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Entidades discutem formas de combater o uso do Pix em sequestros-relâmpagos

Profissionais da esfera criminal discutem como evitar pagamento de resgates com Pix em sequestros-relâmpagos. Saiba mais.

Liliana LuísaPor Liliana Luísa2 min de leitura
mulher amarrada e amordaçada, deitada em banco de carro, sendo vítima de sequestro

Na última sexta-feira (3), o Ministério Público de São Paulo e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) se reuniram para discutir sobre como dificultar o processo do pagamento do resgate por meio de Pix em sequestros-relâmpagos.

De acordo com os dados do Ministério Público, em média, 60 transações suspeitas ocorrem via Pix por dia. Ademais, entre janeiro de junho de 2022, houve o registro de quase 740 mil transações pautadas em possíveis crimes.

A reunião ocorreu porque essas entidades identificaram aumento considerável desse tipo de caso e entendem-no como um ponto de atenção no processo bancário e criminal.

Pessoas que receberem Pix nestes casos responderão, no mínimo, por extorsão

Dentre outros problemas, uma das dificuldades com que a Justiça e a Febraban precisam lidar nesses casos é quando os valores de resgate de sequestros-relâmpagos enviados por Pix passam por diluição. Ou seja, quando pequenas quantias chegam para contas distintas – os chamados ponteiros.

“Esses ponteiros têm que saber que responderão por extorsão e extorsão mediante sequestro com penas altíssimas, em torno de 17 anos de prisão”, esclarece o promotor criminal do Fórum da Barra Funda, Marcelo Barone.

“O que o MP busca é uma medida que faça com que esse tipo de crime [sequestros-relâmpagos] diminua”, argumenta Barone. “Nossa primeira conversa foi com a Febraban e, agora, vamos buscar outras instituições”.

Ações não têm data de implementação

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Apesar de não ter uma data fixada para a implementação de medidas, ou uma determinação geral das decisões tomadas, Barone explicita que o processo visa “tomar algumas providências para que isso não seja tão fácil para os criminosos”.

“Um dos assuntos que está no nosso diálogo é a presença de geolocalização no aplicativo do banco”, explica o promotor. “Esse seria um ponto fundamental porque a polícia teria informação mais precisa sobre o local onde é feita a transação”, complementa. Se implementada, a medida permitiria prisões em flagrante, mesmo após o pagamento do resgate via Pix.

Imagem: Victoria Denisova / Shutterstock.com

Liliana Luísa

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Liliana Luísa

Formada em Letras, Liliana é uma profissional com 10 anos de experiência no mercado de trabalho, atuando como revisora e redatora.

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