A farmacêutica brasileira EMS anunciou uma estratégia ambiciosa para entrar de vez no mercado de medicamentos para emagrecimento. A empresa pretende faturar mais de R$ 500 milhões nos primeiros 12 meses de vendas da Ozivy, medicamento que chega para competir diretamente com o Ozempic, da dinamarquesa Novo Nordisk.
EMS aposta em Ozivy para gerar R$ 500 milhões em 12 meses
EMS quer faturar R$ 500 milhões com a Ozivy, rival do Ozempic que promete preço até 30% menor no Brasil.
A aposta da companhia está baseada em dois pilares principais: preço mais acessível e maior presença no varejo farmacêutico brasileiro. Segundo a empresa, a Ozivy deve custar cerca de 30% menos do que os medicamentos concorrentes, ampliando o acesso para pacientes que hoje enfrentam altos custos para manter o tratamento.
O mercado de canetas emagrecedoras vive um dos momentos mais aquecidos da indústria farmacêutica global. No Brasil, a demanda por medicamentos à base de semaglutida e outros agonistas de GLP-1 disparou nos últimos anos, impulsionada pelo aumento da obesidade, pela popularização nas redes sociais e pela busca crescente por tratamentos para perda de peso.
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O que é a Ozivy, medicamento lançado pela EMS
A Ozivy é a aposta da EMS para disputar um segmento dominado atualmente por medicamentos como Ozempic e Wegovy, ambos produzidos pela Novo Nordisk.
A EMS afirma que o produto terá ampla distribuição nas farmácias brasileiras, algo considerado estratégico pela companhia em um momento em que muitos consumidores relatam dificuldades para encontrar medicamentos concorrentes nas prateleiras.
Segundo Marcus Sanchez, vice-presidente da EMS, a expectativa é que a Ozivy represente entre 4% e 5% do faturamento total do grupo logo em seu primeiro ciclo de vendas.
A farmacêutica brasileira já possui forte presença no mercado nacional de genéricos e medicamentos de prescrição, o que pode facilitar a expansão comercial do novo produto em todo o país.
Mercado de medicamentos para emagrecimento cresce rapidamente
O avanço das chamadas “canetas emagrecedoras” transformou o setor farmacêutico mundial. Medicamentos originalmente desenvolvidos para tratar diabetes tipo 2 passaram a ganhar destaque também no combate à obesidade.
Entre os fatores que impulsionam esse crescimento estão:
Alta da obesidade no Brasil
Dados do Ministério da Saúde mostram aumento contínuo dos índices de sobrepeso e obesidade na população brasileira nos últimos anos.
Segundo levantamentos do sistema Vigitel, mais da metade da população adulta do país apresenta excesso de peso, enquanto os casos de obesidade seguem em trajetória de crescimento.
Esse cenário elevou a procura por tratamentos médicos voltados ao emagrecimento.
Popularização nas redes sociais
Celebridades, influenciadores e usuários comuns passaram a compartilhar experiências com medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, aumentando ainda mais a procura.
A viralização do tema fez crescer tanto o interesse médico quanto o uso inadequado dos produtos sem acompanhamento profissional.
Mercado bilionário
Analistas do setor farmacêutico apontam que os medicamentos da classe GLP-1 podem se tornar um dos mercados mais lucrativos da indústria global nos próximos anos.
Empresas farmacêuticas em diversos países aceleraram pesquisas e lançamentos para disputar espaço nesse segmento.
Estratégia da EMS será baseada em preço mais baixo
Um dos principais diferenciais anunciados pela EMS é o custo reduzido do medicamento.
A empresa afirma que a Ozivy deverá ser cerca de 30% mais barata que os produtos concorrentes atualmente disponíveis no mercado brasileiro.
Essa estratégia pode representar uma mudança importante no acesso aos tratamentos de emagrecimento no país.
Por que as canetas emagrecedoras são tão caras?
Os medicamentos dessa categoria possuem alto valor por vários fatores:
Tecnologia complexa
A produção de medicamentos biológicos exige processos sofisticados, investimentos elevados e rigorosos controles sanitários.
Forte demanda global
A procura mundial explodiu nos últimos anos, pressionando cadeias produtivas e elevando preços.
Patentes e inovação
Grande parte desses medicamentos ainda está protegida por patentes internacionais, limitando a concorrência.
