O universo das criptomoedas foi sacudido nesta semana após declarações de Eric Trump, filho do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante a conferência SALT, realizada em Jackson Hole (Wyoming), o empresário afirmou que um país teria comprado 200 mil unidades de Bitcoin (BTC) de forma sigilosa.
Eric Trump revela: país teria comprado R$ 120 bilhões em Bitcoin em operação secreta
Eric Trump, filho de Donald Trump, afirmou que um país adquiriu 200 mil Bitcoins em operação sigilosa. A revelação foi feita na conferência SALT, em Wyoming.
Nos preços atuais, essa quantia equivale a cerca de US$ 22 bilhões, ou R$ 120 bilhões, em valores aproximados. A fala reforça a tese de que governos nacionais já estão acumulando criptomoedas de forma estratégica, em um movimento que pode impactar profundamente o cenário econômico global.
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Contexto da revelação de Eric Trump
Eric Trump, fundador da empresa de mineração American Bitcoin, afirmou que líderes nacionais demonstram crescente entusiasmo pelo BTC. Segundo ele, chefes de Estado têm revelado em conversas privadas planos arrojados para aquisição e mineração da criptomoeda.
A frase que chamou atenção
Durante o evento, o empresário relatou o que teria ouvido de um governante:
“Nosso país acabou de comprar 200 mil BTC de forma bem silenciosa, não queremos que ninguém saiba. Mas é esse o tanto que acreditamos no ativo.”
Essa afirmação, embora sem detalhes sobre qual nação estaria envolvida, gerou grande repercussão entre investidores e analistas, levantando questionamentos sobre a possível entrada de países inteiros no mercado de Bitcoin como estratégia de reserva de valor.
Bitcoin como ativo estratégico para países

A compra de 200 mil BTC por um único país representaria uma das maiores aquisições institucionais já registradas. Para efeito de comparação:
- El Salvador, pioneiro em adotar o Bitcoin como moeda de curso legal, possui cerca de 5.800 BTC em reservas oficiais;
- Se confirmada, a compra relatada por Eric Trump seria mais de 34 vezes maior do que o total comprado por El Salvador até agora.
Por que países comprariam Bitcoin?
Especialistas apontam alguns fatores que podem explicar a movimentação de governos:
- Diversificação de reservas internacionais: além de dólar, euro e ouro, o BTC poderia atuar como proteção contra crises financeiras globais;
- Hedge contra inflação: países em economias fragilizadas buscam alternativas para proteger poder de compra;
- Geopolítica e sanções: regimes sob sanções econômicas podem usar o Bitcoin como forma de escapar das restrições do sistema financeiro tradicional.
Mineração em larga escala: plano energético ousado
Além da revelação da compra bilionária, Eric Trump afirmou que um governante estrangeiro compartilhou planos para converter toda a capacidade elétrica de uma grande cidade em mineração de Bitcoin durante o inverno.
Segundo ele, a justificativa seria o uso otimizado de energia em períodos de menor demanda:
“No inverno, quando não está tão quente, eu vou pegar toda a capacidade de gerar energia elétrica da minha principal cidade e vou usar para mineração de Bitcoin. Eu realmente acredito neste ativo.”
O impacto da mineração em nível estatal
Caso implementado, esse projeto transformaria a cidade em um dos maiores polos de mineração do planeta, rivalizando com grandes operações situadas na China, Cazaquistão e Estados Unidos.
- Benefício econômico: geração de receita por meio da produção de BTC;
- Risco energético: concentração do uso de energia em mineração pode gerar críticas sobre sustentabilidade;
- Posição geopolítica: país passaria a ter maior influência sobre o ecossistema global do Bitcoin.
Eric Trump e seus negócios com Bitcoin
Eric Trump destacou, durante a conferência, que seus empreendimentos de mineração estão presentes em todos os continentes, reforçando a visão de que o setor está em franca expansão.
