja demitido sem justa causa enquanto ainda está pagando o empréstimo com FGTS, ele deverá quitar o saldo devedor com o banco ou instituição financeira que concedeu o empréstimo.
Se o saldo do FGTS não for suficiente para cobrir o valor total do empréstimo, o trabalhador deverá arcar com a diferença. A demissão sem justa causa pode afetar a margem consignável do trabalhador, o que pode dificultar a obtenção de novos empréstimos consignados.
É importante estar ciente dos riscos envolvidos, principalmente em caso de demissão sem justa causa. Por isso, antes de contratar um empréstimo com FGTS, é fundamental fazer uma análise criteriosa da sua capacidade de pagamento e das condições oferecidas pelo banco ou instituição financeira.
Imagem: Etalbr/ shutterstock.com