EMS quer ampliar acesso da população
Ao anunciar preços menores, a EMS busca atingir um público que hoje não consegue manter o tratamento devido aos custos elevados.
Em muitos casos, pacientes gastam centenas ou até milhares de reais por mês com medicamentos para emagrecimento.
Com uma alternativa nacional mais barata, especialistas avaliam que pode haver ampliação significativa do consumo no Brasil.
Como funcionam medicamentos como Ozempic e Ozivy
Os medicamentos dessa categoria atuam simulando hormônios intestinais responsáveis pela sensação de saciedade.
Esses remédios ajudam a:
Reduzir o apetite
O paciente sente menos fome ao longo do dia.
Retardar o esvaziamento do estômago
A digestão mais lenta aumenta a sensação de saciedade.
Auxiliar no controle glicêmico
Além do emagrecimento, muitos desses medicamentos ajudam pacientes com diabetes tipo 2.
Uso exige acompanhamento médico
Apesar da popularidade crescente, médicos alertam que o uso dessas medicações deve ocorrer somente com prescrição e acompanhamento profissional.
Entre os possíveis efeitos colaterais estão:
- Náuseas
- Vômitos
- Diarreia
- Prisão de ventre
- Dor abdominal
Em alguns casos, também podem ocorrer complicações mais graves.
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A Anvisa reforça que medicamentos para emagrecimento precisam de controle médico e avaliação individualizada.
Concorrência no setor deve aumentar no Brasil
A entrada da EMS pode acelerar ainda mais a disputa entre farmacêuticas no segmento de medicamentos para obesidade.
Nos próximos anos, o mercado brasileiro deve receber novas opções, incluindo produtos nacionais e internacionais.
Especialistas avaliam que o aumento da concorrência tende a gerar:
- Maior oferta nas farmácias
- Redução gradual de preços
- Expansão do acesso ao tratamento
- Novos investimentos em pesquisa
Farmacêuticas enxergam oportunidade bilionária
A obesidade vem sendo tratada cada vez mais como um problema de saúde pública global.
Além dos impactos na qualidade de vida, a condição está relacionada a doenças como:
- Diabetes tipo 2
- Hipertensão
- Problemas cardiovasculares
- Apneia do sono
- Doenças metabólicas
Com isso, farmacêuticas passaram a investir bilhões no desenvolvimento de medicamentos voltados ao controle de peso.
Brasil se tornou mercado estratégico
O Brasil aparece entre os mercados mais relevantes para esse tipo de medicamento devido a fatores como:
Grande população
O país possui mais de 200 milhões de habitantes e um amplo mercado consumidor.
Crescimento da obesidade
Os índices de excesso de peso aumentam ano após ano.
Forte setor farmacêutico
O mercado brasileiro de medicamentos é um dos maiores da América Latina.
A EMS aposta justamente nesse cenário para ampliar sua participação no setor e fortalecer sua presença em uma área considerada estratégica para o futuro da indústria farmacêutica.
Ozivy pode mudar dinâmica do mercado nacional
A chegada da Ozivy representa mais um capítulo da corrida bilionária das farmacêuticas pelo mercado de medicamentos para emagrecimento.
Com promessa de preço menor e maior distribuição, a EMS tenta conquistar consumidores que enfrentam dificuldades para arcar com os custos dos medicamentos atuais.
O desempenho do produto nos próximos meses será acompanhado de perto pelo setor farmacêutico, investidores e consumidores, especialmente em um momento em que a demanda por tratamentos contra obesidade segue em forte expansão no Brasil.
Conclusão
A entrada da Ozivy no mercado brasileiro mostra que a disputa pelas canetas emagrecedoras deve se intensificar nos próximos anos. Com a promessa de preços mais acessíveis e maior distribuição nas farmácias, a EMS busca conquistar espaço em um setor que cresce rapidamente e movimenta bilhões em todo o mundo.
Ao mesmo tempo, o avanço desses medicamentos reforça a importância do uso responsável e do acompanhamento médico, já que o tratamento da obesidade envolve fatores que vão além da perda de peso. A expectativa do mercado agora é entender se a estratégia da EMS conseguirá ampliar o acesso da população e pressionar concorrentes a reduzir preços no Brasil.
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