American Bitcoin
Sua empresa, American Bitcoin, aposta em projetos de infraestrutura para mineração, aproveitando fontes renováveis e locais com excedente energético.
Essa estratégia se alinha a uma tendência de profissionalização e institucionalização da mineração, antes dominada por operações amadoras e hoje marcada por megaestruturas industriais.
A previsão de preço feita por Eric Trump
Em meio às revelações, Eric Trump também fez projeções ousadas para o preço do BTC:
- US$ 175 mil até o final do ano;
- US$ 1 milhão no longo prazo.
O que dizem os especialistas
Embora a previsão de US$ 1 milhão por Bitcoin já tenha sido defendida por outros analistas e executivos do setor, como Cathie Wood (ARK Invest) e Michael Saylor (MicroStrategy), ela ainda divide opiniões.
Para alguns, esse valor é plausível diante da escassez do ativo (com limite de 21 milhões de unidades). Para outros, o cenário depende de adoção institucional e regulatória muito maior do que a atual.
Conferência SALT: palco de grandes anúncios
A SALT Conference, onde Eric Trump fez a revelação, é um dos eventos mais relevantes para o mercado financeiro global. Realizada anualmente, reúne investidores, gestores de fundos, reguladores e empresários para discutir tendências de mercado.
Jackson Hole e o simbolismo
O local do evento, Jackson Hole, é conhecido por receber reuniões de peso do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA. Isso deu ainda mais repercussão às falas de Eric Trump, ocorridas em um ambiente de atenção máxima dos mercados globais.
O papel de Donald Trump no mercado cripto
Embora a fala tenha sido de Eric Trump, a relação da família Trump com o setor cripto não passa despercebida.
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Donald Trump e o Bitcoin
- Em anos anteriores, Donald Trump já havia se mostrado cético em relação ao Bitcoin, chegando a chamar a criptomoeda de “fraude”;
- No entanto, mais recentemente, o ex-presidente tem suavizado seu discurso, possivelmente diante do crescimento do setor e da pressão de investidores e empresários próximos.
Criptomoedas e política
A postura de Eric Trump pode ser vista como um sinal de abertura da família Trump para o mercado de criptoativos, o que teria repercussão direta na política norte-americana caso Donald Trump reassuma a Casa Branca.
Implicações globais da suposta compra bilionária
Se confirmada, a aquisição de 200 mil BTC por um país teria múltiplas consequências:
Preço do Bitcoin
- A compra em tal magnitude pressionaria a oferta de BTC disponível no mercado, impulsionando o preço para novos patamares.
Concorrência entre países
- Outras nações poderiam se sentir forçadas a também acumular criptomoedas, gerando uma corrida semelhante à observada no padrão-ouro do século XX.
Geopolítica
- Países fora da esfera do dólar podem usar o BTC como forma de reduzir dependência dos EUA e aumentar sua autonomia econômica.
Quem poderia ser o país misterioso?
Eric Trump não revelou o nome do país, mas especialistas levantam hipóteses.
Possíveis candidatos
- Rússia: alvo de sanções internacionais, já busca alternativas ao dólar;
- China: embora restritiva com uso doméstico, tem vasto histórico em mineração;
- Países do Oriente Médio: com excedente energético, poderiam alocar parte em mineração;
- Nações emergentes: buscando proteger suas economias frágeis contra crises globais.
Conclusão: a corrida cripto entre Estados

A fala de Eric Trump não apenas agitou os mercados, mas também reacendeu o debate sobre o papel dos Estados-nação na corrida pelo Bitcoin.
Com previsões ousadas de preços e relatos de compras bilionárias, o cenário indica que o BTC pode deixar de ser apenas um ativo de investidores individuais e se tornar um instrumento central de políticas econômicas nacionais.
Seja qual for o país mencionado por Eric Trump, o episódio marca um ponto importante da narrativa global das criptomoedas: a entrada de governos soberanos no jogo.
