O Banco Central anunciou nesta terça-feira (23) algumas medidas que podem facilitar o empréstimo para pequenas empresas, oferecendo a elas mais capital de giro. O setor é um dos que mais vêm sendo afetados durante a pandemia. Dessa forma, a ação do banco seria uma forma de incluir, ainda mais, empresas com faturamento anual de até R$ 50 milhões na economia.

Segundo o banco, o saldo de operações de crédito para financiamento de capital de giro para essas empresas, contratadas de 29 de junho a 31 de dezembro de 2020, deve ser deduzido da exigência de recolhimento compulsório sobre recursos depositados em poupança pelo prazo de até três anos. Confira, a seguir, quais os principais objetivos do Banco Central com o empréstimo para pequenas empresas e como a medida vai funcionar.

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Entenda os objetivos da medida

Ao conceder empréstimo para pequenas empresas, o objetivo do Banco Central é mitigar e prevenir os efeitos econômicos da pandemia do novo coronavírus. De acordo com o banco, embora as medidas que foram adotadas até aqui tenham sido efetivas em promover mais liquidez e regular o funcionamento dos mercados, as empresas de menor porte ainda sofrem dificuldades no acesso a linhas de crédito. Assim, o empréstimo para pequenas empresas ajudaria a atravessar esse momento de incerteza.

Segundo dados do Banco Central, a estimativa, com a medida, é liberar até R$ 55,8 bilhões em empréstimo para pequenas empresas. O banco também avalia que a forte captação recente dos depósitos de poupança permitirá a adoção da medida, ao mesmo tempo em que não comprometerá o gerenciamento dos ativos e passivos bancários.

Empréstimo para pequenas empresas busca assegurar mais liquidez

Por fim, buscando incentivar a aplicação, 30% do saldo da exigibilidade de depósito de poupança não será remunerada até o final do ano. Isso se o valor total deduzido pela instituição financeira com as operações de crédito e as aplicações em DPGE não atingirem 5% da exigibilidade dessas modalidades a partir de 10 de agosto e 10% a partir de 8 de setembro de 2020. Tudo visando tornar possível economicamente o empréstimo para pequenas empresas.

Além disso, as empresas terão a possibilidade de deduzir as aplicações em Depósitos a Prazo com Garantia Especial (DPGE) de instituições financeiras dos segmentos de regulação S3, S4 e S5. Nesse sentido, o DPGE funciona como um depósito a prazo com garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que tem objetivo de assegurar liquidez às pequenas empresas em um ambiente de maior risco, como é o momento atual, devido à pandemia.

O Banco Central também reduziu de 50% para 35% o Fator de Ponderação de Risco (FPR) nas exposições de DPGE quando o depositante se tratar de instituição associada ao FGC. Com todas essas medidas, a expectativa é que o empréstimo para pequenas empresas seja uma realidade mais presente em breve. Assim, deve-se acolher as instituições de menor porte e buscar frear, ainda mais, o avanço da crise econômica.

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Imagem destacada: Rawpixel.com, via Shutterstock

Sobre o Autor

Bruna Valtrick

Redatora

Graduada em Jornalismo, apaixonada por escrita, linguagem e comunicação. Experiência em marketing digital e em redação publicitária.

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