Nos últimos dias, o tema dos empréstimos consignados para beneficiários de programas sociais tem sido alvo de debate e controvérsia. Em sua maioria, o Supremo Tribunal Federal (STF) votou a favor da manutenção da liberação desse serviço.
Empréstimos consignados de benefícios sociais vão acabar?
Atualmente, quem recebe o Bolsa Família ou BPC tem direito ao empréstimo consignado. Saiba se ele tem chances de acabar!
No entanto, o ministro Alexandre de Moraes suspendeu o julgamento e, até o momento, não se sabe quando o processo retornará. Para responder a questão de preocupação sobre o fim dos consignados, é importante destacar que a maioria dos votos foram favoráveis.
Nesse sentido, as possibilidades do empréstimo consignado chegarem ao fim, para aqueles que recebem o Benefício por Prestação Continuada (BPC) e o Bolsa Família, são baixas. Entenda mais detalhes a seguir.
Detalhes sobre os empréstimos consignados dos benefícios sociais
O caso em questão envolve a liminar enviada ano passado pelo ministro Kássio Nunes Marques. Ele rejeitou uma ação do PDT, que buscava acabar com a concessão de empréstimos pessoais aos beneficiários do BPC e do então Auxílio Brasil.
Naquela época, o partido argumentou que essa modalidade poderia levar ao superendividamento de pessoas vulneráveis. Sendo assim, o valor do benefício seria comprometido antes mesmo de ser recebido.
Durante a votação, Marques defendeu a constitucionalidade da ampliação do acesso ao crédito consignado. Ele afirmou que a lei vigente não apresenta incompatibilidades com os preceitos constitucionais.
Por fim, seu voto foi seguido pelos ministros Edson Fachin, Dias Toffoli, Luiz Fux, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Paralelamente a esse contexto judicial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou sua indignação em relação aos juros aplicados nos empréstimos consignados.
Lula se mostra insatisfeito com os juros
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Durante seu programa semanal “Conversa com o presidente”, Lula criticou a taxa de juros atual de 1,97% e comparou-a com os juros cobrados dos grandes empresários.
O chefe do Executivo ressaltou, assim, a discrepância entre a taxa de juros do crédito consignado e o que se cobra de empresários, argumentando que um trabalhador com um salário de R$ 2.000, que toma emprestado R$ 1.000 por meio do consignado, teria que arcar com juros compostos que chegam a quase 30% ao mês.
Nesse sentido, o presidente expressou sua intenção de discutir o assunto com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), com o objetivo de rever a taxa do consignado.
Imagem: Andrzej Rostek / shutterstock.com
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