Nesta semana, a fintech Cora recebeu a licença do Banco Central para operar como uma Sociedade de Crédito Direto (SCD). Com isso, agora a Cora vai lançar cartão de crédito e débito para pequenas e médias empresas. Sendo assim, a fintech tentará se tornar uma referência na área financeira para empresas de pequeno e médio porte.

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Como surgiu a fintech Cora?

A fintech foi criada por Igor Senra e Leonardo Mendes, dois empreendedores que já haviam criado a empresa de pagamentos Moip. Com o crescimento da Moip, a grande visibilidade foi inevitável e, em 2016, o grupo europeu Wirecard acabou comprando a startup.

Após a venda da Moip, os empreendedores começaram a buscar outros mercados, como o de pequenas e médias empresas. Assim surgiu a Cora, que oferece serviços financeiros apenas para pessoa jurídica, ao contrário dos bancos tradicionais.

Aporte de US$ 10 milhões foi utilizado construir o produto da fintech

Recentemente, a fintech recebeu um aporte de US$ 10 milhões do fundo de investimentos KaszeK, criado por fundadores do marketplace Mercado Livre e investidores de fintechs como Contabilizei, Creditas, Nubank e Warren. Completaram a injeção de recursos o fundo Ribbit Capital (Brex, Conta Azul, Nubank e Warren) e investidores-anjo.

Os recursos injetados pelos investidores foram usados pela Cora para construir seu produto e criar canais de aquisição para empreendedores. Assim, desde o fim de abril a Cora vem focando na aquisição de novos clientes, inclusive começou a divulgar a sua ferramenta nas lojas de aplicativos. Entre os serviços que a fintech oferece, temos a conta digital, emissão de boletos, pagamento de contas e transferências bancárias.

Qual o público-alvo da Cora?

A Cora foca em empreendimentos com faturamento bruto anual que chegam a R$ 4,8 milhões , que é o limite permitido pelo regime de tributação Simples Nacional. Já são 5 mil pequenas e médias empresas e quase 1000 delas estão cadastradas no aplicativo da Cora.

Cora vai lançar cartão de crédito e débito para pequenas e médias empresas

Com a Sociedade de Crédito Direto (SCD), a Cora pode oferecer seus serviços sem depender de outras empresas. Como exemplo, podemos citar a emissão de boletos, que era feita em parceria com o Banco do Brasil.

Primeiramente, a fintech deverá ter seu próprio endereço bancário, o que deverá permitir ao cliente fazer transferências diretamente para a conta da Cora. Por enquanto, isso só pode ser feito por meio da geração de um boleto para realizar o depósito.

Além disso, os serviços de crédito serão lançados pela fintech ainda em junho, com os cartões de crédito e débito para pequenas e médias empresas. Igor Senra falou sobre isso ao site Pequenas Empresas, Grandes Negócios:

“Vemos um mercado ainda muito subpenetrado no crédito para pequenas e médias empresas. Vimos nesta pandemia como a estrutura criada pelo governo não conseguiu distribuir recursos para todos os negócios.”

Com a licença de Sociedade de Crédito Direto (SCD), as empresas terão uma certa segurança, pois, segundo a Cora, os recursos depositados pelos usuários ficam hospedados no próprio Banco Central. Dessa forma, em caso de saques em massa, a instituição não tem como barrar tais pedidos.

São projetados pela fintech ao menos 10 mil clientes ativos até o final deste ano.

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Imagem: Reprodução/Cora