Uma nova lei acaba de ser publicada no Diário Oficial da União, trazendo significativas mudanças no cenário dos empréstimos para aposentados.
Empréstimos para aposentados passam por grande mudança; entenda
A publicação de uma nova lei traz importantes alterações para os empréstimos destinados aos aposentados. Saiba mais aqui!
A legislação define um aumento no valor considerado mínimo para a sobrevivência e o pagamento de despesas básicas, impactando diretamente na margem consignável para quitar as parcelas dos empréstimos consignados. Entenda como essas alterações podem afetar os aposentados e as suas possibilidades de crédito.
A redução da margem consignável e as suas consequências
Com a alteração legislativa, a margem consignável, que é o percentual do salário utilizado pelos bancos e instituições financeiras nos empréstimos consignados, sofrerá uma modificação significativa.
Antes da nova lei, um aposentado que recebia um salário mínimo (R$ 1.320) poderia comprometer até 77,05% desse valor para quitar as parcelas do empréstimo. Agora, a margem consignável será equivalente a 54,55% do salário.
Impacto nas condições de empréstimos para aposentados
A redução na margem consignável terá implicações diretas nas condições de crédito oferecidas aos aposentados. Aqueles que tinham a intenção de utilizar todo o limite consignável anteriormente disponível agora terão uma parcela menor para usufruir, o que deve afetar o valor do crédito concedido.
Além disso, essa medida terá um impacto ainda maior para aqueles com baixo Score de crédito ou histórico de inadimplência, uma vez que terão mais dificuldade em obter crédito.
A proteção do mínimo existencial e os desafios do superendividamento
Aumentar o valor do mínimo existencial é uma forma de proteger os aposentados de endividamentos que possam comprometer a sua subsistência.
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O professor de Economia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Ednilson Felipe, destaca que essa medida visa garantir que a pessoa não perca sua dignidade, mesmo diante de dívidas.
No entanto, o professor Jorge D’Ambrosio ressalta que a nova política, apesar de auxiliar, não será suficiente para resolver os problemas causados pelo superendividamento.
Ele menciona que o salário mínimo em si já não atende às necessidades básicas das famílias e que qualquer ajuda do governo, por meio de políticas adequadas, é bem-vinda.
Imagem: Inside Creative House/shutterstock.com
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